Mostrando postagens com marcador conduta ética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conduta ética. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de março de 2026

A opressão que mata a mulher



Se faz necessário entender o termo: MISOGINIA!

Ele significa que existe entre nós, seres humanos, uma cultura de desprezo e de subjugamento, pela figura feminina. Uma ideia que se instalou pela sensação de pose enraizada pela sociedade aristocrata, a base da concepção patriarcalista.

É de consenso que essa concepção não vai ser modificada com leis penais, ela exige um processo de desconstrução do machismo. Deve ser algo que acabe com a objetificação das mulheres, a fundamentação de uma educação, uma ação que obrigatoriamente tem que começar na infância, como muito bem dito pela Marilena Chauí, com a formação de um novo conceito de cidadania.  

Não que a aplicação das leis, de uma punição sobre a ação indevida, deva ser deixada de lado. Mas só isso jamais vai conseguir mudar a gravidade do cenário, da forma de pensar do brasileiro, e do impacto desse modo de pensar sobre a violência doméstica e familiar.

Precisamos incluir nessa mesma linha de raciocínio, todos os agravantes que recaem sobre as populações mais vulneráveis. Uma concepção que pode envolver uma ideia muito mais ampla e com muitas outras relações sociais, cito: as relações de classes socias, de raça e de credos.  

Precisamos entender que fazemos parte de uma sociedade cheia de conceitos que precisam ser repensados e reescritos. Por isso mesmo se faz necessário discutir, conversar e reconstruir toda a ideia de relacionamento, de troca e de poder que qualquer pessoa possa ter sobre outra.



Aélio Jalles (Lelo) 




 

E-mail: aeliojalles@gmail.com

(85) 9 8696.0738

Instagran: https://www.instagram.com/aeliojalles/

YouTube: https://www.youtube.com/@aeliojalles1610

Tiktok: https://www.tiktok.com/@aeliojalles

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/a%C3%A9lio-jalles-25140926/

Facebook: https://www.facebook.com/aelio.jalles

Blogger: https://aeliojalles.blogspot.com/

 

#crônicasdocotidiano, #reflexõesdodiaadia, #erroseacertosdoscriptdavida, #scriptdavida, #acontecimentoscorriqueiros, #cronologiadosfatos, #contextosdodiaadia, #circunstanciasdavida

 

 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Os carnavais de uma vida


 

A vida vai nos moldando pela idade e pela vivência. É o que podemos chamar de; efeito das experiências. É o que a vida vai nos oferecendo a oportunidade de provar e as transformações que isso provoca.

 

Entre essas experiências, para quem tem gosto pela folia, o carnaval, um espaço de tempo que se abre anualmente para o confete e a serpentina. Um espaço que nos permite fugir um pouco da lógica e do bom senso, um momento de fuga das pressões naturais do cotidiano.     

 

Mas é sempre bom manter a consciência e lembrar que nada na vida, absolutamente nada, deixa de ter consequências. Os carnavais da vida, são como metáforas de uma alegria rasa, embora cheia de lembranças, registros, cicatrizes de acontecimentos que acabam marcando a existência.     

 

No meu ponto de vista, cada um ao seu modo, sai extravasando as questões enclausuradas pela exigência de manutenção das regras, do que rege a conduta social no dia a dia. São subversões da sua própria maneira de viver, que ganham asas, atitudes que rompem com a censura, sem grandes danos morais. 

 

Ainda dentro de um ponto de vista bem pessoal, essas atitudes são na verdade manifestações contra os padrões de comportamento que precisam ser repensados. São gritos que realçam a necessidade de novas posturas, de novas acomodações comportamentais, realidades que precisam ser adequadas e atendidas. 

 

Esse então deve ser um momento de observância e reconhecimento sobre a tendencia dos novos comportamentos, dos novos padrões que devem ser adotados. Aparte de qualquer censura, esse é o ponto onde cada um de nós deve avaliar o caminho que a sociedade vem trilhando e o papel que desempenhamos nela.    

