quinta-feira, 11 de abril de 2024

Por trás do cordão de girasois


Vivemos uma sociedade onde o ter, a soberba da posse, muito mais importa do que o ser. Essa é a mácula de uma herança social aristocrata, onde uma minoria de favorecidos, a parte mais poderosa, compra o tempo e a subserviência dos menos abastados, como se fizessem o favor de estender a mão aos que tem por necessidade o trabalho.

Um ato de empoderamento da vida que torna o fato de ter, maior do que as qualidades do ser, maior que a honestidade e a bondade por exemplo. Um fato que, por mais feio que seja, vai sendo rotulado de competência, como uma tentativa de minimizar as diferenças impostas pelos mais diversos tipo de “apartheid” social existente.

É essa a sociedade que esquece o quão maravilhosa é a mente humana, ou melhor, a diversidade e a singularidade da mente humana. Como não valoriza o ser que existe em cada um, permite que se escondam o brilhantismo de inúmeras mentes, por trás dos cordões de girassóis.

É como dizer: já te enxergo, e por isso tu já deve se dar por satisfeito. Pelo bem da verdade, fala ou trabalha pela causa, quem sente na pele, quem vive e tem a necessidade de lutar pelo reconhecimento, pela inclusão, por uma condição de vida que valorize o que cada um tem para oferecer de bom.

O cordão de girassóis nasceu da comunidade autista. Uma forma de oferecer um abraço mais amplo para todas as pessoas que apresentam alguma divergência neurológica, as pessoas que fogem do padrão funcional e que apresentam alteração cognitiva significativa. 

Só que; uma pessoa que apresenta uma alteração neurológica pode ser extremamente valiosa. Alguém que tem por limite, de alguma forma, as relações sociais, pode ter como contra partida disso, outra capacidade ampliada.  

Por trás do cordão de girassóis, existem mentes brilhantes e capazes de feitos extraordinários. Matemáticos, cientistas, engenheiros, pessoas que bem estimuladas, podem oferecer diferenciais significativos à humanidade.

Mentes como a do médico Shaum Murphy da série “O Bom Doutor”, ou do John Elder Robinson, engenheiro eletrônico, criador dos efeitos especiais, como as guitarras que pegavam fogo no palco, da Banda de Rock Kiss. Mais ainda, o Messi, um exemplo como jogador de futebol, Isac Newton, matemático e físico, entre muitos outros.  

Por trás de um cordão de girassóis você vai encontrar facilmente, como exemplo, pessoas com a incrível facilidade de aprender idiomas. Gente que tem o que oferecer de sobra, mas que não conseguem se enquadrar a condição social do poder de quem tem mais é quem pode mais. A grande maioria deles não sabe mensurar esse valor.

Remontando um texto do Miguel Falabela, da peça O som da silaba, eu digo: O cordão de girassóis não esconde monstros desconhecidos. Realmente não são monstros e muito menos desconhecidos, são pessoas que mesmo diante das limitações, exacerbam capacidades, mentes que fogem da normalidade para oferecer a raça humana a condição de entender a beleza da vida. 

 

Aélio Jalles (Lelo) 

 




 

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quinta-feira, 4 de abril de 2024

O Fardo da despedida



Nesses dias, por conta do falecimento de um amigo, me surgiu na cabeça um angustiante fardo, o fardo dessa pesada e significante despedida. Uma despedida forçada, sem um último aceno, sem uma última palavra, que nos põe assim; diante do amigo sem literalmente poder dizer nada.  

É um momento que nos impõe uma fuga do cotidiano da vida e nos obriga a uma reflexão. O que dizer nesse momento? Como posso me despedir de alguém que já não está entre nós, ou pelos menos, não da forma que nós o tínhamos. Ele era ativo, se fazia presente.

Pude ver nos olhos de tantos amigos, quantos gostariam de poder lhe dizer mais alguma coisa. Quanto ficou nas entrelinhas da vida, quantos gostariam de ter lhe oferecido mais uma deixa, mais demonstração de carinho, só mais uma frase que pudesse exaltar a pessoa que ele era.

Embora nós dois tivéssemos uma boa relação, não tínhamos de fato uma vida tão aproximada. Não tínhamos aquela troca de energia, mas éramos próximos o suficiente para que eu enxergasse a pessoa e o coração. Não é difícil eu gostar de alguém que trata a minha filha, por “filha”.

