quarta-feira, 6 de maio de 2026

A decisão de ser mãe


Ser mãe, em meio a uma devastação social de humanidade, tem ficado cada vez mais difícil. E de uma forma qualquer, a existência dos seres humanos, a nossa existência, está associado à capacidade de uma mulher em ser mãe.

As novas gerações, de uma forma muito latente, têm repensado muito essa condição, a decisão de gerar filhos. Isso tem sido tratado, na cabeça desses novos seres humanos, como uma decisão que divide a vida, que cria uma lacuna entre as liberdades e as responsabilidades.

Na verdade, a maternidade tem trilhado caminhos muito menos evidentes que antes, diante dessas novas condições do que é a vida. É como se não existisse mais a necessidade de procriação, ou pelo menos, não como um compromisso, mas como uma opção e uma opção cada vez mais pessoal.

Estamos vivenciando uma sociedade cada vez mais individualizada, onde os laços, principalmente dos casais, estão fáceis de desatar. A ideia é que; ninguém se prende mais a ninguém, ama-se a quem estiver mais disponível, e somente enquanto for viável.

E nessas relações sem laços fortes, mais determinados, é difícil assumir responsabilidades, como a de um filho, que deve ser para a vida toda. É quando a gente começa a repensar que a ideia do “até que morte os separe”, tem um certo sentido.

É que essa ideia do: cada um tome conta do que é seu, torna difícil formar laços de amor e afeto, laços que não se desatam por qualquer coisa. Só que; a ausência desses cordões, os que nos ligam uns aos outros, que a princípio podem parecer amarras, também são cordões que norteiam a vida e nos oferecem segurança.   

São ligações que nos levam a relações nem sempre muito sensatas, de um dar e receber nem sempre muito justo ou obvio, mas que no fundo são extremamente compensadoras. Essas são ligações que estendem os braços, que nos tornam parte de alguma coisa grande, como no caso da maternidade.

Penso eu que: o maior valor de tudo o que fazemos, o que nos faz maior do que um ser, individualmente, está ligado a esse veio de sentimentos e valores intangíveis. São esses valores, os que vem do coração, que podem ajudar na decisão de ser mãe.

Tornando claro o obvio, são esses os sentimentos que dão sentido à vida!

 

Aélio Jalles (Lelo)



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A decisão de ser mãe

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