 

Ao longo de todos esses carnavais, fica fácil entender que; não se pode jogar fora a experiência e permitir que as gerações mais novas cometam mais uma vez, os erros mais dolosos. Todos os amargos provados, devem ser postos como exemplo, relatados, verbalizados em alto e bom tom, para quem ainda não teve a necessidade de viver alguns horrores.

 

A história está escrita, ela deixa registrada os efeitos das guerras, das desumanidades, das loucuras que cada uma das gerações cometeu. Novos comportamentos sempre devem ser bem pensados e recebidos, mas os grandes erros, esses jamais vão ter a necessidade de serem cometidos novamente.

 

 

 

 

Aélio Jalles (Lelo) 

 

 



E-mail: aeliojalles@gmail.com

(85) 9 8696.0738

Instagran: https://www.instagram.com/aeliojalles/

YouTube: https://www.youtube.com/@aeliojalles1610

Tiktok: https://www.tiktok.com/@aeliojalles

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/a%C3%A9lio-jalles-25140926/

Facebook: https://www.facebook.com/aelio.jalles

Blogger: https://aeliojalles.blogspot.com/

 

#crônicasdocotidiano, #reflexõesdodiaadia, #erroseacertosdoscriptdavida, #scriptdavida, #acontecimentoscorriqueiros, #cronologiadosfatos, #contextosdodiaadia, #circunstanciasdavida

 


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

O poder que o dinheiro confere



“Você sabe com quem está falando”?

Homem, rico, hétero, branco, esse é o simbolismo da pessoa para quem a sociedade gosta de olhar e acreditar. Essa é a pessoa que tem todos os atributos necessários, para se sentir forte e poderoso.

Nós humanos, temos uma cultura implantada pelo conceito de patriarcalismo, da figura do “homem”, “branco”, “rico”, como espelho de realização de vida. Esse é o espelho de uma sociedade desigual, que oferece oportunidades diferenciadas, mas que tem na posse, na capacidade de ser detentor de bens, a referência de tudo.

A questão é que esse conceito acaba deixando de fora muitas outras coisas que deveriam pesar como objetivo real de vida. Realizações pessoais, relacionamentos, pertencimento, bem-estar social e outros conceitos que podem preencher a vida de uma energia positiva. São êxitos que, sem sombra de dúvidas, promovem felicidade tanto quanto, ou até mais que os bens materiais.

Nessa linha de raciocínio, e aqui como uma visão bem pessoal, se faz necessário entender que a estadia nesse asteroide, é uma passagem, é uma ligação entre as etapas, quem sabe, de uma mesma vida. Se não levamos nada de material, isso é fato, a diferença deve estar no campo energético que somos capazes de gerar.  

Assim, cabe o entendimento de que esse campo energético, positivo ou negativo, é o que deve referenciar a tal prestação de contas dessa passagem. Certo disso, comungo com o raciocínio idealizado pelo filme do Homem Aranha, de que: “quanto maior o poder, maior a responsabilidade”.

Quanto mais se é capaz de conquistar, maior deve ser a responsabilidade sobre o resultado final dos feitos. A influência e o efeito das decisões de uma pessoa, impacta na vida das outras pessoas de acordo com o tamanho da condição social, da força e do poder que ela tem nas mãos.

Nesses termos, esse “poder” que o dinheiro confere jamais deveria servir de exaltação; ele deve conferir é responsabilidade. Uma responsabilidade ainda mais direta, pela vida, pelo bem estar, de um círculo maior de pessoas.   

Então, que, independentemente da crença, Deus, Universo, ou o que seja, cada ser que se diz humano, deve entender essa responsabilidade e fazer a diferença. Que cada um possa ser efetivo e saiba provocar bons efeitos, com o poder que tem nas mãos.    



