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terça-feira, 2 de junho de 2026

Um jeito meio brega



Me disseram que a paixão, tem um jeito meio brega......

É que um sentimento desse jeito, quando bate aqui no peito,

desatina, não sossega.

 

Não se foge da emoção, a paixão jamais se nega......

Não se cobra coerência, nem por toda uma vivência,

O amor, tem sempre uma razão cega.

 

               Por isso mesmo eu sou assim,

Esse é meu jeito descolado,

eu sou um cara apaixonado

e é por isso que eu sou brega.

 

 

É como se fosse o momento único, que a vida me delega....

Não vou ligar para a aparência, deixo de lado a inocência,

para fazer a minha entrega.

 

É uma energia muito boa, que quando emana na pessoa,

faz ela perder a proa e em tudo quebra a regra.

 

       Por isso mesmo eu sou assim,

Esse é meu jeito descolado,

eu sou um cara apaixonado

e é por isso que eu sou brega.

 

 

 

 

Aélio Jalles (Lelo)

 





E-mail: aeliojalles@gmail.com

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

A consequência do ato de ler



Por mais obvio que seja, o princípio da dignidade está ligado ao bem estar comum e ao desenvolvimento social. Mas esse pensamento segue preso, vinculado a essa aristocracia egoísta, que teme o desenvolvimento cognitivo da sociedade, mesmo que isso possa significar melhoria das condições de vida, para eles mesmo.

É como se, manter o povo no obscurantismo cultural, fosse à forma de garantir os privilégios, privilégios de uma sociedade propositadamente desequilibrada. Só que, esses mesmos privilegiados, quando buscam por qualidade de serviços, por exemplo, buscam onde existe esse desenvolvimento cultural, onde as sociedades são mais ajustadas.

Tudo isso vem de uma certeza de que; a compreensão, a abertura que vem com a condição do desenvolvimento da escrita e da leitura, se transforma em um ato de expansão social. O ato de ler não só expande a condição cognitiva, como ele carrega junto a consequente compreensão da realidade e do que é de direito.

Mesmo que inconsciente, estamos inseridos em um sistema que educa para as diferenças. Vivenciamos conceitos sociais que buscam rotular as pessoas, seja pelas condições sociais, pela cor da pele, pela origem, como se devesse sempre existir uma classe dos desvalidos, dos subservientes.   

Por isso que cada um de nós deveria buscar a leitura, mesmo que; como uma forma de enxergar melhor a vida. É o ato de ler que faz com que o ser humano possa compreender o mundo e queira romper com as amarras desse sistema injusto, para buscar o seu próprio desenvolvimento.

Ele ilumina a mente e transforma a condição cognitiva de qualquer ser humano. Isso automaticamente aguça o senso crítico, o senso de percepção de toda uma realidade social e de todas as condições que a vida é capaz de oferecer.       

Ou seja, a consequência natural do ato de ler é a nitidez da compreensão e a liberdade do pensamento!

 

 

Aélio Jalles (Lelo)


 

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

A decisão de ser mãe


Ser mãe, em meio a uma devastação social de humanidade, tem ficado cada vez mais difícil. E de uma forma qualquer, a existência dos seres humanos, a nossa existência, está associado à capacidade de uma mulher em ser mãe.

As novas gerações, de uma forma muito latente, têm repensado muito essa condição, a decisão de gerar filhos. Isso tem sido tratado, na cabeça desses novos seres humanos, como uma decisão que divide a vida, que cria uma lacuna entre as liberdades e as responsabilidades.

Na verdade, a maternidade tem trilhado caminhos muito menos evidentes que antes, diante dessas novas condições do que é a vida. É como se não existisse mais a necessidade de procriação, ou pelo menos, não como um compromisso, mas como uma opção e uma opção cada vez mais pessoal.

