Ninguém é um motociclista só porque anda de moto!
Ser motociclista é muito mais que ter uma moto, dirigir uma delas ou
ficar admirando a máquina. Ser motociclista é viver uma energia diferente. Essa
energia traz liberdade, espontaneidade e vibração. Viver a vida fora da caixa
tem seus risos e riscos, além de um conjunto de coisas que ninguém conseguiu
definir por completo ainda.
Quem vê de fora sente! Quando se vê um bando de motociclistas
reunidos, mesmo sem entender o contexto, sente-se a grandiosidade da energia
que emana do grupo. Uma energia carregada de amor, solidariedade e
companheirismo: uma verdadeira salada de bons sentimentos. Mesmo parecendo um
bando de homens maus, pelos trajes e pelo comportamento rude, o motociclista é
um cara cheio de amor para dar.
Até hoje, eu não consigo entender essa necessidade de parecer
mau. Afinal, em geral, são pessoas grandiosamente boas, companheiros de fé e de
jornada que não se abandonam. Essas pessoas têm o coração carregado por uma
paixão sem fim, têm corações grandiosos que transbordam de bons
sentimentos.
Ser motociclista vai muito além do ato de andar de moto. Para
quem quer que deseje ser assim, é preciso sentir na pele o apelo de fazer
parte, de andar por aí. É necessário vestir a ideia da liberdade, de sair da
casinha, de jogar fora a zona de conforto e, assim, cair na vida. Qualquer
pessoa tem que se vestir da emoção e, mesmo sem saber entender, tem que saber
puxar a vida que bate dentro do peito e, então, a deixar fluir livremente. Isso
só se compara ao efeito de uma paixão carnal!
Sim, agente perde a noção do perigo. Às vezes, a gente perde
a noção do que é lógica, porque a vida passa a ter um colorido tão brilhante
que todo o resto fica ofuscado. Ser motociclista vai além da razão. E quer saber?
Esse sentimento aflora de maneira tão natural que, pode-se chamar de paixão. Nesse
caso, a paixão pela vida, pela beleza do universo e de tudo aquilo que o mundo
nos brinda.
Quando se sai por aí pilotando uma moto, com ou sem destino,
não é só o vento que bate nas roupas e no capacete. Na verdade, parece mais que
é a própria vida que entra pelas frechas. A gente olha para as roupas cheias de
vento, e vê que elas estão cheias de vida. É por isso que, nós nos sentimos
mais vivos e mais bonitos, muito mais sexys. É bem verdade que ficamos muito
mais dispostos e, assim, acabamos por distribuir muito mais amor.
Em geral, quem pilota se sente é mais vivo e muito mais feliz!
Aélio Jalles

Esse turbilhão de sentimentos são atribuídos a sensação de liberdade, que os motoqueiros sentem ao pilotar uma moto e sentir a sensação de plenitude, ao fazer parte do ambiente a sua volta.
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