Aélio Jalles (Lelo) 


 


 

E-mail: aeliojalles@gmail.com

(85) 9 8696.0738

Instagran: https://www.instagram.com/aeliojalles/

YouTube: https://www.youtube.com/@aeliojalles1610

Tiktok: https://www.tiktok.com/@aeliojalles

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/a%C3%A9lio-jalles-25140926/

Facebook: https://www.facebook.com/aelio.jalles

Blogger: https://aeliojalles.blogspot.com/

 

#crônicasdocotidiano, #reflexõesdodiaadia, #erroseacertosdoscriptdavida, #scriptdavida, #acontecimentoscorriqueiros, #cronologiadosfatos, #contextosdodiaadia, #circunstanciasdavida

 


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O presente que é a vida



Crescer, em um ponto de vista bem pessoal, é ganhar o entendimento que a felicidade é um verbo simples, ativo e que só se conjuga no plural. Que até um “cabeça de prego”, como bem disse o autor do Avatar, em uma das frases do filme, pode reconhecer a felicidade nos detalhes mais singelos da vida.

Não estou me fazendo de rogado em relação ao bem-estar, ao conforto e as comodidades que o dinheiro pode ser capaz de oferecer. Não estou me colocando acima de todas as facilidades, nem querendo me apresentar como um espírito evoluído a tal ponto, que sou capaz de me sobrepor as propensões materiais. 

O que eu quero mesmo enfatizar é que: a melhor das viagens, ganha mais ênfase pela companhia, do que pelo conforto, pela beleza ou qualquer outro detalhe. Lógico que existe um somatório de fatos que fazem as coisas ficarem mágicas.  

A realidade é que; a cereja que deixa o bolo encantado é um detalhe, e esse detalhe, na maioria das vezes, é simples demais. É aí que nós encontramos a maior beleza do que é a vida, do que é a felicidade, do que é necessário entender e valorizar para usufruir das alegrias da nossa existência.     

Nem sempre é fácil perceber e valorizar esses detalhes, o que vem de bônus, o que a vida oferece quase de graça. As vezes um gesto, um sentimento de apreço e a alegria que vem de outra pessoa, um gesto de bom grado, expresso e direcionado a você. 

Então pense, reflita, veja a gratidão somente como um desses gatilhos que despertam a magia do que é a vida. Busque, no fundo da sua alma, entender a pregação de que a felicidade é um verbo ativo e plural.  

É que a vida não tem sentido sem você poder olhar ao redor e sentir o amor, o carinho e a presença das pessoas. A vida está ligada a subjetividade, o intangível, é ter com quem sentar à mesa e dividir as memórias que foram construídas.

Então siga a magia da vida. Simplesmente se encante, impulsione o seu coração, gere uma corrente de energia positiva, curta esse presente que é a vida e seja feliz!.

 

Aélio Jalles (Lelo) 


 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

As reedições de uma mesma vida.....


Com a idade vamos descobrindo que a virada de ano acaba sendo a oportunidade de fazer uma reciclagem da vida. Uma espécie de reedição dessa mesma vida que nós já temos na mão.

Embalados pela ideia de renovação, vamos readequando os objetivos que não foram cumpridos, ou até mesmo que foram deixados de lado pelo decorrer do ano. Colocamos como desculpa, para ter deixado de lado os objetivos, a correria, o atropelo das exigências da vida, a inversão das prioridades que nos foram impostas e coisas assim.

Nesse ponto eu digo a mim mesmo que o mais importante e continuar oferecendo ao universo a possibilidade de dar certo. Mesmo que reeditando os objetivos, continuar tentando e agradecendo o que foi conquistado, talvez seja a forma ideal de oferecer as condições para a atração das coisas boas, para o que é a vida. 

Ninguém deve se furtar ao direito de ser feliz, se escondendo, se fechando. É importante se manter aberto e permitir que a energia da vida flua livremente. Fechar as portas, como quem tem a vontade de fugir das dores da vida, acaba retirando também a condição de que a felicidade aconteça.

