quarta-feira, 23 de julho de 2025

A institucionalização do vício


 

Você já reparou como, de repente, as apostas viraram febre, todo mundo está apostando em tudo?

 

O que antes era visto como ilegal, hoje é apresentado como "entretenimento". Só que toda essa facilidade do jogo, não está levando em conta as consequências e um mundo de complicações implícitas a essa prática.   

 

Não sou um especialista, mas é fácil entender que essa conta está sendo paga com a alma das pessoas mais vulneráveis. É que do outro lado da tela, existe gente, gente de carne e osso, gente que já vive no limite do emocional, do financeiro e principalmente à beira de um colapso existencial.

 

Meu avô dizia que: “só se deve apostar o dinheiro que não faz falta. Quando passa disso, o jogo lhe rouba o chão. A pessoa passa a enxergar o jogo como a chance da vida, sem entender que a banca é quem ganha, sempre”.

 

O mais perverso disso tudo é que esse ciclo viciante, faz com que a pessoa continue jogando, mesmo quando já perdeu tudo. É a sensação de quase vitória, as recompensas intermitentes emolduradas em prêmios que reabrem na mente possibilidade de um ganho que nunca vai acontecer.

 

As apostas acertam não só no bolso, elas roubam o discernimento, em um processo muito parecido com o vício das drogas. O apostador não consegue realmente entender que esse é um sistema que foi feito para tirar infinitamente mais do que devolver.

 

E onde está o Estado nisso? Da direita à esquerda, a maioria dos parlamentares aprovou a liberação das chamadas "bets", ignorando esses impactos sociais e as consequências devastadoras que elas estão causando.

 

Eles legalizaram o vício sem oferecer acolhimento, prevenção, educação ou suporte psicológico. Literalmente eles transformaram o desespero popular em um produto tributável. Autorizaram, incentivaram e estão lucrando com isso.

 

Quantas vidas ainda serão destruídas antes que a política perceba o suicídio econômico que é essa legalização do vício está provocando. Jogo não é solução para a fome, para as angústias, para a solidão e muito menos para a economia.

 

A promessa de ganho rápido, normalmente é vendida por quem está ganhando, e ganhando muito, com isso. Não se pode tratar como medida econômica, o que na prática é, a exploração emocional e financeira.

 

Essa institucionalização do vício, na verdade é a institucionalização da negligência, do abandono de um povo a sua própria falta de sorte!

 

Aélio Jalles (Lelo)




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quinta-feira, 10 de julho de 2025

Os registros da nossa existencia



A vida nos apresenta aos amigos de uma diversidade de formas. As vidas que se aproximam pelos laços de família, pelo trabalho, pelas afinidades cotidianas e as outras mais diversas fontes e vias de pessoas que se chegam e se somam a vida da gente. Gente que enche de cor e graça a nossa estadia nesse plano astral.   

 

Eu gosto do convívio, de me sentir parte e integrar os círculos sociais com os quais a vida me presenteou. Um amigo chegou a me dizer que eu era dependente demais dessas amizades e que isso era uma carência, era o meu medo da solidão se exacerbando e ditando as regras da minha vida.

 

Com o amadurecimento posso até dizer que aprendi a conviver comigo mesmo. Mesmo assim considero que os amigos são muito importantes, são como um patrimônio. Eles representam o lado mais bonito da vida e por isso faz bem dar valor, adubar essas amizades, mesmo ciente de que elas não são eternas.

 

É ao lado dos amigos que nós vivemos os momentos mais inesquecíveis. São aventuras, travessuras e alegrias que ficam registradas na memória e que ganham um colorido novo, com novas versões e interpretações, sempre que nós nos oferecemos o deleite de rememorar as situações vividas.  

 

Essa é uma das razões pelas quais eu digo que devemos beber dessa fonte e tirar o melhor proveito possível dessas amizades. Essas amizades devem ser vividas de forma plena, intensa, para que possam ser transformadas em lembranças da melhor qualidade.

 

Eu posso dizer que aprendi a duras penas que; as amizades são dinâmicas, que nem todos os amigos permanecem tão próximos, quanto eu gostaria que fosse. Não da mesma forma; não com a mesma intensidade; não tão presentes quanto foram um dia. É que o tempo e o momento de vida de cada um, são preponderantes e alheios a nossa vontade.   

 

Esses “Encontros e Despedidas”, tão bem descritos na música do Milton Nascimento, se transformam no registro da nossa existência. Nada pode apagar o valor que cada uma dessas pessoas que passaram pela vida da gente, deixa registrado. São essas lembranças que nutrem a eternidade das nossas memórias.

 

Por isso, hoje mais do que nunca, quero abraçar a cada um dos meus amigos, os que ainda posso. Acredito que esses registros vão reverberar o amor da nossa existência, por toda uma eternidade.

 

 

Aélio Jalles (Lelo)

 

 



 

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