Nem
era uma data especial, nem um dia diferente dos outros. Era simplesmente um
domingo chuvoso. A chuva atrapalhou os planos do passeio em família, um passeio
que tinha sido devidamente programado, e aí, por conta disso, o dia terminou se
transformando em algo cheio de improvisos.
Sem
passeio, a coisa foi parar mesmo em um almoço arranjado, feito em casa. Sabe,
aquela coisa de aproveitar tudo o que se tem na mão. Mas foi exatamente essa
bagunça, o ato de sair improvisando tudo, de fazer os arranjos necessários para
conseguir fazer o almoço, que foi preenchendo o dia de graça.
O
Luide já se sentia de casa, ele se sentia parte da família, e se misturava com
os tios e primos da Eli com a maior facilidade. O namoro já se estendia por
meses, e os pais da Eli já o tratavam como filho, como alguém que eles queriam
por perto. Eles tinham abençoado o namoro da filha e, por isso, o acolhiam com
tanto carinho.
Foi
um dia todo de muita festa, de muita brincadeira, de muita música e alegria.
Estavam todos aproveitando aquela energia emotiva do convívio familiar. Tudo
como era devido, até que o cansaço começou a tomar conta. Dessa forma, todo
mundo começou a tomar seu rumo.
A
Eli e o Luide acabaram juntos, no quarto dela. Os dois jogados em cima da cama,
rindo e comentando tudo o que tinha acontecido durante o dia. Aos poucos, eles
foram deixando que o cansaço fosse dando lugar ao desejo e ao envolvimento
natural que a intimidade de vida provoca.
Eles
eram adolescentes, não é difícil entender que a intimidade que eles já tinham
conquistado, e a privacidade daquele momento, deixavam a situação
fantasticamente adequada. Era só deixar correr que o instinto, a química
natural de um casal apaixonado, iria conduzir tranquilamente os fatos.
Eles
tinham sido muito bem orientados. De uma forma discreta, mas muito
participativa, os pais da Eli conseguiram mostrar para eles todas as
prerrogativas necessárias para que aquele momento fosse especial. Eles foram
recebendo as lições e absolvendo os pontos que fariam a diferença.
Com
o passar do tempo, a intimidade que tinha se formando entre eles, fruto da
confiança construída de um com o outro, deixou a situação muito tranquila. Eles
já tinham tido a oportunidade de conversar e entender o que significaria aquele
momento, para que tudo aquilo acontecesse exatamente assim, sem peso.
Cada
toque, cada passo dado, cada gesto ia conduzindo o casal para aquele momento
mais íntimo. Tudo foi acontecendo de uma forma tão natural que nem parecia que
seria a primeira vez. Eles tinham consciência do que estavam fazendo, do que
queriam e de que nada seria feito de uma forma indevida.
Aos
poucos os corpos foram se despindo e revelando a beleza dessas duas almas. Era
de impressionar a sintonia. De fato, naquele momento nada parecia ser de
improviso, era como se tudo estivesse escrito, um script que se desenhava na
energia mágica do amor e do desejo.
O
apalpar carinhoso do seio, oferecia a contrapartida da mão firme que apoiava a
cabeça para dar sustentabilidade ao beijo. De cada toque, dos beijos
distribuídos pelo corpo, vinha a confirmação de que aquele era o momento onde
tudo tinha o sentido único do prazer.
Desde
o afago carinhoso das mãos percorrendo as curvas do corpo, aos beijos dados com
a fome de quem não consegue saciar o desejo, tudo traduzia a ânsia do entregar
e receber a energia prazerosa do amor. Eles se envolveram em uma aura de
energia e a conexão obtida com a junção dos corpos foi radiante.
As
unhas que carinhosamente riscavam as costas, só demonstravam o tamanho do
prazer que o corpo estava exalando. Nem mesmo a incômoda dor da iniciação foi
capaz de deter a explosão do delírio que o ato foi capaz de oferecer.
Foi
uma relação plena, recheada com o carinho do mundo todo. Teve atenção, respeito
e isso fez com que tudo fosse acontecendo da forma mais prazerosa possível.
Eles conseguiram fazer com que o tempo de cada um fosse observado e respeitado.
Por
isso mesmo, quando no final de tudo eles se olharam, o sorriso brotou no rosto
como se um fosse espelho da felicidade do outro. A sensação de êxtase pairou no
ar, paralisando o mundo e o cheiro do amor inundou o ambiente.
Aélio Jalles (Lelo)
Livro:
Era Uma Vez Meu Coração
Capitulo
01: E Ai K dê meu ovo?
Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/e-ai-k-de-meu-ovo.html
Capitulo
02: O Desabrochar da Sexualidade
Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/o-desabrochar-da-sexualidade.html