quinta-feira, 28 de julho de 2022

Herdei um cachorro!

 





Eu, na brincadeira da vida, herdei um cachorro!

Falo sobre a brincadeira da vida, porque fui atender a um pedido insistente e por demais recorrente, da minha filha, hoje uma mocinha de 14 anos de idade. A insistência dela era natural, coisa da idade, eu já estava disposto a “levar com a barriga” esse pedido até que ela chagasse a conclusão de que isso não era interessante.

Ai entra em cena uma amiga, com uma cadela que eu imaginava jamais pegar cria. Ela tem a cachorra como se fosse a princesinha da mamãe, uma verdadeira “dondoquinha”, e sob esse julgo eu tinha a mais nítida certeza que esse filhote jamais chagaria a minha casa. Esse foi o motivo pelo qual eu assumi o compromisso!

Na prática, essa brincadeira da vida, me colocou nas mãos o Amendoim! De forma bem específica, definimos que ele deveria ficar sob os cuidados da dita Mãe adotiva, a minha filha. Uma ilusão que não demorou muito cair por terra, ou melhor, a cair no meu colo. Acabei eu com a responsabilidade de criar e cuidar do cachorro. Como diria meu primo, curta e diretamente: Eu quero é que você se lasque!

Esses animais são encantadores e de uma forma bem gostosa estão sempre disponíveis, prontos para oferecer carinho, um carinho que esta sempre ali, gratuitamente. Lógico que a gente se apega, começa a querer bem, a gostar da companhia e desse carinho que eles oferecem toda vez que você chega. Apesar de toda a mão de obra, trabalho e responsabilidade que eles geram não se pode evitar o apego!

Pois é! Eu estou caidinho por esse amor. Cheguei a sentir ciúmes porque minha filha levou o cachorro para passar uns dias na casa da mãe dela. Uma saudade aliviada é certo, mas não tenho como negar que essa pontinha de ciúmes apareceu. É que o cachorro virou meu companheiro, só falta aprender a beber para virar meu chapa!

Todos os dias ele me acompanha na caminha da praça. São de 07 a 08 km todos os dias, a partir das 05:30 da manhã, uma hora e meia de caminhada. Ele já é conhecido de todo mundo que transita na praça nesse horário. Os estudantes, a turma da parada de ônibus, sem falar que ele já virou meio que o xodó da minha turma amigos da praça, o grupo que caminha junto nesse horário.

Ele é bem disciplinado, todos os dias perto das 05 da manha, ele senta na porta do meu quarto e começa a me chamar. Sabe aquele chorinho, aquele gemidinho que senão for atendido vai aumentado. As 05 da manha ele está ali, prontinho para ir para a praça. 

O problema que eu estou vivendo é que ele não sabe o que é final de semana. Ele não entende que sábado pela manhã, nesse horário, a ressaca pede uns minutinhos a mais de descanso. Não posso dar cerveja a ele, é lógico, mas espero encontrar outra maneira de ensina-lo que sábados, domingo e feriado, o passeio da praça fica para mais tarde e é sempre mais curto.      

Pois é, sobrou para mim. Eu herdei um cachorro!


Aélio Jalles


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