E se nem tudo o que você gostaria aconteceu “AINDA”, aproveite esse recomeço, essa virada de ano, de página, e siga a instrução do poeta (Raul Seixas – O maluco Beleza): Levante a cabeça e recomece a andar, tenha fé na vida e tente outra vez! 

Essa é, na minha visão, uma das mais bonitas orações que você deve repetir para você mesmo. Jogue isso para o universo, reedite o que for necessário e agradeça a possibilidade de tudo o que pode acontecer nesse ano, nesse que vem por aí.

O importante é descobrir, cada um do seu jeito e com as suas possibilidades, a maneira mais simples de ser feliz. Então vamos lavar a alma, levantar a cabeça e esperar que o ano aconteça bem, da forma mais bonita que for possível!

Que possamos receber 2026 de braços e coração abertos!

 

Aélio Jalles (Lelo)

 




E-mail: aeliojalles@gmail.com

(85) 9 8696.0738

Instagran: https://www.instagram.com/aeliojalles/

YouTube: https://www.youtube.com/@aeliojalles1610

Tiktok: https://www.tiktok.com/@aeliojalles

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/a%C3%A9lio-jalles-25140926/

Facebook: https://www.facebook.com/aelio.jalles

Blogger: https://aeliojalles.blogspot.com/

 

#crônicasdocotidiano, #reflexõesdodiaadia, #erroseacertosdoscriptdavida, #scriptdavida, #acontecimentoscorriqueiros, #cronologiadosfatos, #contextosdodiaadia, #circunstanciasdavida

 


 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Com quantos perdões se constrói um aconchego



Com quantos perdões se constrói um aconchego?

Embora eu tenha falhado e não tenha conseguido ser um exemplo de manutenção dos relacionamentos, eu sou um confesso admirador dessas boas e consolidadas relações.

Sempre que percebo um casal longevo, me pondero, qual foi o trato dado a cada aresta. Fico pensando o quanto cada um teve que ceder e que tipo de tratado tão bem estabelecido foi feito entre eles, para a construção desse êxito.

Eu sei que nenhuma relação se constrói só com flores e que esse alicerce é sempre muito cravado de espinhos. Nesse termo, abro todo o meu raciocínio buscando a forma certa para a sedimentação dessa minha nova relação, para que eu não deixe, mais uma vez, escapar a possibilidade dessa construção exitosa.

Me chega à boca um amargo, quando imagino que uma desses entraves pode nos pôr um ponto, estabelecendo um fim. Muito mais que a ideia de solidão, ou mesmo de ter que começar mais uma vez uma outra relação, me perturba a ideia de; nessa altura da vida, abrir mão, mesmo que do pouco que conseguimos conquistar.

A intimidade, toda a energia gasta nas trocas e nas vivencias, tem um preço alto demais para ser perdida. Imagino, faço conta, até exagero, acreditando que mesmo pelo pouco tempo da relação, do quão caro é o aconchego que já construímos, nessa nossa idade.

Sonho com esse relacionamento continuado, longevo e solidificado. Sonho para que ele não se ponha em risco e não se deixe levar por nenhuma questão da vida. Que as nossas experiências somadas possam levá-lo em frente, fortalecendo os laços com objetivos claros e bem traçados.  

Por isso, mesmo não sabendo quantos perdões ainda nos restam, desejo que sejamos obstinados, para que; no dia a dia possamos dar razão a conquista desse aconchego tão valioso.

