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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Não foi só a mamãe, o papai também me fez.......




 

Definitivamente não foi só a mamãe, o papai também me fez.....

 

Não me carregou na barriga,

mas sem puxar a intriga, me fez dançar nos seus pés.

 

Fez de tudo e um bocado,

de joelho e pé trocado, sem inverter os papeis....

 

Com o pai vem a bagunça,

que foge da segurança e rompe com a sensatez....

 

Ele te joga na vida,

sem se importar com as feridas, te joga mais uma vez.

       

É um grande amor de fato,

o sentimento mais nato, que mostra sua nudez  

 

Meu coração se derrete,

tenho um amor que não se mede, por esse cara que me fez.

 

 

 

 

 

         

 

Aélio Jalles (Lelo)

 

 

 

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quarta-feira, 23 de julho de 2025

A institucionalização do vício


 

Você já reparou como, de repente, as apostas viraram febre, todo mundo está apostando em tudo?

 

O que antes era visto como ilegal, hoje é apresentado como "entretenimento". Só que toda essa facilidade do jogo, não está levando em conta as consequências e um mundo de complicações implícitas a essa prática.   

 

Não sou um especialista, mas é fácil entender que essa conta está sendo paga com a alma das pessoas mais vulneráveis. É que do outro lado da tela, existe gente, gente de carne e osso, gente que já vive no limite do emocional, do financeiro e principalmente à beira de um colapso existencial.

 

Meu avô dizia que: “só se deve apostar o dinheiro que não faz falta. Quando passa disso, o jogo lhe rouba o chão. A pessoa passa a enxergar o jogo como a chance da vida, sem entender que a banca é quem ganha, sempre”.

 

O mais perverso disso tudo é que esse ciclo viciante, faz com que a pessoa continue jogando, mesmo quando já perdeu tudo. É a sensação de quase vitória, as recompensas intermitentes emolduradas em prêmios que reabrem na mente possibilidade de um ganho que nunca vai acontecer.

 

As apostas acertam não só no bolso, elas roubam o discernimento, em um processo muito parecido com o vício das drogas. O apostador não consegue realmente entender que esse é um sistema que foi feito para tirar infinitamente mais do que devolver.

 

E onde está o Estado nisso? Da direita à esquerda, a maioria dos parlamentares aprovou a liberação das chamadas "bets", ignorando esses impactos sociais e as consequências devastadoras que elas estão causando.

 

Eles legalizaram o vício sem oferecer acolhimento, prevenção, educação ou suporte psicológico. Literalmente eles transformaram o desespero popular em um produto tributável. Autorizaram, incentivaram e estão lucrando com isso.

 

Quantas vidas ainda serão destruídas antes que a política perceba o suicídio econômico que é essa legalização do vício está provocando. Jogo não é solução para a fome, para as angústias, para a solidão e muito menos para a economia.

 

A promessa de ganho rápido, normalmente é vendida por quem está ganhando, e ganhando muito, com isso. Não se pode tratar como medida econômica, o que na prática é, a exploração emocional e financeira.

 

Essa institucionalização do vício, na verdade é a institucionalização da negligência, do abandono de um povo a sua própria falta de sorte!

 

Aélio Jalles (Lelo)




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quinta-feira, 22 de maio de 2025

A dialética de uma verdade


Um dos maiores entraves de qualquer relação, seja de amor, ou de amizade, é a falta da capacidade de ouvir e pensar juntos. Quando nos relacionamos, e a outra pessoa se nega ao direito de perceber a nossa opinião, de ponderar sobre ela, é hora de parar e repensar a relação.

Quando alguém tem que gritar para impor a sua verdade, é porque ela enterrou o bom senso e passou a acreditar que a sua opinião é a única válida. Você vai perceber que a outra pessoa, e isso cabe aos dois, tenta colocar a sua verdade como absoluta.

