quarta-feira, 17 de maio de 2023

Sexo a conexão das almas!


Na noite daquele domingo o Luide ficou no quarto da Eli até tarde. Nos dias seguintes a inquietude da Eli, seu nervosismo fora do normal, deixava perceptível que tinha acontecido um algo a mais, e que a moça estava precisando conversar sobre o assunto com alguém.

Lógico que é necessário sensibilidade para perceber e entender os motivos daquela alteração de humor. Mais ainda, somente pais participativos, atentos, pais que estão ligados aos momentos de vida dos filhos, têm na mão as condições necessárias para que eles possam contribuir da forma correta.

O momento era muito delicado para os dois adolescentes. Eles deram um passo e além de não saber mensurar efetivamente as consequências, eles não sabiam exatamente como seria a reação dos pais, principalmente os pais da Eli. Falo os pais da Eli, por serem eles os mais próximos da relação.

Os pais da Eli sempre chegaram junto do casal e acompanharam de perto esse processo. Eles ofereceram as informações que consideravam adequadas, mas nunca se posicionaram a favor da iniciação sexual da filha. Como todos os pais, eles sempre mostravam que ainda não estava em tempo.

Tanto a Eli quanto o Luide estavam doidos para dividir o peso do acontecido. Eles precisavam de orientação e sabiam que os pais da Eli seriam os mais adequados, mas não sabiam como fazer, como chegar a eles. Eles tinham o receio natural de qualquer adolescente.   

Os pais dela estavam conscientes do que tinha acontecido, e eles estavam prontos para dar o apoio necessário. Foi a mãe da Eli quem deu o passo, quem tomou a iniciativa. Esperou o momento que ela mesma achou mais conveniente e se chegou à filha.

A mãe da Eli se posicionava sempre muito calma e muito firme, o que fazia a diferença na cabeça da moça. Ela começou com um sorriso, como quem oferece as boas-vindas para essa virada de chave da filha, fazendo referência à beleza dessa nova etapa de vida.

Ela mostrou que estaria ao lado da filha sempre, e que, para todas as questões, a mãe deveria ser a primeira pessoa para quem Eli teria que recorrer. Eli foi se deixando levar pela conversa da mãe.

Aos poucos, ela foi relaxando e procurando pensar sobre tudo o que a mãe estava dizendo. O alívio de poder dividir o peso do que tinha acontecido vinha se misturando com as novas informações, além da dimensão que o fato em si teria para a sua vida, de agora em diante.

A conversa ganhou os ares de leveza devidos e elas passaram a trocar confidências. Diante dos olhos da mãe da Eli, aquele era o momento mais adequado do mundo para que ela oferecesse à filha o conceito de sexo que ela tinha. O sexo como uma coisa boa, bonita, como sendo uma forma de conectar as almas.

Por toda a experiência que a mãe tinha, e por ela conhecer de perto a beleza da relação que os pais dela viviam, Eli foi se envolvendo pela conversa. Sim, ela queria aquela mesma conexão com o Luide. Ela queria, para a vida sentimental dela, aquela mesma energia mágica que envolvia a relação dos pais.

Eli se encantava com a descrição que a mãe era capaz de fazer da sua relação com o marido. Mesmo sem entrar nos detalhes, digamos assim, mais íntimos da relação, a mãe conseguia explicitar a troca de energia, o carinho e principalmente o pé de igualdade que aquele ato tinha entre eles.

Poder receber e oferecer carinho, com a isenção de qualquer receio, era o ponto. Aquele era para ser sempre um momento de esplendor, e ela, não só por ser mulher, mas como pessoa, não deveria nunca aceitar um ato sexual que fosse menos que isso. 

A confiança, como pregava a experiência daquela mulher, é o pré-requisito para que se possa permitir a imersão total do corpo na relação. É necessária uma relação plena de atenção e respeito para que você possa se deixar levar por toda a sorte de bons sentimentos, e para fazer do sexo essa conexão mágica.  

