Na vida, nós temos muitos professores.
Aprendemos as mais diversas lições e das mais diversas formas. Cada lição vem
de uma situação de vida, e de acordo com as condições que temos na mão para
aprender.
Um antigo chefe, em uma discussão, me disse que, para conquistar respeito, é preciso se impor. Que as pessoas nos respeitam pelo mal que somos capazes de causar. Mesmo não concordando com ele, eu não consegui dar uma resposta de imediato.
Eu precisei de algum tempo para conseguir digerir a informação e concatenar, o que na minha cabeça parecia uma incoerência. Aos poucos eu consegui entender, e hoje eu afirmo com todas as letras que não se pode comparar medo ao respeito. Isso é uma distorção de raciocínio.
Essa é uma pregação do livro O Príncipe, de Maquiavel. Ensinamentos poderosos para o domínio e o doutrinamento psicológico do comportamento humano. Ensinamentos que isentam a pessoa de qualquer sensibilidade, e que podem até oferecer resultados práticos, mas não duradouros.
Algumas duras lições, que são impostas de forma pesada, podem ser deveras inesquecíveis. Sob o domínio da força, como nos ensinamentos de Maquiavel, as lições ficam marcadas na mente, mas normalmente com mágoa, com dor. Quando puxamos por elas, resgatamo-las do coração com uma lembrança amarga.
Sei que devemos tirar proveito de todas as lições da vida, e que, independentemente da forma, todas elas têm seu valor. No entanto, as lições que nos são oferecidas com amor, com carinho, que nos são apresentadas com generosidade, essas ganham um lugar de destaque em nossas vidas.
A diferença mais forte de todas é que, quando nos deparamos com o autor dessas lições de força, lembramos com rancor. Temos por eles um ranço tão profundo, que se tivermos a possibilidade, oferecemos o troco, sem mesmo lembrar da valia do que nos foi ensinado.
Já daquele que nos ofereceu uma mesma lição, mas que dessa vez com o coração, lembramos com o carinho e o respeito de um grande mestre. Respeito, nunca medo, ou muito menos qualquer tipo de raiva.
Diante dessas pessoas, naturalmente nos tornamos mais receptivos, mais abertos. Os grandes mestres, são naturalmente reluzentes, são pessoas que emanam boas energias, que olhamos como exemplos, independente do tamanho, da condição social ou da força que elas possam apresentar.
Pessoas simples, ou não, os grandes mestres são pessoas cheias de gratidão. Hoje eu posso afirmar que, dentre todos os outros sentimentos, a maior base, ou a maior referência do respeito, é a gratidão. Naturalmente, quem é grato, respeita!
Quando se é grato, é fácil estender a mão. Por gratidão você se desdobra, porque divida de gratidão nunca perde a valia, nunca expira e nunca se esgota. Essa é uma divida que simplesmente se renova, a cada vez que é resgatada pelo coração.
Aélio Jalles (Lelo)
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