Pois nesse momento meu amigo, eu me dirijo a você admirado pelas últimas lições que você me deixou. Nem sei como essas palavras de agradecimento vão de fato chegar a você, nesse momento. Espero que elas reverberem na boca dos amigos, os mesmos que tive a oportunidade de testemunhar diante do seu corpo.

Foi através deles, das conversas paralelas, aquelas onde as verdades fluem naturalmente, que minhas observações se surpreenderam. Vi um grupo de pessoas sentimentalmente envolvidas, uma comunidade coesa, cheia de pertencimento. Vi ao seu lado amigos com as vidas entrelaçadas a sua e que por isso mesmo sentiam a dor da separação de uma maneira tão forte.

Não, ninguém fica bom porque morre. Quem não exala bondade pode até ter dos outros a piedade, mas jamais vai ter a retribuição do amor. Essa retribuição só vem quando em vida, ele foi plantado e regado, em um trabalho continuado, um dia depois do outro.

Essa comunidade que você vivenciava e que minha filha teve a oportunidade de conhecer de perto, me lembrou do valor dessas relações construídas com propósito. Você deixou plantado, pelo exemplo e pelo testemunho dos seus amigos, uma semente que se volta a todo o propósito que podemos colocar nas nossas vidas. 

Imagino que você tenha cumprido o seu. Nem sei se você saiu sem se despedir ou se somente se dividiu e se arraigou no corpo de tantas outras pessoas, para que elas tivessem a força para continuar a obra.

Uma obra que eu entendi, não ficou somente nas mãos da esposa e filhos. Que embora pese sobre eles a ausência, são eles quem vão receber os louros de tudo o que você deixou plantado. 

Eu vi na cabeça dos seus amigos o peso do fardo de uma despedida precoce. Dá mesma forma vi neles a leveza das mãos dadas, quando abraçaram a sua família, quando tomaram a responsabilidade por ela.      

Vou torcer para que você possa ter se arraigado, se distribuído no espirito de muitas outras pessoas. Quem sabe você possa iluminá-los, estimulá-los para as mais belas realizações!

 

 

Aélio Jalles (Lelo)





 

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quinta-feira, 28 de março de 2024

Escravidão cognitiva


O Ceará foi pioneiro na abolição dos escravos e a data de 25 de março faz uma referência a esse pioneirismo. Precisamos, no entanto, trabalhar para que as sequelas dessa escravidão, as rupturas dessas correntes, não fiquem somente no simbolismo físico e cheguem efetivamente na forma de um pensamento libertador.

Vivenciamos ainda hoje, mesmo que de uma forma inconsciente, o raciocínio de uma sociedade que educa para as diferenças. Ainda alimentamos uma estrutura psicológica derivada de uma aristocracia privilegiada, que para manter o poder, provoca as carências sociais.

Por mais obvio que seja, não custa ressaltar que o princípio do desenvolvimento social está ligado ao bem estar comum, para todos. Mesmo assim ainda existe quem queira manter esse amaldiçoado “Apartheid”. É como se essa fosse à forma de garantir os privilégios, privilégios que os “Deuses” de uma sociedade propositadamente desequilibrada, usam para manter seu estilo de vida. Uma vida que eles imaginam digna.

Não existe dignidade quando se promove a miséria, quando se vive ao lado da fome. Não existe dignidade quando se usa o poder em causa própria, para tirar vantagem ou quando se força a manutenção de uma distorção social. Existe uma frase muito bem dita: “quanto maior o poder, maior a responsabilidade”.

É mantendo uma educação pública com níveis baixos, por exemplo, que se mantem o pobre como pobre, que se promove a linha da subserviência social. Essa é a forma para que se possa manter as pessoas passíveis de exploração. Pessoas que possam servir sem questionar e se sentir gratas por receber esmolas que lhes permitam a sobrevivência.   

Preste atenção, você vai perceber, as pessoas que mais dificultam as melhorias sociais, são exatamente as que mais falam da violência, da sujeira e das mazelas que se vive por aqui no Brasil. Essas são as mesmas pessoas que buscam o refúgio dos outros países e que mais admiram as sociedades mais ajustadas.

Para eles, quem fica aqui é quem tem que sobreviver a tudo isso, porque pobre foi feito para viver na miséria. Essa é a linha de raciocínio, essas são as correntes que mantem aprisionada a capacidade cognitiva e que não conseguem conduzir a nossa sociedade para um processo de libertação.   