Eli foi traduzindo, em reposta à conversa da mãe, todas as possibilidades que o prazer do contato físico poderia oferecer. A confiança que ela tinha na figura materna era determinante. Aquilo tudo era forte demais e, sem dúvida, se transformaria em um parâmetro que Eli levaria para o seu contexto de vida.

Sem mudar o tom, como se fosse para fechar a conversa, a mãe da Eli também fez um comentário bem firme sobre o tamanho da responsabilidade daquele passo. Nada demais, tendo como referência o processo de educação que os pais dela sempre pregaram.

A mãe fez questão de fechar a conversa repetindo um ensinamento já muito usual entre eles. Ela disse: quanto mais independente você for, mais liberdade tem nas mãos, e mais responsabilidade também. Nunca esqueça isso!

 

Aélio Jalles (Lelo)

 

 

Livro: Era Uma Vez Meu Coração

Capitulo 01: E Ai K dê meu ovo?

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/e-ai-k-de-meu-ovo.html


Capitulo 02: O Desabrochar da Sexualidade

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/o-desabrochar-da-sexualidade.html


Capitulo 03: A primeira vez

Link https://aeliojalles.blogspot.com/2023/05/a-primeira-vez.html

 


 


 

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Mãe!



Não tem como traduzir em palavras a importância que a mãe tem na vida da gente. É que o papel de mãe, definitivamente, é uma obra de arte!

Não existe uma definição que seja real, ou que possa resumir todo o significado desse papel. Dos passos que ela nos fez dar, de quantas vezes seus conselhos fizeram a diferença, e de tudo que ela foi buscar, daqueles detalhes chatos, para se importar com a vida da gente.

Quantas decisões ela tomou muito antes da gente poder opinar. Ela sempre achava que sabia o que era melhor pra a gente, e, embora não fosse exatamente uma verdade, essa era só mais uma coisa que ela fazia exclusivamente por amor.

Um amor que faz a diferença, que faz falta quando ela fica longe, que faz raiva quando passa dos limites, mas que, principalmente, faz tudo na tentativa de agradar.

Quem dera, mãe, eu fosse capaz de retribuir a tua paciência e os teus cuidados. Quem dera mãe eu tivesse contigo a mesma entrega e dedicação que foste capaz de me oferecer. Reconheço que Deus não me fez benevolente assim.

Eu bem me esforço para te oferecer o ombro, como tantas vezes me ofereceste. E me ofereceste mesmo quando não concordavas com os motivos do meu choro. Eu bem que me esforço para ter a resignação de te ouvir, e dar a atenção devida pelo menos aos teus devaneios.

Eu sei que permaneço pequeno à tua vista. É que mesmo quanto tu precisas da força do meu braço, mesmo quando sou eu quem apoia a tua necessidade, mesmo assim, a ti parece que quem precisa do cuidado ainda sou eu.

E essa é uma verdade tão forte que aqui dentro eu ainda nem consigo admitir, mas sou eu quem continua precisando de fato. É que, para esse papel de mãe, parece que todos os adjetivos qualificativos foram ofertados em dobro, enquanto para o papel de filho nem tanto. 

Obrigado mãe!

 

Aélio Jalles (Lelo)

 

 


 

sexta-feira, 5 de maio de 2023

A Primeira Vez!




Nem era uma data especial, nem um dia diferente dos outros. Era simplesmente um domingo chuvoso. A chuva atrapalhou os planos do passeio em família, um passeio que tinha sido devidamente programado, e aí, por conta disso, o dia terminou se transformando em algo cheio de improvisos.

Sem passeio, a coisa foi parar mesmo em um almoço arranjado, feito em casa. Sabe, aquela coisa de aproveitar tudo o que se tem na mão. Mas foi exatamente essa bagunça, o ato de sair improvisando tudo, de fazer os arranjos necessários para conseguir fazer o almoço, que foi preenchendo o dia de graça.

O Luide já se sentia de casa, ele se sentia parte da família, e se misturava com os tios e primos da Eli com a maior facilidade. O namoro já se estendia por meses, e os pais da Eli já o tratavam como filho, como alguém que eles queriam por perto. Eles tinham abençoado o namoro da filha e, por isso, o acolhiam com tanto carinho.

