quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Uma vírgula antes do fim


Existem passagens na vida que nos afligem de tal forma, que até parece que o mundo nos virou as costas e a vida se transformou em um erro irreparável. Até parece que não existe uma saída provável, ou uma lógica qualquer que permita a existência de uma alternativa plausível.

Nesse momento, existe dentro de cada um de nós, uma vontade muito latente de acabar com tudo, como se isso realmente fosse capaz de resolver o problema.  Tudo como se esse instante final, fosse capaz de nos devolver a paz.    

Ninguém quer, de sã consciência, desistir da vida, na verdade essa pessoa só quer eliminar a dor que está lhe corroendo. É necessário entender que o desatino da interrupção da vida, acaba levando junto parte, pedaços das pessoas que rodeiam essa mesma vida.

Ela fere e profundamente, exatamente os mais chegados, os mais queridos. Sem falar que ainda fica a herança maldita que foi deixada para vida dessas mesmas pessoas. Quem mais conviveu, quem foi mais próximo, vai carregar nos ombros o peso dos resquícios dessa conta.   

A questão é que a vida não tem rascunho, não dá para apagar e reescrever o que já foi vivido. E mais; sempre existe um preço que, necessariamente tem que ser pago. Ninguém pode voltar no tempo, mas o desespero jamais vai ser um grande conselheiro. 

Olhe para o mundo e imagine as milhares de dores, os milhões de desesperados que circulam por aí. Em cada casa você pode encontrar, mesmo coberto pelas dores do mundo, sorrisos capazes de iluminar, abraços acolhedores, atitudes que são capazes de abafar essas dores e oferecer uma força surpreendente.

Não dá para pôr um ponto final na vida por conta própria. Por um acaso, como disse Augusto Cury, no Vendedor de Sonhos, cai muito melhor por uma vírgula, repensar, redirecionar as velas e buscar no fundo do coração os motivos para continuar escrevendo essa história.  

Uma das maiores lições de resiliência humana, que eu pessoalmente já vi, vem de um desenho animado infantil, Procurando Nemo, quando a Dory, a personagem perdida na imensidão dos mares e na sua própria falta de consciência diz: “mesmo quando a vida decepcionar, continue a nadar!”

Não se deixe abater, não se dê o direito de ter a opção de desistir. Jamais pense em por um ponto final na sua história, ponha sempre uma vírgula antes e “continue a nadar!”

 

 

Aélio Jalles (Lelo)



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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

A linha de um patriotismo real



Como ser patriota em uma nação que não consegue dar vazão a sua própria identidade?

Em uma opinião bem pessoal, o patriotismo só pode ser construído quando se cultiva o orgulho de uma identidade representativa da pátria. É fundamental o reconhecimento cultural, a exacerbação de um senso de pertencimento, sem o qual ninguém se apega a nada.

Na obra de Mário de Andrade, Macunaíma, o personagem questiona a formação da identidade brasileira, com uma base europeia se sobrepondo aos elementos indígenas e africanos.  A história, através das aventuras do "herói sem caráter", se reflete sobre o que é essa identidade, explorando o desapego do bem comum, pela busca dos benefícios pessoais. 

Uma referência dos motivos que levaram o brasileiro, de forma geral, a olhar para o patrimônio público, como não sendo de responsabilidade de ninguém. É como se esse desastre não caísse sobre os ombros de cada um de nós, como se o cidadão não devesse cobrar nada a ninguém por isso.    

Tem que existir uma mudança de chave que possa ressignificar esse sentimento sobre o que é patrimônio do povo, como sendo meu também. Cada um de nós deve ter parte dessa responsabilidade, e como sendo de todos, os que assumem o poder, tem e devem prestar contas disso.  

Tudo aquilo que é público tem o dever de ser acessível a todos. Não se pode e nem se deve permitir a apropriação indevida, o uso particularizado do que deve servir a todos. O patriotismo, é um sentimento de amor, de apego, e para que esse sentimento aflore devidamente, é necessário que cada um se sinta como parte integrante desse todo.   

O patriotismo nasce de uma combinação de inclusão e respeito. Só se cultiva um sentimento assim com orgulho, identificação e com responsabilidade, por isso mesmo, o cidadão patriota tem que ser altivo, com uma cobrança crítica, enfática e construtiva.

Precisamos acabar com esse “complexo de vira lata” ilustrado pelo Nelson Rodrigues. Nós temos uma cultura multifacetada sim, diversa e muito rica. Uma cultura que deve e tem que ser reconhecida pelo seu povo, para que todos possam se sentir empossados da razão e orgulhosos de ser brasileiro.

Reconhecer, amar, se sentir como parte, essa é a linha que tem que ser adotada para a construção de um patriotismo real.

 

Aélio Jalles (Lelo)







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A mentira de mil vezes

O efeito da chamada “Mentira Ilusória” já é de senso comum e os efeitos dela sobre a ação cognitiva do ser humano, também. Não, eu não sou p...