Uma sociedade onde a população, de uma forma geral, tem direito a uma vida digna, é uma sociedade muito mais saudável. Uma sociedade que distribui privilégios é uma sociedade com baixos níveis de violência, sem muita corrupção, sem muita injustiça. Essa é uma sociedade onde se vive bem.

Precisamos romper as correntes que ainda preservam essas estruturas de escravidão cognitiva. Elas se manifestam na forma do pensamento perverso de intolerância. São as sequelas de uma sociedade estruturada para o racismo, o sexismo, e várias outras formas de preconceitos.

Está na hora de pensar e romper com tudo isso.

 

Aélio Jalles (Lelo)







 

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quinta-feira, 21 de março de 2024

Persistência ou teimosia


 

Às vezes penso que a diferença é uma questão de acontecer. Se por um acaso dá certo, se você encontra um meio, a forma de fazer o negócio prosperar, você acaba se tornando o exemplo da persistência, o sujeito que não desistiu, apesar de todas as previsões negativas, e fez com que muita gente mordesse a língua.

No entanto se você não conseguir, se não chegar ao o resultado esperado, você se torna somente um sujeito teimoso. Tem muita gente que vai apontar o dedo e dizer que tinha avisado e que você insistiu de besta.

Recebi a pouco, em uma dessas mensagens da internet, um texto que conta a saga de um casal que disputa medalha na patinação. A patinação artística no gelo. Essa é uma modalidade de dança, uma apresentação cheia de malabarismos, onde cada vez mais os patinadores se desafiam em acrobacias mais geniais e arriscadas.

Têm variáveis demais em jogo, chega muito próximo do impossível. Mesmo pensado em todo o tempo de treinamento, fazer uma apresentação tão cheia de detalhes, de riscos, perfeita, em uma única chance, parece loucura. É por isso mesmo que muito pouca gente consegue.

Mas o texto abre com a frase: “É impossível parar alguém que não desiste”. É como se essa fosse a grande lição da vida. Não obstante de todos os riscos, vencer é uma questão de continuar tentando. 

No caso deles, dessa dupla de patinadores, foram necessárias quatro olimpíadas. Foram 16 anos tentando e vendo o sonho escapar por um erro, um deslize. Era só um detalhe da apresentação, mas que, não dando certo, deixava o gosto amargo da derrota na boca. Um detalhe que tinha que ser digerido uma olimpíada depois da outra. 

Mesmo que da última vez não tivesse dado certo, eu acho que o fato de ter tentado tinha valor. Os anos de ensaio, tudo que eles tiveram que abrir mão e mais um monte de coisas, davam a eles a certeza de que era possível e mesmo que a consagração não viesse, na cabeça deles, aquela era uma apresentação mágica. 

A consagração nada mais é que o reconhecimento público da competência. Só que; na cabeça de quem segue tentando, acaba existindo uma certeza dessa competência. Acho que é por isso que ele acredita ser possível e por acreditar nessa possibilidade, ele faz com que a próxima tentativa aconteça.

A saga de quem consegue seguir em frente, de quem tem a necessidade de continuar tentando está além do reconhecimento público. Essa é uma pessoa que não consegue encontrar a maneira de parar e precisa tentar mais uma vez. 

Pode até ser que essa pessoa passe a vida como um eterno otimista. Um sujeito que se acha cheio de talento, que se vê com a vontade de acertar e que nem entende como e porque, as coisas ainda não aconteceram do jeito que ele deseja.. 

Talvez, e assim como no caso dos patinadores, exista na cabeça de cada bom otimista, a certeza da competência. É como se na verdade ele não precisasse do reconhecimento público e só tivesse o objetivo de conseguir fazer acontecer.  

Que cada um de nós possa encontrar as forças necessárias para continuar tentando chegar aos seus objetivos. Alguns, por conta dessas variáveis da vida, vão terminar seus dias como teimosos, como pessoas que não conseguem escutar. Outros, pelas boas coincidências, vão acabar como conquistadores, perseverantes e obstinados.

Talvez e por tudo isso, seja o mais importante continuar tentando.

 

 

 

Aélio Jalles (Lelo)

 

  

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O efeito da chamada “Mentira Ilusória” já é de senso comum e os efeitos dela sobre a ação cognitiva do ser humano, também. Não, eu não sou p...