Vivemos
uma sociedade onde o ter, a soberba da posse, muito mais importa do que o ser.
Essa é a mácula de uma herança social aristocrata, onde uma minoria de
favorecidos, a parte mais poderosa, compra o tempo e a subserviência dos menos
abastados, como se fizessem o favor de estender a mão aos que tem por
necessidade o trabalho.
Um ato de
empoderamento da vida que torna o fato de ter, maior do que as qualidades do
ser, maior que a honestidade e a bondade por exemplo. Um fato que, por mais
feio que seja, vai sendo rotulado de competência, como uma tentativa de
minimizar as diferenças impostas pelos mais diversos tipo de “apartheid” social
existente.
É essa a
sociedade que esquece o quão maravilhosa é a mente humana, ou melhor, a
diversidade e a singularidade da mente humana. Como não valoriza o ser que
existe em cada um, permite que se escondam o brilhantismo de inúmeras mentes,
por trás dos cordões de girassóis.
É como
dizer: já te enxergo, e por isso tu já deve se dar por satisfeito. Pelo bem da
verdade, fala ou trabalha pela causa, quem sente na pele, quem vive e tem a
necessidade de lutar pelo reconhecimento, pela inclusão, por uma condição de
vida que valorize o que cada um tem para oferecer de bom.
O cordão
de girassóis nasceu da comunidade autista. Uma forma de oferecer um abraço mais
amplo para todas as pessoas que apresentam alguma divergência neurológica, as
pessoas que fogem do padrão funcional e que apresentam alteração cognitiva
significativa.
Só que;
uma pessoa que apresenta uma alteração neurológica pode ser extremamente
valiosa. Alguém que tem por limite, de alguma forma, as relações sociais, pode
ter como contra partida disso, outra capacidade ampliada.
Por trás
do cordão de girassóis, existem mentes brilhantes e capazes de feitos
extraordinários. Matemáticos, cientistas, engenheiros, pessoas que bem
estimuladas, podem oferecer diferenciais significativos à humanidade.
Mentes
como a do médico Shaum Murphy da série “O Bom Doutor”, ou do John Elder
Robinson, engenheiro eletrônico, criador dos efeitos especiais, como as
guitarras que pegavam fogo no palco, da Banda de Rock Kiss. Mais ainda, o
Messi, um exemplo como jogador de futebol, Isac Newton, matemático e físico,
entre muitos outros.
Por trás
de um cordão de girassóis você vai encontrar facilmente, como exemplo, pessoas
com a incrível facilidade de aprender idiomas. Gente que tem o que oferecer de
sobra, mas que não conseguem se enquadrar a condição social do poder de quem
tem mais é quem pode mais. A grande maioria deles não sabe mensurar esse valor.
Remontando um texto do Miguel Falabela, da peça O
som da silaba, eu digo: O cordão de girassóis não esconde monstros desconhecidos. Realmente não
são monstros e muito menos desconhecidos, são pessoas que mesmo diante das
limitações, exacerbam capacidades, mentes que fogem da normalidade para
oferecer a raça humana a condição de entender a beleza da vida.
Aélio Jalles (Lelo)
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