quinta-feira, 28 de março de 2024

Escravidão cognitiva


O Ceará foi pioneiro na abolição dos escravos e a data de 25 de março faz uma referência a esse pioneirismo. Precisamos, no entanto, trabalhar para que as sequelas dessa escravidão, as rupturas dessas correntes, não fiquem somente no simbolismo físico e cheguem efetivamente na forma de um pensamento libertador.

Vivenciamos ainda hoje, mesmo que de uma forma inconsciente, o raciocínio de uma sociedade que educa para as diferenças. Ainda alimentamos uma estrutura psicológica derivada de uma aristocracia privilegiada, que para manter o poder, provoca as carências sociais.

Por mais obvio que seja, não custa ressaltar que o princípio do desenvolvimento social está ligado ao bem estar comum, para todos. Mesmo assim ainda existe quem queira manter esse amaldiçoado “Apartheid”. É como se essa fosse à forma de garantir os privilégios, privilégios que os “Deuses” de uma sociedade propositadamente desequilibrada, usam para manter seu estilo de vida. Uma vida que eles imaginam digna.

Não existe dignidade quando se promove a miséria, quando se vive ao lado da fome. Não existe dignidade quando se usa o poder em causa própria, para tirar vantagem ou quando se força a manutenção de uma distorção social. Existe uma frase muito bem dita: “quanto maior o poder, maior a responsabilidade”.

É mantendo uma educação pública com níveis baixos, por exemplo, que se mantem o pobre como pobre, que se promove a linha da subserviência social. Essa é a forma para que se possa manter as pessoas passíveis de exploração. Pessoas que possam servir sem questionar e se sentir gratas por receber esmolas que lhes permitam a sobrevivência.   

Preste atenção, você vai perceber, as pessoas que mais dificultam as melhorias sociais, são exatamente as que mais falam da violência, da sujeira e das mazelas que se vive por aqui no Brasil. Essas são as mesmas pessoas que buscam o refúgio dos outros países e que mais admiram as sociedades mais ajustadas.

Para eles, quem fica aqui é quem tem que sobreviver a tudo isso, porque pobre foi feito para viver na miséria. Essa é a linha de raciocínio, essas são as correntes que mantem aprisionada a capacidade cognitiva e que não conseguem conduzir a nossa sociedade para um processo de libertação.   

Uma sociedade onde a população, de uma forma geral, tem direito a uma vida digna, é uma sociedade muito mais saudável. Uma sociedade que distribui privilégios é uma sociedade com baixos níveis de violência, sem muita corrupção, sem muita injustiça. Essa é uma sociedade onde se vive bem.

Precisamos romper as correntes que ainda preservam essas estruturas de escravidão cognitiva. Elas se manifestam na forma do pensamento perverso de intolerância. São as sequelas de uma sociedade estruturada para o racismo, o sexismo, e várias outras formas de preconceitos.

Está na hora de pensar e romper com tudo isso.

 

Aélio Jalles (Lelo)







 

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quinta-feira, 21 de março de 2024

Persistência ou teimosia


 

Às vezes penso que a diferença é uma questão de acontecer. Se por um acaso dá certo, se você encontra um meio, a forma de fazer o negócio prosperar, você acaba se tornando o exemplo da persistência, o sujeito que não desistiu, apesar de todas as previsões negativas, e fez com que muita gente mordesse a língua.

No entanto se você não conseguir, se não chegar ao o resultado esperado, você se torna somente um sujeito teimoso. Tem muita gente que vai apontar o dedo e dizer que tinha avisado e que você insistiu de besta.

Recebi a pouco, em uma dessas mensagens da internet, um texto que conta a saga de um casal que disputa medalha na patinação. A patinação artística no gelo. Essa é uma modalidade de dança, uma apresentação cheia de malabarismos, onde cada vez mais os patinadores se desafiam em acrobacias mais geniais e arriscadas.

Têm variáveis demais em jogo, chega muito próximo do impossível. Mesmo pensado em todo o tempo de treinamento, fazer uma apresentação tão cheia de detalhes, de riscos, perfeita, em uma única chance, parece loucura. É por isso mesmo que muito pouca gente consegue.

Mas o texto abre com a frase: “É impossível parar alguém que não desiste”. É como se essa fosse a grande lição da vida. Não obstante de todos os riscos, vencer é uma questão de continuar tentando. 