Estamos vivenciando uma sociedade cada vez mais individualizada, onde os laços, principalmente dos casais, estão fáceis de desatar. A ideia é que; ninguém se prende mais a ninguém, ama-se a quem estiver mais disponível, e somente enquanto for viável.

E nessas relações sem laços fortes, mais determinados, é difícil assumir responsabilidades, como a de um filho, que deve ser para a vida toda. É quando a gente começa a repensar que a ideia do “até que morte os separe”, tem um certo sentido.

É que essa ideia do: cada um tome conta do que é seu, torna difícil formar laços de amor e afeto, laços que não se desatam por qualquer coisa. Só que; a ausência desses cordões, os que nos ligam uns aos outros, que a princípio podem parecer amarras, também são cordões que norteiam a vida e nos oferecem segurança.   

São ligações que nos levam a relações nem sempre muito sensatas, de um dar e receber nem sempre muito justo ou obvio, mas que no fundo são extremamente compensadoras. Essas são ligações que estendem os braços, que nos tornam parte de alguma coisa grande, como no caso da maternidade.

Penso eu que: o maior valor de tudo o que fazemos, o que nos faz maior do que um ser, individualmente, está ligado a esse veio de sentimentos e valores intangíveis. São esses valores, os que vem do coração, que podem ajudar na decisão de ser mãe.

Tornando claro o obvio, são esses os sentimentos que dão sentido à vida!

 

Aélio Jalles (Lelo)



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terça-feira, 14 de abril de 2026

A mensagem que vem da cruz


Em um mundo de verdades deturpadas é necessário aguçar o senso crítico para que se possa ter discernimento. De uma sociedade onde uma roupa de marca é capaz de definir muito mais uma pessoa, do que os sentimentos que brotam do seu coração, não podemos esperar que a mensagem do Cristo seja ouvida.      

Essa adoração simbólica, torpe, visto nessa passagem da “Semana Santa”, justificada pelas tradições, pelos jejuns, cria uma “Mentira Ilusória” sobre a espiritualidade religiosa. Isso nada mais é que um rótulo social, um rótulo que define um status diante dos homens, sem que seja necessário a exposição da alma de ninguém.

É em nome dessa falsa espiritualidade, que o homem faz com que os absurdos sejam vistos como a vontade de DEUS. Esse rótulo pode até definir diante dos olhos dos homens, mas DEUS, imagino, consegue enxergar o tamanho da obscuridade dos pecados que o homem é capaz de cometer.

Fazendo uso das palavras do Pe Vieira, eu digo que: pagar com sangue pelo bem da humanidade, é um preço alto demais. Isso é deixar grafado que o homem tem um valor imensurável, e que isso deva ter uma ligação com a capacidade de enxergar a humanidade como um todo e não somente um ou outro indivíduo.  

Só que esse homem ao invés de ensoberbecer-se, apequena-se, quando entrega sua vida a propósitos vis, usurpadores, opressores. Propósitos de poder pelo poder, sem responsabilidade, o poder que pisa, que maltrata, ou até mesmo desdenha do próximo.

Essa é a grandeza da soberba, do egoísmo, do ver-se maior e mais importante que os outros. A grandeza dos holofotes dos olhos humanos, a grandeza que só conseguem mostrar o estereótipo, a casca, como conceito de realização de vida.   

Imagino que o próprio Cristo quando vê tudo isso, perceba que homem ainda não conseguiu entender o valor do que é se doar até a última gota de sangue. Que esse mesmo homem ainda está longe de captar a mensagem que vem da cruz.

 

Aélio Jalles (Lelo)




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segunda-feira, 16 de março de 2026

"Uma canção que o mundo ainda não aprendeu a cantar"


No fundo de cada alma, existe uma caixinha de música e cada vez que ela é acessada, ela transborda a bondade do ser humano. A música é a forma de ascensão da alma, de promover o engrandecimento da energia da vida.