Essa é a hora de pensar e perceber que essa energia negativa não lhe cabe, é melhor não receber o peso dessa carga e não se colocar nesse mesmo patamar. É preciso romper o ciclo de energia ruim que se formou e se colocar de lado, nem que seja momentaneamente, para que você possa se reposicionar adequadamente.       

O relacionamento humano é e deve ser sempre dialético. Todos devem se manter aberto, sempre, para poder ouvir e se manter na condição de aprendiz. É dessa forma que se mantem uma evolução cognitiva, é dessa maneira que a capacidade de raciocinar vai se aprimorando.

Um dos interlocutores apresenta o que seria uma tese, o outro pode conectar com uma nova linha de raciocínio e abre uma antítese, e os dois juntos devem buscar, da melhor forma possível, uma síntese. Em uma troca de opiniões, um oferece, não impõe, ao outro o que tem de conhecimento.

Com a condição de estar aberto a chegada de mais informação, essas verdades vão se mantendo em estágio de formação e de evolução permanentes.  É muito importante entender que nenhum dos dois tem o domínio da verdade absoluta e que as verdades são dinâmicas.

Em uma relação proativa, e com a utilização do princípio da dialética, as duas pessoas crescem. Elas sempre vão sair de qualquer que seja o embate, maiores, melhores e cada vez mais aprimoradas.   

 

Aélio Jalles (Lelo)



 

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segunda-feira, 28 de abril de 2025

A recompensa não e material


Durante a nossa existência temos a chance de espalhar uma diversidade de sementes pelo mundo e muitas delas, aparentemente, nem são frutíferas.

No jardim da vida, mesmo que involuntariamente, plantamos de um tudo, e aquilo que nem plantamos, mas que de alguma forma usufruiu do nosso cuidado e carinho, também acaba florescendo.

Cada uma das nossas atitudes vai gerando seus efeitos e apesar dos percalços, a maior parte delas, segue dentro do que fomos estruturando para as nossas vidas. No entanto, nem toda recompensa vem de forma assim tão tangível, de forma palpável.   

Muita coisa lhe é devolvida pela vida na forma de um sentimento, ou até mesmo com gestos que enchem a nossa existência de sentido e que no fundo, nos oferecem a sensação grandiosa de ter valido a pena.

A devolução de um ato de gratidão, em um momento oportuno, chega a parecer um milagre. Um sentimento profundo de agradecimento, entre pessoas que enfrentaram condições adversas de vida.

Uma senhorinha, uma moça velha, por assim dizer, tomou conta do final de vida da vizinha. Uma mãe que tinha sido abandonada pelo marido, uma pessoa carente, com uma doença irreversível e com um filho ainda pequeno.   

Anos depois, mais de 10 anos depois, esse filho volta em busca dessa senhorinha. Ela, ainda em uma vida cheia de restrições, passando as mesmas necessidades, mas que, na época, mesmo não conseguindo salvar a vida da sua mãe, tinha se desdobrado e de uma certa forma, salvo a vida dele, o filho.    

Esse menino, hoje homem e com condições de vida já equilibrada, buscou encontra-la e, com toda a gratidão que lhe cabia, disse: estou de volta. Agora eu lhe retribuir e lhe oferecer condições adequadas de vida.

Ele a abraçou e adotou a senhorinha como mãe. Ele a ofereceu muito mais que condições materiais, ele ofereceu a ela o amor e carinho que ele gostaria de ter dado a própria mãe.  

É o bem que retornando a quem o fez, faz o mundo ser melhor. É a energia do amor que foi plantada, dando suas voltas e oferecendo os frutos devidos!

 

Aélio Jalles (Lelo)

 


 

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segunda-feira, 21 de abril de 2025

O Papa Chico

 


"Deixemo-nos contagiar pelo bem.”

                     Papa Francisco


De uma forma bem peculiar, o chamo aqui de Papa Chico, como forma de dizer que a simplicidade da sua conduta me marcou e me permitiu, com todo respeito, o desejo de conotar essa intimidade.