 

Aélio Jalles (Lelo)



 

E-mail: aeliojalles@gmail.com

(85) 9 8696.0738

Instagran: https://www.instagram.com/aeliojalles/

YouTube: https://www.youtube.com/@aeliojalles1610

Tiktok: https://www.tiktok.com/@aeliojalles

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/a%C3%A9lio-jalles-25140926/

Facebook: https://www.facebook.com/aelio.jalles

Blogger: https://aeliojalles.blogspot.com/

 

#crônicasdocotidiano, #reflexõesdodiaadia, #erroseacertosdoscriptdavida, #scriptdavida, #acontecimentoscorriqueiros, #cronologiadosfatos, #contextosdodiaadia, #circunstanciasdavida

  


 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

A humanização dos animais



Quando eu menciono a humanização dos bichos, eu estou fazendo um paralelo, sobre a forma com a qual as pessoas estão tratando seus animais de estimação. Na verdade, eu quero abrir o raciocínio, quero oferecer uma visão mítica, sobre o quanto esses animais têm colaborado com a “re-humanização” das pessoas.

 

É incrível dizer isso, mas a verdade é que a humanidade tem tido a necessidade de se humanizar, ou até de recriar o conceito do que é humanidade. Nesse processo, fato já comprovado pela ciência, o convívio com animais de estimação desperta uma variedade desses sentimentos de boa qualidade.

São emoções que resgatam esse lado mais afetuoso, que permitem aflorar sensações de bem-estar e de interação. Os animais acabam nos oferecendo ajuda no alívio dos estresses do dia a dia e das depressões da vida, eles nos cobram um compromisso com a paz de espírito, com a paciência e com a responsabilidade que assumimos com eles.  

 

A relação Tutor-Animal, se difere naturalmente da relação de dono, como posse, ou como senhor soberano de tudo. É que dentro desse processo de reorganização mental, de saber oferecer ao animal a condição desse convívio mais interativo, oferecemos a essa relação, novas cores.

Essa é uma relação que proporciona vínculos afetivos bem mais arraigados, estreitando o afeto e o respeito sobre o animal. Um novo senso de divisão de espaço, a troca de carinho cotidiana, quase permanente, provoca efetivamente uma interação com o animal e a ruptura com os espasmos da solidão.

Olhando pelo lado mais bucólico, o pertencimento como uma via de mão dupla, que toda essa convivência provoca, fica fácil entender o quão recheada de benefícios ela pode ser. A socialização do animal, obriga a própria ressocialização do seu tutor, mesmo que com outros tutores, e isso torna todo esse ensejo gratificante.

Só quem nunca se permitiu experimentar a energia de uma relação como essa, desconhece o amor que esses “bichinhos” podem despertar nos nossos corações.  Somos humanos e precisamos voltar a perceber isso, nem que seja através da humanização dos bichos!

 

 

 Aélio Jalles (Lelo)

 

E-mail: aeliojalles@gmail.com

(85) 9 8696.0738

Instagran: https://www.instagram.com/aeliojalles/

YouTube: https://www.youtube.com/@aeliojalles1610

Tiktok: https://www.tiktok.com/@aeliojalles

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/a%C3%A9lio-jalles-25140926/

Facebook: https://www.facebook.com/aelio.jalles

Blogger: https://aeliojalles.blogspot.com/

 

#crônicasdocotidiano, #reflexõesdodiaadia, #erroseacertosdoscriptdavida, #scriptdavida, #acontecimentoscorriqueiros, #cronologiadosfatos, #contextosdodiaadia, #circunstanciasdavida

 


 

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Filhos, o registro mais doce da existência



Eu tenho a convicção de que meus filhos me foram enviados pelo universo como dádivas. De alguma forma essa ligação de vida faz parte de uma trama maior, uma trama do processo de desenvolvimento espiritual, uma trama que se faz expressar em meio ao turbilhão que é a vida.

Não é uma relação de perfeição, isso é um fato. Nos vemos, percebemo-nos e nos questionamos durante toda essa trama da vida. Como pai, sei que cada um de nós procura acertar na forma e na medida de tudo aquilo que é feito.

É engraçado perceber que os ciclos da vida vão se repetindo e nos apresentando as curiosidades. Fui tão questionado quanto as atitudes, do que eu cobrava e exigia desses filhos, do que eu determinava, e hoje vejo a repetição do ciclo.  

