quinta-feira, 22 de maio de 2025

A dialética de uma verdade


Um dos maiores entraves de qualquer relação, seja de amor, ou de amizade, é a falta da capacidade de ouvir e pensar juntos. Quando nos relacionamos, e a outra pessoa se nega ao direito de perceber a nossa opinião, de ponderar sobre ela, é hora de parar e repensar a relação.

Quando alguém tem que gritar para impor a sua verdade, é porque ela enterrou o bom senso e passou a acreditar que a sua opinião é a única válida. Você vai perceber que a outra pessoa, e isso cabe aos dois, tenta colocar a sua verdade como absoluta.

Essa é a hora de pensar e perceber que essa energia negativa não lhe cabe, é melhor não receber o peso dessa carga e não se colocar nesse mesmo patamar. É preciso romper o ciclo de energia ruim que se formou e se colocar de lado, nem que seja momentaneamente, para que você possa se reposicionar adequadamente.       

O relacionamento humano é e deve ser sempre dialético. Todos devem se manter aberto, sempre, para poder ouvir e se manter na condição de aprendiz. É dessa forma que se mantem uma evolução cognitiva, é dessa maneira que a capacidade de raciocinar vai se aprimorando.

Um dos interlocutores apresenta o que seria uma tese, o outro pode conectar com uma nova linha de raciocínio e abre uma antítese, e os dois juntos devem buscar, da melhor forma possível, uma síntese. Em uma troca de opiniões, um oferece, não impõe, ao outro o que tem de conhecimento.

Com a condição de estar aberto a chegada de mais informação, essas verdades vão se mantendo em estágio de formação e de evolução permanentes.  É muito importante entender que nenhum dos dois tem o domínio da verdade absoluta e que as verdades são dinâmicas.

Em uma relação proativa, e com a utilização do princípio da dialética, as duas pessoas crescem. Elas sempre vão sair de qualquer que seja o embate, maiores, melhores e cada vez mais aprimoradas.   

 

Aélio Jalles (Lelo)



 

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quinta-feira, 8 de maio de 2025

Mãe, sou só um filho......


Mãe, queria eu poder te entender melhor e te oferecer mais, não só atenção, mas efetivamente, te oferecer um cuidado adequado. Por vezes me culpo por nem sempre ter a paciência, o equilíbrio e as condições necessárias.

Apesar de te ver em boas condições, até me orgulho por isso, não posso deixar de absolver a culpa de não ter como provocar mais vezes o teu sorriso. Seria de muito bom grado poder te proporcionar mais conforto, te levar de um lado para outro, mesmo lutando contra todas as tuas negativas.  

Te tirar de casa, mesmo com todas as limitações e independentemente de ser para os mesmos lugares, acabaria te oferecendo novos ares. Também sinto por não ter como te levar a todos os médicos, os que tu gostarias de ir, todos que imaginas a precisão, nem que fosse só para suprir teus caprichos.

No nosso dia a dia, por vezes me pergunto se era melhor tomar a frente e fazer algumas atividades que ainda deixo por tua conta em casa. Te impedir de realizar as tarefas mais básicas, no meu modo de ver, seria te jogar ao ostracismo e a invalidez mais rapidamente. 

Nessa nossa relação, te manter com essas responsabilidades me parece muito mais honesto. Acredito que te privar de algumas dessas atividades, das responsabilidades que ainda podes assumir, seria muito mais cruel do que ter que refazer algumas delas. 

Olho para a tua forma de viver e inevitavelmente, espelho os teus sentimentos.   Tua maneira de se comportar, de externar as sensações da vida, em uma boa maioria das vezes, acaba potencializando a culpa pelo que eu não consigo realizar. Eu acho que nem tenho como, e na verdade, nem devo me responsabilizar por isso.

Mãe, eu não tenho como lutar contra os monstros da tua alma. Eu sei que nunca vou ser capaz de suprir tua solidão e não vou conseguir preencher os vazios que esses monstros ainda te obrigam a enfrentar.

Como todas as pessoas do mundo tenho minhas limitações e minhas falhas, não tenho como ser, nesse caso, maior que isso. Sou só um filho que, de uma forma qualquer, sente orgulho de poder te oferecer certo amparo. 

Aélio Jalles (Lelo)



 

 

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A mentira de mil vezes

O efeito da chamada “Mentira Ilusória” já é de senso comum e os efeitos dela sobre a ação cognitiva do ser humano, também. Não, eu não sou p...