Foi um dia todo de muita festa, de muita brincadeira, de muita música e alegria. Estavam todos aproveitando aquela energia emotiva do convívio familiar. Tudo como era devido, até que o cansaço começou a tomar conta. Dessa forma, todo mundo começou a tomar seu rumo.

A Eli e o Luide acabaram juntos, no quarto dela. Os dois jogados em cima da cama, rindo e comentando tudo o que tinha acontecido durante o dia. Aos poucos, eles foram deixando que o cansaço fosse dando lugar ao desejo e ao envolvimento natural que a intimidade de vida provoca.

Eles eram adolescentes, não é difícil entender que a intimidade que eles já tinham conquistado, e a privacidade daquele momento, deixavam a situação fantasticamente adequada. Era só deixar correr que o instinto, a química natural de um casal apaixonado, iria conduzir tranquilamente os fatos.

Eles tinham sido muito bem orientados. De uma forma discreta, mas muito participativa, os pais da Eli conseguiram mostrar para eles todas as prerrogativas necessárias para que aquele momento fosse especial. Eles foram recebendo as lições e absolvendo os pontos que fariam a diferença.

Com o passar do tempo, a intimidade que tinha se formando entre eles, fruto da confiança construída de um com o outro, deixou a situação muito tranquila. Eles já tinham tido a oportunidade de conversar e entender o que significaria aquele momento, para que tudo aquilo acontecesse exatamente assim, sem peso.

 

Cada toque, cada passo dado, cada gesto ia conduzindo o casal para aquele momento mais íntimo. Tudo foi acontecendo de uma forma tão natural que nem parecia que seria a primeira vez. Eles tinham consciência do que estavam fazendo, do que queriam e de que nada seria feito de uma forma indevida.

Aos poucos os corpos foram se despindo e revelando a beleza dessas duas almas. Era de impressionar a sintonia. De fato, naquele momento nada parecia ser de improviso, era como se tudo estivesse escrito, um script que se desenhava na energia mágica do amor e do desejo.

O apalpar carinhoso do seio, oferecia a contrapartida da mão firme que apoiava a cabeça para dar sustentabilidade ao beijo. De cada toque, dos beijos distribuídos pelo corpo, vinha a confirmação de que aquele era o momento onde tudo tinha o sentido único do prazer.

Desde o afago carinhoso das mãos percorrendo as curvas do corpo, aos beijos dados com a fome de quem não consegue saciar o desejo, tudo traduzia a ânsia do entregar e receber a energia prazerosa do amor. Eles se envolveram em uma aura de energia e a conexão obtida com a junção dos corpos foi radiante.

As unhas que carinhosamente riscavam as costas, só demonstravam o tamanho do prazer que o corpo estava exalando. Nem mesmo a incômoda dor da iniciação foi capaz de deter a explosão do delírio que o ato foi capaz de oferecer.

Foi uma relação plena, recheada com o carinho do mundo todo. Teve atenção, respeito e isso fez com que tudo fosse acontecendo da forma mais prazerosa possível. Eles conseguiram fazer com que o tempo de cada um fosse observado e respeitado.

Por isso mesmo, quando no final de tudo eles se olharam, o sorriso brotou no rosto como se um fosse espelho da felicidade do outro. A sensação de êxtase pairou no ar, paralisando o mundo e o cheiro do amor inundou o ambiente.




Aélio Jalles (Lelo)

 

 

 

 

Livro: Era Uma Vez Meu Coração

Capitulo 01: E Ai K dê meu ovo?

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/e-ai-k-de-meu-ovo.html


Capitulo 02: O Desabrochar da Sexualidade

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/o-desabrochar-da-sexualidade.html



 

A mentira de mil vezes

O efeito da chamada “Mentira Ilusória” já é de senso comum e os efeitos dela sobre a ação cognitiva do ser humano, também. Não, eu não sou p...