 

A vibração que estamos vivendo no mundo hoje, mostra que a humanidade ainda não conseguiu a sintonia da paz. Se existe um juízo final, uma prestação de contas qualquer dessa passagem de tempo que é a vida, eu me atenho ao detalhe de que; é a energia que reverberamos em vida, que deve reger nossos processos existenciais futuros. 

 

E é por essa ideia, que eu não consigo entender o que faz o ser humano agir de forma tão egoísta, de valorizar tanto a medida do poder, do desmando, de buscar muito mais do que é necessário. Por que passar por cima das necessidades alheias e de todas as medidas de tudo o que se pode fazer de bom, se cuidar do próximo é a energia do seu próprio bem estar?

 

É certo que; é o tipo de coisa que você faz, quando tem o poder nas mãos, que revela os valores que você tem no coração. Tem quem tenha tentado conquistar o mundo pela força, mas no coração da humanidade, por fim, por ter causado sofrimento, ele só reverberou a dor e só deixou um registro de desafeto e de angústia.

 

Os melhores exemplos da humanidade, são os de quem semeou carinho, compaixão e foi capaz de distribuir as benesses de tudo o que a vida pode oferecer. Os grandes homens, os que deixaram um registro positivo da sua existência, foram os que ressonaram o bem.  

 

Eles fizeram ecoar a boa energia, vibraram nos mais altos tons da vida e se elevaram, como a música que alegra os corações e nos faz transcender. Foram eles que ficaram registrados como as boas sementes que a humanidade foi capaz de produzir. 

 

Quando a humanidade vai entender que: ativar essa caixinha de música e ecoar o bem, faz a pessoa maior? A energia que ressoamos é a partitura que deixamos registrada, ela vai ser entoada como marca da nossa passagem e vai vibrar por toda a nossa eternidade.  

 

A canção da paz, a que eleva a alma, o cântico celestial dos anjos, fazendo aqui o uso de uma expressão do Dino D’Santiago, é: “uma canção que o mundo ainda não aprendeu a cantar”! 

 

 

Aélio Jalles (Lelo) 

 





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segunda-feira, 2 de março de 2026

A opressão que mata a mulher



Se faz necessário entender o termo: MISOGINIA!

Ele significa que existe entre nós, seres humanos, uma cultura de desprezo e de subjugamento, pela figura feminina. Uma ideia que se instalou pela sensação de pose enraizada pela sociedade aristocrata, a base da concepção patriarcalista.

É de consenso que essa concepção não vai ser modificada com leis penais, ela exige um processo de desconstrução do machismo. Deve ser algo que acabe com a objetificação das mulheres, a fundamentação de uma educação, uma ação que obrigatoriamente tem que começar na infância, como muito bem dito pela Marilena Chauí, com a formação de um novo conceito de cidadania.  

Não que a aplicação das leis, de uma punição sobre a ação indevida, deva ser deixada de lado. Mas só isso jamais vai conseguir mudar a gravidade do cenário, da forma de pensar do brasileiro, e do impacto desse modo de pensar sobre a violência doméstica e familiar.

Precisamos incluir nessa mesma linha de raciocínio, todos os agravantes que recaem sobre as populações mais vulneráveis. Uma concepção que pode envolver uma ideia muito mais ampla e com muitas outras relações sociais, cito: as relações de classes socias, de raça e de credos.  

Precisamos entender que fazemos parte de uma sociedade cheia de conceitos que precisam ser repensados e reescritos. Por isso mesmo se faz necessário discutir, conversar e reconstruir toda a ideia de relacionamento, de troca e de poder que qualquer pessoa possa ter sobre outra.



Aélio Jalles (Lelo) 




 

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Os carnavais de uma vida


 

A vida vai nos moldando pela idade e pela vivência. É o que podemos chamar de; efeito das experiências. É o que a vida vai nos oferecendo a oportunidade de provar e as transformações que isso provoca.

