A geração que se deu direito a uma nova
chance!
Eu me sinto parte de uma geração que
vem se reinventando, tanto na forma de viver, quanto no trabalho, nas condições
de vida e, principalmente, nas relações. Nem todos nós conseguimos levar em
frente o compromisso do primeiro casamento. Pessoalmente, vivo a frustração de
não ter conseguido levar em frente, ou de não ter tido a competência para
solidificar as minhas relações.
Não pelo fato de que deveria, a ferro e
fogo, ser eterno, ou de uma imposição do “até que a morte os separe”. O que eu
penso é que quando assumimos uma relação, quer queira ou não, provocamos
mudanças na vida da outra pessoa, e isso nos imputa certa responsabilidade.
Quando nos unimos a alguém, assumimos um compromisso, como em uma sociedade, a
qual tem como objetivo mínimo a promoção da felicidade um do outro. Não teria
sentido pensar em menos do que isso!
E é pensando dessa forma que, por vezes
me pego observando as relações à minha volta, ou as frustrações da busca pela
ruptura da solidão. Olho até para o desfecho dos meus dois casamentos, ou a
condição da minha solidão. Essa noção de uma nova chance ganhou um colorido
todo especial por eu ter sido testemunha da união de dois amigos. Eles, na
verdade, renovaram a relação com a realização de uma cerimônia de casamento
depois de mais de 20 anos de convivência.
Eles já tinham uma vida construída,
juntos! Mesmo assim, todo o contexto foi realizado como se eles fossem um casal
de nubentes. A preparação da noiva, o cronograma do cerimonial, o ar bucólico
de uma cerimônia realizada ao ar livre, sobre a grama, com o colorido brilhante
da luz de um sol de verão. Mesmo assim, nada foi tão reluzente quanto a
felicidade da noiva!
Ficou claro a importância que tudo
aquilo estava tendo, e que ali estava sendo realizada muito mais que uma
renovação de votos. Vendo de fora, me posicionando simplesmente como
observador, digo que fui testemunha de uma realização de vida. Eu vi acontecer
a celebração da plenitude e, mesmo me posicionando como um sujeito durão, não
posso negar que deixei rolar uma lagrimazinha.
Embora nada pudesse ser maior e mais
marcante que a felicidade da noiva, eu também fui fortemente tocado pelas
palavras da celebrante. Vi minhas emoções mergulhadas na descrição de tudo que
deveria ser esse compromisso, o compromisso que assumimos quando nos dispomos a
entrar na vida de alguém, e também nos propósitos que deveriam ser levados em
conta.
Também fiquei muito impressionado com a
relação ainda viva entre os pais da noiva. Dois senhores, ele aos 91 anos de
idade, ela aos 88. Mesmo com sei-lá-quantos anos de casados, ainda transmitem
uma energia positiva de vida, de atenção e de carinho entre eles. Imagino que o
caminho não tenha sido de flores o tempo todo. Não tem como avaliar o preço
pago por eles para estarem juntos, mas por tudo que eles demonstraram, eu acho
que valeu a pena.
Nessa onda, quero dizer: valeu a pena
conhecer as pessoas, valeu a pena vivenciar a amizade desses dias; valeu a pena
conhecer o Thor e a Dna. Teresa; valeu a pena tudo. No entanto, credito um
valor ainda maior à energia da esperança pela renovação do amor. Como disse uma
amiga, “joga para o universo”! Pois que essa energia positiva de amor seja
capaz de encher o universo e inundar as nossas vidas!
Aélio Jalles

Muitas vezes nos cobramos e somos cobrados pelo "felizes para sempre", a sociedade impõe essa realidade. As crenças limitantes que são fundamentadas em nosso consciente desde de nossa tenra idade, assim como várias outras... diploma, emprego, filhos... tudo segue uma sequência exata, no "relógio" da vida, e quando isso não acontece nos sentimos frustrados, derrotados, infelizes, sem sabermos onde erramos, porque erramos, onde não seguimos corretamente a "cartilha". A vida é feita de ciclos, sempre iniciando e encerrando, se algo não ocorreu como gostaríamos, tudo bem, nem tudo está perdido, estamos aqui para evoluirmos e aprendermos com os nossos erros. As vezes levamos tudo muito a "ferro e fogo". Eu penso que o importante é sabermos que nem tudo acontece certinho o tempo todo, mas sim sermos capazes de tirar das situações vividas, a lição aprendida e mantermos a amizade, o carinho e os vínculos necessários daquela relação que findou, que também teve a sua história e os seus momentos de glória. E se tudo seguiu sem rupturas, com o casal da história narrada, que MARAVILHOSO, que gratificante que eles juntos souberam superar as dificuldades e adversidades e juntos encontraram a felicidade e a plenitude, a sintonia um no outro. É por isso que todos sonhamos!! Mas se não aconteceu, tudo bem! Nem tudo é para sempre.
ResponderExcluirTu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
ResponderExcluirE como tu me cativaste, passei a te sentir e querer ser teu bem. “Eu vejo você!”
Perfeito. Parabéns
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