No caso deles, dessa dupla de patinadores, foram necessárias quatro olimpíadas. Foram 16 anos tentando e vendo o sonho escapar por um erro, um deslize. Era só um detalhe da apresentação, mas que, não dando certo, deixava o gosto amargo da derrota na boca. Um detalhe que tinha que ser digerido uma olimpíada depois da outra. 

Mesmo que da última vez não tivesse dado certo, eu acho que o fato de ter tentado tinha valor. Os anos de ensaio, tudo que eles tiveram que abrir mão e mais um monte de coisas, davam a eles a certeza de que era possível e mesmo que a consagração não viesse, na cabeça deles, aquela era uma apresentação mágica. 

A consagração nada mais é que o reconhecimento público da competência. Só que; na cabeça de quem segue tentando, acaba existindo uma certeza dessa competência. Acho que é por isso que ele acredita ser possível e por acreditar nessa possibilidade, ele faz com que a próxima tentativa aconteça.

A saga de quem consegue seguir em frente, de quem tem a necessidade de continuar tentando está além do reconhecimento público. Essa é uma pessoa que não consegue encontrar a maneira de parar e precisa tentar mais uma vez. 

Pode até ser que essa pessoa passe a vida como um eterno otimista. Um sujeito que se acha cheio de talento, que se vê com a vontade de acertar e que nem entende como e porque, as coisas ainda não aconteceram do jeito que ele deseja.. 

Talvez, e assim como no caso dos patinadores, exista na cabeça de cada bom otimista, a certeza da competência. É como se na verdade ele não precisasse do reconhecimento público e só tivesse o objetivo de conseguir fazer acontecer.  

Que cada um de nós possa encontrar as forças necessárias para continuar tentando chegar aos seus objetivos. Alguns, por conta dessas variáveis da vida, vão terminar seus dias como teimosos, como pessoas que não conseguem escutar. Outros, pelas boas coincidências, vão acabar como conquistadores, perseverantes e obstinados.

Talvez e por tudo isso, seja o mais importante continuar tentando.

 

 

 

Aélio Jalles (Lelo)

 

  

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quarta-feira, 13 de março de 2024

A ditadura do poder




 

O que eu tenho feito com o meu voto?

Quando eu questiono com as pessoas sobre a democracia em que nós vivemos, eu digo que na verdade vivemos uma ditadura do poder. Uma forma velada que os poderosos têm, de fazer com que o povo acredite que toma decisões.

As pessoas que estão no poder, na parte “de cima da tabela”, tomam as decisões que lhe são convenientes. Cabe a nós, o povo, assinar em baixo, aprovar o que eles decidiram e fazer de conta que estamos felizes com isso. Acabamos corresponsáveis, sem na verdade ter decidido nada.

Nós, na verdade, compramos a briga dos outros e acabamos votando no que nos dão como possibilidade, ou seja, naquele que apresenta a melhor proposta ao nosso ver. Melhor assumir: nós votamos, dentro das opções que eles, os poderosos, determinam e nos oferecem. Acabamos votando no candidato que enxergamos como sendo o “menos ruim”.

Não é à toa que as assembleias legislativas, as prefeituras e os governos estaduais, estão repletos de representantes de quem pode pagar por isso. O voto para prefeito é um bom exemplo. Vocês acham que, realmente, nós, o povo, vamos decidir alguma coisa? Ou será que; simplesmente vamos votar em quem eles vão decidir quem deve ser o prefeito?

No caso de Fortaleza, ou de qualquer outra prefeitura, o povo vai ter nas mãos uma ou duas opções. Nada de fato decidido ou escolhido por nós. Vai estar lá o candidato que melhor representa quem tem o poder. Mas essas pessoas, essas que tem o poder de decidir, elas são representantes de quem mesmo?

E nosso? Quem de fato está lá dentro, nessa hora de indicar o candidato a prefeito, para nos representar? Vocês já pensaram nisso?  Vocês já pensaram que, quem comprou o seu voto não lhe deve mais nada? Essa é uma verdade cruel, mas é a realidade que temos nas mãos.

Pois agora nós estamos novamente as portas de mais uma eleição e com a possibilidade de indicar alguém para nos representar. O candidato a vereador é sem dúvidas o candidato mais próximo do povo. Eu diria que ele é a única pessoa que o povo realmente tem a opção de escolher.