 

Entre essas experiências, para quem tem gosto pela folia, o carnaval, um espaço de tempo que se abre anualmente para o confete e a serpentina. Um espaço que nos permite fugir um pouco da lógica e do bom senso, um momento de fuga das pressões naturais do cotidiano.     

 

Mas é sempre bom manter a consciência e lembrar que nada na vida, absolutamente nada, deixa de ter consequências. Os carnavais da vida, são como metáforas de uma alegria rasa, embora cheia de lembranças, registros, cicatrizes de acontecimentos que acabam marcando a existência.     

 

No meu ponto de vista, cada um ao seu modo, sai extravasando as questões enclausuradas pela exigência de manutenção das regras, do que rege a conduta social no dia a dia. São subversões da sua própria maneira de viver, que ganham asas, atitudes que rompem com a censura, sem grandes danos morais. 

 

Ainda dentro de um ponto de vista bem pessoal, essas atitudes são na verdade manifestações contra os padrões de comportamento que precisam ser repensados. São gritos que realçam a necessidade de novas posturas, de novas acomodações comportamentais, realidades que precisam ser adequadas e atendidas. 

 

Esse então deve ser um momento de observância e reconhecimento sobre a tendencia dos novos comportamentos, dos novos padrões que devem ser adotados. Aparte de qualquer censura, esse é o ponto onde cada um de nós deve avaliar o caminho que a sociedade vem trilhando e o papel que desempenhamos nela.    

 

Ao longo de todos esses carnavais, fica fácil entender que; não se pode jogar fora a experiência e permitir que as gerações mais novas cometam mais uma vez, os erros mais dolosos. Todos os amargos provados, devem ser postos como exemplo, relatados, verbalizados em alto e bom tom, para quem ainda não teve a necessidade de viver alguns horrores.

 

A história está escrita, ela deixa registrada os efeitos das guerras, das desumanidades, das loucuras que cada uma das gerações cometeu. Novos comportamentos sempre devem ser bem pensados e recebidos, mas os grandes erros, esses jamais vão ter a necessidade de serem cometidos novamente.

 

 

 

 

Aélio Jalles (Lelo) 

 

 



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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Natal, um doce momento de fantasia



Talvez essa seja a melhor definição do que representa esse espaço de tempo que chamamos de natal: um doce momento cheio de fantasia!

Fora do conceito religioso, esse bom presságio de tempo que se repete a cada final de ano, representa um momento incomum, diferente. De uma forma qualquer, essa passagem nos remete a uma introspecção, como que ela nos oferecesse a possibilidade de refazer alguma coisa que ficou faltando.

Não só o nascimento da figura mítica de Jesus, mas um renascimento pessoal. É como um marco na vida, uma virgula que colocamos, a cada ano, que nos possibilita um realinhamento de velas, de curso, das perspectivas de toda a nossa existência.

Então que nós, contagiados pela essência dessa fantasia, possamos nos deixar levar por esse gosto adocicado de vida, para distribuir o que temos de melhor. Que a essência do coração de cada um possa contagiar o outro e juntos essa humanidade realize coisas boas.

Se estamos no renascimento, é hora de plantar e regar os melhores sentimentos. Plantar tudo o que queremos colher nesse próximo ciclo de vida, nesse próximo ano. Quem sabe, no final, no nosso próximo momento de introspecção, possamos olhar para trás e ver um caminho cheio de flores, repleto de coisas boas.

Que esse momento de fantasia e renovação, possa oferecer uma realidade colorida e adocicada, a vida de cada um de nós.

 

Aélio Jalles (Lelo)

 



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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Com quantos perdões se constrói um aconchego



Com quantos perdões se constrói um aconchego?

Embora eu tenha falhado e não tenha conseguido ser um exemplo de manutenção dos relacionamentos, eu sou um confesso admirador dessas boas e consolidadas relações.

Sempre que percebo um casal longevo, me pondero, qual foi o trato dado a cada aresta. Fico pensando o quanto cada um teve que ceder e que tipo de tratado tão bem estabelecido foi feito entre eles, para a construção desse êxito.

