O Ceará foi pioneiro na abolição dos escravos
e a data de 25 de março faz uma referência a esse pioneirismo. Precisamos, no
entanto, trabalhar para que as sequelas dessa escravidão, as rupturas dessas
correntes, não fiquem somente no simbolismo físico e cheguem efetivamente na
forma de um pensamento libertador.
Vivenciamos ainda hoje, mesmo que de uma
forma inconsciente, o raciocínio de uma sociedade que educa para as diferenças.
Ainda alimentamos uma estrutura psicológica derivada de uma aristocracia
privilegiada, que para manter o poder, provoca as carências sociais.
Por mais obvio que seja, não custa ressaltar que
o princípio do desenvolvimento social está ligado ao bem estar comum, para
todos. Mesmo assim ainda existe quem queira manter esse amaldiçoado “Apartheid”.
É como se essa fosse à forma de garantir os privilégios, privilégios que os “Deuses”
de uma sociedade propositadamente desequilibrada, usam para manter seu estilo de
vida. Uma vida que eles imaginam digna.
Não existe dignidade quando se promove a
miséria, quando se vive ao lado da fome. Não existe dignidade quando se usa o
poder em causa própria, para tirar vantagem ou quando se força a manutenção de
uma distorção social. Existe uma frase muito bem dita: “quanto maior o poder,
maior a responsabilidade”.
É mantendo uma educação pública com níveis
baixos, por exemplo, que se mantem o pobre como pobre, que se promove a linha
da subserviência social. Essa é a forma para que se possa manter as pessoas passíveis
de exploração. Pessoas que possam servir sem questionar e se sentir gratas por receber
esmolas que lhes permitam a sobrevivência.
Preste atenção, você vai perceber, as pessoas
que mais dificultam as melhorias sociais, são exatamente as que mais falam da
violência, da sujeira e das mazelas que se vive por aqui no Brasil. Essas são
as mesmas pessoas que buscam o refúgio dos outros países e que mais admiram as
sociedades mais ajustadas.
Para eles, quem fica aqui é quem tem que
sobreviver a tudo isso, porque pobre foi feito para viver na miséria. Essa é a linha
de raciocínio, essas são as correntes que mantem aprisionada a capacidade
cognitiva e que não conseguem conduzir a nossa sociedade para um processo de
libertação.
Uma sociedade onde a população, de uma forma
geral, tem direito a uma vida digna, é uma sociedade muito mais saudável. Uma
sociedade que distribui privilégios é uma sociedade com baixos níveis de
violência, sem muita corrupção, sem muita injustiça. Essa é uma sociedade onde
se vive bem.
Precisamos romper as correntes que ainda
preservam essas estruturas de escravidão cognitiva. Elas se manifestam na forma
do pensamento perverso de intolerância. São as sequelas de uma sociedade
estruturada para o racismo, o sexismo, e várias outras formas de preconceitos.
Está na hora de pensar e romper com tudo isso.
Aélio Jalles (Lelo)
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