Muito além da religião, de todos os ensinamentos e acima de tudo que possa pregar o Cristianismo, esse foi o Papa que nos deu uma lição atrás da outra, do que é o amor. Esse foi o Papa que pode nos oferecer um certo resgate dos valores da humanidade, em cada uma das suas mensagens.

Ele apontou que o caminho para a construção de uma irmandade mundial, passa pela chamada: “Cultura do Encontro”. A cultura do ver, entender e respeitar uns aos outros, aprendendo a conviver com as diferenças.   

Acho que nunca as ideias de liberdade, igualdade e fraternidade, ideais pregados pela Revolução Francesa e pela Inconfidência Mineira, ganharam tanta voz.  Ideias que deveriam nortear todas as ações da raça que se diz humana.

Francisco foi a voz que pregou a união, a conciliação e o diálogo de uma forma simples e ao mesmo tempo enfática. Ele foi o testemunho vivo de uma nova dimensão para a espiritualidade, como um novo prólogo da significância do verbo: “amarás ao teu próximo”.

 

Aélio Jalles (Lelo)



 

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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Entre o viver e o existir


 

Em uma discussão entre dois adolescentes, falando da vida e de como ela deveria ser vivida, um perguntou ao outro:

“se hoje uma fada lhe oferecesse a oportunidade de escolher entre duas opções de vida”:

1º - a opção de viver, a partir desse momento, mais 20 anos, tendo como prémio a realização plena de todos os seus desejos.

2º - a opção de viver, a partir desse momento, mais 100 anos, só que todos os seus desejos seriam realizados pela metade”.

E aí, qual seria a sua opção?”

Na verdade, essa é uma luta constante, existencial, uma luta entre a razão e a emoção. Uma luta que permeia a existência de todos nós e que eu duvido tenha uma resposta que possa ser considerada totalmente correta.  

Reproduzindo o conceito dessas filosofias de vida, eu digo: a maior sabedoria é a que faz com que você percorra o caminho que vai da cabeça até o coração, indo e voltando o tempo todo, se utilizando dessa habilidade para a tomada de uma decisão.

A cabeça, como o exemplo de pensamento lógico, sensato, que toma por base as vertentes dos riscos e benefícios de uma atitude. Já o coração, esse evoca toda a alusão ao sentimento, aos valores intangíveis que envolve o impulso e a emoção de uma ação.   

Nesse sentido, a fada, nada mais é do que essa aptidão. Uma aptidão que pode nos conferir a capacidade de enxergar o mundo, na medida e do jeito certo. Parece até meio utópico já que, nós, meros mortais, somos limitados pelas imperfeições do desenvolvimento cognitivo.

De certo que a felicidade se encontra em movimento, por isso o viver requer coragem e ação. É preciso seguir em frente, trabalhando no seu desenvolvimento pessoal, e, entre os erros e acertos, conferir o saldo do que foi positivo.

Acredito que cada um de nós deva ser protagonista da própria história. Que entre o viver e o existir, cada um corra os riscos que forem necessários, para colher o melhor do que a vida tem para oferecer.

 

Aélio Jalles (Lelo)



 

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quinta-feira, 18 de abril de 2024

Espiritualidade é algo maior


Até onde vai a nossa capacidade de fazer e agir pelo bem?

Na minha cabeça espiritualidade tem muito haver com isso. Espiritualidade tem o sentido de conectar o ser humano com o mundo a sua volta e dar a ele o ardente desejo de fazê-lo sempre um lugar melhor.

O ser humano, na exata razão do saber, do olhar e do ver o próximo como gente e o mundo como casa. Valores que deveriam ser intrínsecos ao fato de sermos humanos, sem desculpas para passar por cima da fome, das misérias e de toda a falta de dignidade que se vive pelo mundo.

Que fique bem claro, não estou me pondo fora dessa culpa. Talvez aqui, eu esteja indignado com a minha própria falta de atitude, com a minha hipocrisia, com a parte de mim que faz questão de não ver e não saber como agir de fato. A minha cobrança, nesse caso, é sobre a minha pouca humanidade também.