Eu sei que nenhuma relação se constrói só com flores e que esse alicerce é sempre muito cravado de espinhos. Nesse termo, abro todo o meu raciocínio buscando a forma certa para a sedimentação dessa minha nova relação, para que eu não deixe, mais uma vez, escapar a possibilidade dessa construção exitosa.

Me chega à boca um amargo, quando imagino que uma desses entraves pode nos pôr um ponto, estabelecendo um fim. Muito mais que a ideia de solidão, ou mesmo de ter que começar mais uma vez uma outra relação, me perturba a ideia de; nessa altura da vida, abrir mão, mesmo que do pouco que conseguimos conquistar.

A intimidade, toda a energia gasta nas trocas e nas vivencias, tem um preço alto demais para ser perdida. Imagino, faço conta, até exagero, acreditando que mesmo pelo pouco tempo da relação, do quão caro é o aconchego que já construímos, nessa nossa idade.

Sonho com esse relacionamento continuado, longevo e solidificado. Sonho para que ele não se ponha em risco e não se deixe levar por nenhuma questão da vida. Que as nossas experiências somadas possam levá-lo em frente, fortalecendo os laços com objetivos claros e bem traçados.  

Por isso, mesmo não sabendo quantos perdões ainda nos restam, desejo que sejamos obstinados, para que; no dia a dia possamos dar razão a conquista desse aconchego tão valioso.

 

Aélio Jalles (Lelo)



 

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terça-feira, 25 de novembro de 2025

A humanização dos animais



Quando eu menciono a humanização dos bichos, eu estou fazendo um paralelo, sobre a forma com a qual as pessoas estão tratando seus animais de estimação. Na verdade, eu quero abrir o raciocínio, quero oferecer uma visão mítica, sobre o quanto esses animais têm colaborado com a “re-humanização” das pessoas.

 

É incrível dizer isso, mas a verdade é que a humanidade tem tido a necessidade de se humanizar, ou até de recriar o conceito do que é humanidade. Nesse processo, fato já comprovado pela ciência, o convívio com animais de estimação desperta uma variedade desses sentimentos de boa qualidade.

São emoções que resgatam esse lado mais afetuoso, que permitem aflorar sensações de bem-estar e de interação. Os animais acabam nos oferecendo ajuda no alívio dos estresses do dia a dia e das depressões da vida, eles nos cobram um compromisso com a paz de espírito, com a paciência e com a responsabilidade que assumimos com eles.  

 

A relação Tutor-Animal, se difere naturalmente da relação de dono, como posse, ou como senhor soberano de tudo. É que dentro desse processo de reorganização mental, de saber oferecer ao animal a condição desse convívio mais interativo, oferecemos a essa relação, novas cores.

Essa é uma relação que proporciona vínculos afetivos bem mais arraigados, estreitando o afeto e o respeito sobre o animal. Um novo senso de divisão de espaço, a troca de carinho cotidiana, quase permanente, provoca efetivamente uma interação com o animal e a ruptura com os espasmos da solidão.

Olhando pelo lado mais bucólico, o pertencimento como uma via de mão dupla, que toda essa convivência provoca, fica fácil entender o quão recheada de benefícios ela pode ser. A socialização do animal, obriga a própria ressocialização do seu tutor, mesmo que com outros tutores, e isso torna todo esse ensejo gratificante.

Só quem nunca se permitiu experimentar a energia de uma relação como essa, desconhece o amor que esses “bichinhos” podem despertar nos nossos corações.  Somos humanos e precisamos voltar a perceber isso, nem que seja através da humanização dos bichos!

 

 

 Aélio Jalles (Lelo)

 

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Um jeito meio brega

Me disseram que a paixão, tem um jeito meio brega...... É que um sentimento desse jeito, quando bate aqui no peito, desatina, não sosseg...