A mesma questão da alimentação, por exemplo, do que eu obrigava e direcionava para comer, vejo repetido com a mesma ênfase nas minhas netas. São outras verdades é claro, são outras as informações disponíveis e é outra a aplicação, mas a conduta e a determinação se seguem na mesma valia.  

Também critiquei meus pais, também jurei não cometer os mesmos erros, mas o fato é que acabei cometendo, além de alguns dos mesmos, outros. Experimentei de sentimentos como a arrogância das minhas certezas, ao oposto, a insegurança apontada em situações que fugiram das minhas mãos.

E entre uma coisa e outra, tem a vida que não para um só instante, que não nos deixa repensar e que muito menos aceita rasuras. Hoje eu entendo que não existe uma coisa única que faça a vida valer, que ela se faz por um conjunto de muitas situações e acasos.

O fato é que os filhos são os registros mais gratificantes da nossa existência.  Eu queria encontrar a forma certa de dizer isso a eles, de poder descrever com as ênfases necessárias, que eles são os frutos mais representativos da grandeza da minha vida.

Quando um dia eu fechar todos os meus capítulos, quando não tiver mais a chance de escrever, quero ter deixado destacado esse capítulo, o dos meus filhos. De alguma forma, quero ser merecedor de um reconhecimento carinhoso, de ter sido capaz de deixar algumas boas marcas nos corações deles.     

Meu sentimento é que essas marcas ecoariam como o registro mais doce da minha existência.

 

 

 

Aélio Jalles (Lelo)




 

E-mail: aeliojalles@gmail.com

(85) 9 8696.0738

Instagran: https://www.instagram.com/aeliojalles/

YouTube: https://www.youtube.com/@aeliojalles1610

Tiktok: https://www.tiktok.com/@aeliojalles

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/a%C3%A9lio-jalles-25140926/

Facebook: https://www.facebook.com/aelio.jalles

Blogger: https://aeliojalles.blogspot.com/

 

#crônicasdocotidiano, #reflexõesdodiaadia, #erroseacertosdoscriptdavida, #scriptdavida, #acontecimentoscorriqueiros, #cronologiadosfatos, #contextosdodiaadia, #circunstanciasdavida

 


 

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

A comemoração do "vitalício"



Diante das comemorações do natalício de tantos amigos e agora do meu, percebo a importância de ter conseguido chegar até aqui e cheio de amigos. E como bem disse um desses, um amigo e irmão, um desses de tantas etapas de vida: “o importante é comemorar a vida enquanto nós estamos vivos”.

Tomando então como base essa nossa durabilidade, me dou ao direito de usar o termo como licença poética e dizer que estou comemorando mais um “vitalício”. É a ideia de ressaltar essa capacidade de ter driblado tantas conjecturas e de ter sobrevivido em meio ao que foi necessário viver.

Orgulhosamente eu posso dizer que faço parte de uma geração de sobreviventes. Uma geração que soube se adaptar as mudanças, superar seus percalços, e sempre que pode pôr o pescoço de fora, sorriu, brindou e soube se fazer feliz.

Então diante dessa exposição, deixo claro a necessidade que temos de agradecer aos que durante essa nossa existência, de alguma forma se fez presente ao nosso lado. Mesmo entendendo que as amizades não são eternas, tenho certeza de que as sementes por elas plantadas são.

Todas as energias que foram trocadas, todo amor que foi dado e recebido, toda disponibilidade que foi ofertada, deixou suas marcas em cada um de nós e para toda a eternidade. Hoje cada uma dessas marcas que se apresentam nos nossos rostos, estão eternizadas nos nossos corações.   

Cada um dos nossos amigos, em algum momento, nos empurrou, nos chacoalhou, nos acalentou, ou nos estendeu a mão. Foram essas pessoas que nos ajudaram a desenhar o caminho que percorremos e tenho certeza de que para alguns deles, nós deveríamos dedicar mais de um capítulo dessa nossa história de vida.  

