Eu, na brincadeira da vida, herdei um cachorro!
Falo sobre a brincadeira da vida, porque fui atender a um pedido insistente e por demais recorrente, da minha filha, hoje uma mocinha de 14 anos de idade. A insistência dela era natural, coisa da idade, eu já estava disposto a “levar com a barriga” esse pedido até que ela chagasse a conclusão de que isso não era interessante.
Ai entra em cena uma amiga, com uma cadela que eu imaginava jamais pegar cria. Ela tem a cachorra como se fosse a princesinha da mamãe, uma verdadeira “dondoquinha”, e sob esse julgo eu tinha a mais nítida certeza que esse filhote jamais chagaria a minha casa. Esse foi o motivo pelo qual eu assumi o compromisso!
Na prática, essa brincadeira da vida, me colocou nas mãos o Amendoim! De forma bem específica, definimos que ele deveria ficar sob os cuidados da dita Mãe adotiva, a minha filha. Uma ilusão que não demorou muito cair por terra, ou melhor, a cair no meu colo. Acabei eu com a responsabilidade de criar e cuidar do cachorro. Como diria meu primo, curta e diretamente: Eu quero é que você se lasque!
Esses
animais são encantadores e de uma forma bem gostosa estão sempre disponíveis,
prontos para oferecer carinho, um carinho que esta sempre ali, gratuitamente. Lógico
que a gente se apega, começa a querer bem, a gostar da companhia e desse
carinho que eles oferecem toda vez que você chega. Apesar de toda a mão de
obra, trabalho e responsabilidade que eles geram não se pode evitar o apego!
Pois
é! Eu estou caidinho por esse amor. Cheguei a sentir ciúmes porque minha filha levou
o cachorro para passar uns dias na casa da mãe dela. Uma saudade aliviada é
certo, mas não tenho como negar que essa pontinha de ciúmes apareceu. É que o
cachorro virou meu companheiro, só falta aprender a beber para virar meu chapa!
Todos
os dias ele me acompanha na caminha da praça. São de 07 a 08 km todos os dias, a
partir das 05:30 da manhã, uma hora e meia de caminhada. Ele já é conhecido de
todo mundo que transita na praça nesse horário. Os estudantes, a turma da
parada de ônibus, sem falar que ele já virou meio que o xodó da minha turma amigos
da praça, o grupo que caminha junto nesse horário.
Ele é bem disciplinado, todos os dias perto das 05 da manha, ele senta na porta do meu quarto e começa a me chamar. Sabe aquele chorinho, aquele gemidinho que senão for atendido vai aumentado. As 05 da manha ele está ali, prontinho para ir para a praça.
O
problema que eu estou vivendo é que ele não sabe o que é final de semana. Ele
não entende que sábado pela manhã, nesse horário, a ressaca pede uns minutinhos
a mais de descanso. Não posso dar cerveja a ele, é lógico, mas espero encontrar
outra maneira de ensina-lo que sábados, domingo e feriado, o passeio da praça
fica para mais tarde e é sempre mais curto.
Pois é, sobrou para mim. Eu herdei um cachorro!
Aélio Jalles
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Eles são um pedacinho do nosso coração. Conheço bem esse amor.
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