O vereador é o cara que você pode conhecer de perto, pode até mesmo ter convivência com ele. Ele deve conhecer a comunidade, a classe que vai representar, ou mesmo ter um ideal próximo do seu. Eu digo que esse é o cara que jamais pode ser um estranho.

Essa é a hora do povo fazer a diferença. A oportunidade de escolher alguém que possa, na hora das decisões, olhar por nós e saber defender o que é importante para as pessoas que o elegeram.

Procure e vote em alguém que possa lhe representar de verdade. E se você tem alguém que pode defender os seus interesses, me responda: por que votar em outro candidato?


 

 

Aélio Jalles (Lelo)







 

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quinta-feira, 7 de março de 2024

O ser mulher


Somos de uma geração que vem se superando, e, nesse caso em uma opinião bem pessoal, melhorando o padrão de comportamento.  Estamos entregando um mundo muito melhor do que o mundo que recebemos, deixando uma vida bem mais facilitada e  confortável para os nossos filhos.

Posso dizer que evoluímos na nossa maneira de conviver. Somos mais tolerantes, enxergamos com mais facilidade a diversidade e tentamos nos adaptar socialmente a esses novos comportamentos. Tentamos, é bom frisar, porque de fato ainda não entendemos, ou sabemos exatamente como conviver com todas essas mudanças.

A sexualidade feminina é um desses fatos. A maioria, podemos dizer assim, pensa que consegue tratar isso naturalmente, só que na hora que uma situação se apresenta, começa a pontuar seus “mas” e “porquês”. Estamos todos, sempre pontuando o que poderia e deveria ser adotado, dentro do que cada um é capaz de compreender e aceitar.

Melhoramos sim, mas ainda estamos longe do que se pode dizer ideal. Tome como exemplo encarar uma equidade sexual de verdade. Estamos ainda longe de conseguir levar para a cama esse sentimento de pertencimento, do prazer sexual, em igualdade de condições e evidenciando uma troca justa.

Não estou me referindo somente aos homens. Aqui eu quero também chamar atenção, para a questão que ainda existe na cabeça das mulheres. Uma condição de não conseguir se entender completamente, não ter a coragem de conhecer seu corpo, de saber como ele funciona e como consequência, acaba tentando se nortear tomando como referencia o universo masculino.

Ter equidade em uma relação, não deve significar uma comparação, o que é bom para um não deve ser aplicado para o outro. Nossos corpos funcionam de formas diferentes e em tempos distintos. Precisamos de estímulos distintos para chegar ao mesmo propósito de prazer e contentamento, e isso sim, esse final apoteótico é o que deve ser igual para ambos.

Uma amiga, em um desses exemplos bem ilustrativos, disse: “o homem funciona como fogão a gás, abriu o botão, riscou o palito, ele acende. Já a mulher é como o fogão a lenha, ela precisa de abano, de sopro, de um trabalho que exige paciência para pegar fogo. Só que depois que acende, pode inventar espeto para assar a carne”.

Embora, no fundo, eu diga que todos nós precisamos é nos entender, nos descobrir. Precisamos ter a coragem e a sabedoria de olhar para o outro com empatia. Somos complementares e mesmo não entendendo todo o processo, temos a necessidade de viver em “PARES”. Ponho “PARES” dessa forma, em destaque, pelo respeito a diversidade.

A questão da mulher ascendeu como forma de oposição ao machismo e para fazer frente ao sexíssimo. Acontece que hoje nós vivemos uma diversidade e onde os “PARES” não se formam mais só entre homens e mulheres. Somos muito mais que isso, hoje, os pares independem de raça, sexo, religião e tudo mais, são somente pares de pessoas. .

Por isso mesmo e por toda essa diversidade, digo que a questão central não pode mais ser só o “ser mulher”. Acredito que a nossa maior questão é saber ser, com toda a autenticidade, o que cada um é de fato, e mais ainda saber respeitar a forma que o outro é.  

 

Aélio Jalles (Lelo)

 


 


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A mentira de mil vezes

O efeito da chamada “Mentira Ilusória” já é de senso comum e os efeitos dela sobre a ação cognitiva do ser humano, também. Não, eu não sou p...