Você não tem como entender como é realmente visto pelos amigos. Bem ou mal, independentemente de como cada um possa nos enxergar de verdade, nos perceber, eu diria que o fato de ter estado presente, já vale dedicar a existência deles, a nossa gratidão.  

Parafraseando o Jorge Vercílio, eu diria que: a vida nos conduz de mão em mão, de amigo a amigo, e nos oferece a oportunidade de viver momentos mágicos. 

Olhe em volta de você mesmo e perceba que: a energia que esses amigos emanam é capaz de ressaltar as felicidades vividas, em cada um dos ciclos, desses nossos “vitalícios”.

 

Aélio Jalles (Lelo)




 

E-mail: aeliojalles@gmail.com

(85) 9 8696.0738

Instagran: https://www.instagram.com/aeliojalles/

YouTube: https://www.youtube.com/@aeliojalles1610

Tiktok: https://www.tiktok.com/@aeliojalles

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/a%C3%A9lio-jalles-25140926/

Facebook: https://www.facebook.com/aelio.jalles

Blogger: https://aeliojalles.blogspot.com/

 

#crônicasdocotidiano, #reflexõesdodiaadia, #erroseacertosdoscriptdavida, #scriptdavida, #acontecimentoscorriqueiros, #cronologiadosfatos, #contextosdodiaadia, #circunstanciasdavida

 


 

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

A cultura hierárquica do ter


No conceito “Aristocrata” da educação a que todos nós brasileiros fomos sujeitos, o trabalho é para escravos, ou no máximo, para os subservientes. Na cabeça dessa sociedade, esses são seres humanos, os ditos trabalhadores, que vieram ao mundo somente para servir aos caprichos dos detentores do poder e do dinheiro.

Dar valor econômico ao conhecimento intrínseco de quem sabe fazer as coisas, em uma sociedade que não sabe dar valor ao trabalho, é muito difícil. Fazemos parte de uma sociedade que não sabe reconhecer o valor econômico do saber fazer, da competência, de uma forma mais generalizada.

A nossa formação social vem de uma cultura hierárquica do ter, sem dar muita importância ao que você realmente é, ou representa. O ato de possuir bens, não importando de onde vem essa posse, oferece ao detentor um status, uma posição social, também não importando o esforço, muito menos a legitimidade dessa posse.

Em um conceito muito bem apresentado pela Marilena Chauí, somos uma sociedade comandada pelos herdeiros. Pessoas que já nasceram em “berço de ouro”, sem a necessidade de batalhar pela vida e que muito pouco conhecem dos valores do trabalho e da meritocracia. Com todo respeito as exceções, é claro!

Para comprovar isso, basta que sejam analisadas as linhagens dos nossos congressistas. Temos um congresso repleto de filhos, netos, genros e apadrinhados das famílias que se dizem nobres, e que estão lá para representar somente interesses particulares dessas famílias, sem jamais representar os reais interesses do povo. Mais uma vez quero deixar claro o meu respeito as exceções.

Esses mesmos excelentíssimos senhores, esquecem que o que acontece com o povo pesa sobre a vida deles. Quanto melhor e mais saudável for a sociedade, quanto mais bem desenvolvida, mais vamos ter uma adequação cotidiana, com bem menos violência e muito mais serviços de qualidade, por exemplo.  

O investimento em cultura provoca mudança, uma mudança que promove a qualidade dos contextos e isso implica nas condições de vida, inclusive desses herdeiros. É o que faz o entorno da vida de todo mundo ser muito mais saudável e é exatamente o que se ouve falar dos países com uma maior evolução social.

A cidadania cultural é a transformação da maneira de enxergar, de querer fazer com que o país dê certo. É importante a compreensão de que o engrandecimento do todo, traz benefícios diretos, inclusive, aos interesses pessoais e privados desses mesmos herdeiros.  