Nesse raciocínio, a espiritualidade vai muito além do que se pode dizer “politicamente correto”. Não é um fazer de conta que se importa, não é a elegância de um comportamento gentil, amoroso, que se apresenta nas situações mais prosaicas, na frente de um público para obter palmas.

Espiritualidade, dentro dessa forma de ver, é uma energia que nos acompanha desde um primeiro respiro da manhã. É o que nos faz agir de uma forma desobrigada, mas sempre coerente e ética na direção do que é correto de ser feito. É o fato de se deixar guiar por uma visão generosa de como promover a vida.

É possível detectar a espiritualidade nos valores do caráter de uma pessoa. A honestidade, por exemplo, o compromisso de ser verdadeiro, verdadeiro consigo mesmo e com os outros. O respeito ao próximo, a responsabilidade assumida de forma gratuita, a generosidade que a pessoa emprega em tudo aquilo que faz. Tudo isso permite que se possa ter uma visão do tamanho da espiritualidade de uma pessoa.

Isso se traduz na forma de tratamento que é empregada a qualquer que seja a pessoa. Vai desde o tom voz que é utilizado nesse tratamento, mesmo nas situações mais difíceis, na hora de revidar uma agressão, por exemplo, ou até na forma de retribuir a um carinho. É uma coisa que se faz notar pela capacidade de se doar, de se disponibilizar a fazer o bem sem precisar ver a quem.  

Nos filmes do Star Wars, e tendo como exemplo a conduta dos Cavaleiros Jedis, seres que tinham como virtude maior o altruísmo. Os Jedis eram uma ordem de monges guerreiros que serviam como guardiões da paz e da justiça do universo, e o altruísmo era o símbolo da conduta deles e que significava a capacidade instintiva de se doar pelo amor ao próximo.

Pois na minha cabeça, espiritualidade está ligada a essa capacidade maior de se doar pelo amor ao próximo. Essa é na minha visão a virtude encarnada pelo cristo, a maior expressão de espiritualidade que existe.

 

Aélio Jalles (Lelo)

 




 

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quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Apresentação do Autor



Livro: Sem jamais deixar de se amar 

Essa é uma obra de ficção. Que isso fique bem claro! 

Qualquer semelhança com a relação de um casal amigo, mesmo que eu possa ter sido testemunha de uma vida inteira dessa relação, que eu tenha acompanhado muito de perto as nuances do sentimento que os uniu e até mesmo tenha sido, por muitas vezes, o interventor das brigas, é mera coincidência!

Sem jamais deixar de se amar é uma história fantasiosa, que apesar de não ser um conto de fadas, tem a intenção de ser um conto, ou mesmo uma reflexão sobre o amor.


Aélio Jalles Monteiro

Apresentação do autor

 

 

 

Brasileiro, Cearense, tem hoje 59 anos.

Filho de professores, sempre foi muito estimulado para o caminho da leitura, no entanto foi uma imposição do trabalho que o fez aderir, de forma mais intensa, ao gosto pelos livros.

Sua formação é muito mais autodidata, prática, do que propriamente acadêmica. Por conta do trabalho, passava muito tempo na estrada, onde encontrou a oportunidade perfeita para se abraçar aos livros.

Cobrado para ter sempre um objetivo de desenvolvimento pessoal paralelo ao trabalho, criou um espaço adequado para a leitura - bastante óbvio, até, e ele nunca tinha se dado conta. A sala de espera dos clientes.

Esse foi o melhor espaço do mundo para ler e tornar o hábito da leitura cada vez mais forte. Algo que ele mesmo batizou de: cultura de sala de espera.

Passou pela experiência e tentativa de uma formação acadêmica, mas foi a vivência que o transformou em um contador de histórias, como ele mesmo faz questão de se identificar.

 

 

 

A mentira de mil vezes

O efeito da chamada “Mentira Ilusória” já é de senso comum e os efeitos dela sobre a ação cognitiva do ser humano, também. Não, eu não sou p...