Essa
sensação de poder recomeçar, mesmo sabendo que a nossa história não está
começando do zero, tem seu valor. Pôr um ponto final no que foi vivido, e
começar a escrever um novo capítulo da vida. Isso nos provoca a sensação de sermos
capazes de, daqui para frente, poder acertar mais.
O ano novo
não é uma referência de carta branca para uma nova história de vida, muito
menos a absolvição dos pecados cometidos, como se o ser supremo tivesse nos
oferecido a desvalia do que nos vai ser cobrado por cada ato cometido.
Não, não temos
como nos isentar totalmente dos erros, isso é verdade, até porque eles foram
cometidos de fato. Que eles então nos sirvam de lições. Que seja possível
aprender o que tem e que deve ser assimilado, para que possamos melhorar o
nosso parâmetro. Daí sim, dar início a um novo capítulo da vida, com muito mais
sabedoria.
Segundo os
Budistas, a paz de espirito acompanha as boas atitudes, as atitudes retas e
sensatas. Eu então complementaria dizendo que elas também devem nos aproximar
das boas companhias, das boas amizades, das boas energias e nos proporcionar
uma boa harmonia com a vida. Ou seja, só precisamos focar na forma que agimos.
Então, o
desejo realmente válido, como votos, ou como presságio, para o ano que começa é
que cada um de nós saiba fazer uso do aprendizado que a vida ofereceu até aqui.
Que a partir desse aprendizado nós possamos redirecionar as nossas velas e dar
sobriedade aos nossos objetivos de vida.
Que, com
toda essa experiência adquirida, nós possamos cometer mais acertos. Que encontremos
os caminhos mais retos, mais coerentes e saibamos nos posicionar melhor frente
aos novos obstáculos que a vida vai apresentar. Isso, por si só, já deve te
proporcionar uma caminhada muito mais alinhada com as coisas boas da vida.
Que toda
essa sabedoria nos aproxime dos bons amigos, que o tempo nos proporcione mais
certezas. Esse deve ser o caminho para que cada um possa buscar, à sua maneira,
a felicidade que lhe cabe e é devida.
Aélio Jalles (Lelo)