 

Aélio Jalles (Lelo)




 

E-mail: aeliojalles@gmail.com

(85) 9 8696.0738

Instagran: https://www.instagram.com/aeliojalles/

YouTube: https://www.youtube.com/@aeliojalles1610

Tiktok: https://www.tiktok.com/@aeliojalles

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/a%C3%A9lio-jalles-25140926/

Facebook: https://www.facebook.com/aelio.jalles

Blogger: https://aeliojalles.blogspot.com/

 

#crônicasdocotidiano, #reflexõesdodiaadia, #erroseacertosdoscriptdavida, #scriptdavida, #acontecimentoscorriqueiros, #cronologiadosfatos, #contextosdodiaadia, #circunstanciasdavida


 

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Uma vírgula antes do fim


Existem passagens na vida que nos afligem de tal forma, que até parece que o mundo nos virou as costas e a vida se transformou em um erro irreparável. Até parece que não existe uma saída provável, ou uma lógica qualquer que permita a existência de uma alternativa plausível.

Nesse momento, existe dentro de cada um de nós, uma vontade muito latente de acabar com tudo, como se isso realmente fosse capaz de resolver o problema.  Tudo como se esse instante final, fosse capaz de nos devolver a paz.    

Ninguém quer, de sã consciência, desistir da vida, na verdade essa pessoa só quer eliminar a dor que está lhe corroendo. É necessário entender que o desatino da interrupção da vida, acaba levando junto parte, pedaços das pessoas que rodeiam essa mesma vida.

Ela fere e profundamente, exatamente os mais chegados, os mais queridos. Sem falar que ainda fica a herança maldita que foi deixada para vida dessas mesmas pessoas. Quem mais conviveu, quem foi mais próximo, vai carregar nos ombros o peso dos resquícios dessa conta.   

A questão é que a vida não tem rascunho, não dá para apagar e reescrever o que já foi vivido. E mais; sempre existe um preço que, necessariamente tem que ser pago. Ninguém pode voltar no tempo, mas o desespero jamais vai ser um grande conselheiro. 

Olhe para o mundo e imagine as milhares de dores, os milhões de desesperados que circulam por aí. Em cada casa você pode encontrar, mesmo coberto pelas dores do mundo, sorrisos capazes de iluminar, abraços acolhedores, atitudes que são capazes de abafar essas dores e oferecer uma força surpreendente.

Não dá para pôr um ponto final na vida por conta própria. Por um acaso, como disse Augusto Cury, no Vendedor de Sonhos, cai muito melhor por uma vírgula, repensar, redirecionar as velas e buscar no fundo do coração os motivos para continuar escrevendo essa história.  

Uma das maiores lições de resiliência humana, que eu pessoalmente já vi, vem de um desenho animado infantil, Procurando Nemo, quando a Dory, a personagem perdida na imensidão dos mares e na sua própria falta de consciência diz: “mesmo quando a vida decepcionar, continue a nadar!”

Não se deixe abater, não se dê o direito de ter a opção de desistir. Jamais pense em por um ponto final na sua história, ponha sempre uma vírgula antes e “continue a nadar!”

 

 

Aélio Jalles (Lelo)



E-mail: aeliojalles@gmail.com

(85) 9 8696.0738

Instagran: https://www.instagram.com/aeliojalles/

YouTube: https://www.youtube.com/@aeliojalles1610

Tiktok: https://www.tiktok.com/@aeliojalles

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/a%C3%A9lio-jalles-25140926/

Facebook: https://www.facebook.com/aelio.jalles

Blogger: https://aeliojalles.blogspot.com/

 

#crônicasdocotidiano, #reflexõesdodiaadia, #erroseacertosdoscriptdavida, #scriptdavida, #acontecimentoscorriqueiros, #cronologiadosfatos, #contextosdodiaadia, #circunstanciasdavida

  

A mentira de mil vezes

O efeito da chamada “Mentira Ilusória” já é de senso comum e os efeitos dela sobre a ação cognitiva do ser humano, também. Não, eu não sou p...