quarta-feira, 3 de setembro de 2025

A linha de um patriotismo real



Como ser patriota em uma nação que não consegue dar vazão a sua própria identidade?

Em uma opinião bem pessoal, o patriotismo só pode ser construído quando se cultiva o orgulho de uma identidade representativa da pátria. É fundamental o reconhecimento cultural, a exacerbação de um senso de pertencimento, sem o qual ninguém se apega a nada.

Na obra de Mário de Andrade, Macunaíma, o personagem questiona a formação da identidade brasileira, com uma base europeia se sobrepondo aos elementos indígenas e africanos.  A história, através das aventuras do "herói sem caráter", se reflete sobre o que é essa identidade, explorando o desapego do bem comum, pela busca dos benefícios pessoais. 

Uma referência dos motivos que levaram o brasileiro, de forma geral, a olhar para o patrimônio público, como não sendo de responsabilidade de ninguém. É como se esse desastre não caísse sobre os ombros de cada um de nós, como se o cidadão não devesse cobrar nada a ninguém por isso.    

Tem que existir uma mudança de chave que possa ressignificar esse sentimento sobre o que é patrimônio do povo, como sendo meu também. Cada um de nós deve ter parte dessa responsabilidade, e como sendo de todos, os que assumem o poder, tem e devem prestar contas disso.  

Tudo aquilo que é público tem o dever de ser acessível a todos. Não se pode e nem se deve permitir a apropriação indevida, o uso particularizado do que deve servir a todos. O patriotismo, é um sentimento de amor, de apego, e para que esse sentimento aflore devidamente, é necessário que cada um se sinta como parte integrante desse todo.   

O patriotismo nasce de uma combinação de inclusão e respeito. Só se cultiva um sentimento assim com orgulho, identificação e com responsabilidade, por isso mesmo, o cidadão patriota tem que ser altivo, com uma cobrança crítica, enfática e construtiva.

Precisamos acabar com esse “complexo de vira lata” ilustrado pelo Nelson Rodrigues. Nós temos uma cultura multifacetada sim, diversa e muito rica. Uma cultura que deve e tem que ser reconhecida pelo seu povo, para que todos possam se sentir empossados da razão e orgulhosos de ser brasileiro.

Reconhecer, amar, se sentir como parte, essa é a linha que tem que ser adotada para a construção de um patriotismo real.

 

Aélio Jalles (Lelo)







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Um comentário:

  1. Isso implica em valorizar a história, a cultura e as conquistas do país, além de se sentir conectado e responsável por seu futuro.
    Reconhecer a importância da pátria, amar e se sentir parte dela, inspira ações positivas e senso de pertencimento.

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