sexta-feira, 5 de maio de 2023

A Primeira Vez!




Nem era uma data especial, nem um dia diferente dos outros. Era simplesmente um domingo chuvoso. A chuva atrapalhou os planos do passeio em família, um passeio que tinha sido devidamente programado, e aí, por conta disso, o dia terminou se transformando em algo cheio de improvisos.

Sem passeio, a coisa foi parar mesmo em um almoço arranjado, feito em casa. Sabe, aquela coisa de aproveitar tudo o que se tem na mão. Mas foi exatamente essa bagunça, o ato de sair improvisando tudo, de fazer os arranjos necessários para conseguir fazer o almoço, que foi preenchendo o dia de graça.

O Luide já se sentia de casa, ele se sentia parte da família, e se misturava com os tios e primos da Eli com a maior facilidade. O namoro já se estendia por meses, e os pais da Eli já o tratavam como filho, como alguém que eles queriam por perto. Eles tinham abençoado o namoro da filha e, por isso, o acolhiam com tanto carinho.

Foi um dia todo de muita festa, de muita brincadeira, de muita música e alegria. Estavam todos aproveitando aquela energia emotiva do convívio familiar. Tudo como era devido, até que o cansaço começou a tomar conta. Dessa forma, todo mundo começou a tomar seu rumo.

A Eli e o Luide acabaram juntos, no quarto dela. Os dois jogados em cima da cama, rindo e comentando tudo o que tinha acontecido durante o dia. Aos poucos, eles foram deixando que o cansaço fosse dando lugar ao desejo e ao envolvimento natural que a intimidade de vida provoca.

Eles eram adolescentes, não é difícil entender que a intimidade que eles já tinham conquistado, e a privacidade daquele momento, deixavam a situação fantasticamente adequada. Era só deixar correr que o instinto, a química natural de um casal apaixonado, iria conduzir tranquilamente os fatos.

Eles tinham sido muito bem orientados. De uma forma discreta, mas muito participativa, os pais da Eli conseguiram mostrar para eles todas as prerrogativas necessárias para que aquele momento fosse especial. Eles foram recebendo as lições e absolvendo os pontos que fariam a diferença.

Com o passar do tempo, a intimidade que tinha se formando entre eles, fruto da confiança construída de um com o outro, deixou a situação muito tranquila. Eles já tinham tido a oportunidade de conversar e entender o que significaria aquele momento, para que tudo aquilo acontecesse exatamente assim, sem peso.

 

Cada toque, cada passo dado, cada gesto ia conduzindo o casal para aquele momento mais íntimo. Tudo foi acontecendo de uma forma tão natural que nem parecia que seria a primeira vez. Eles tinham consciência do que estavam fazendo, do que queriam e de que nada seria feito de uma forma indevida.

Aos poucos os corpos foram se despindo e revelando a beleza dessas duas almas. Era de impressionar a sintonia. De fato, naquele momento nada parecia ser de improviso, era como se tudo estivesse escrito, um script que se desenhava na energia mágica do amor e do desejo.

O apalpar carinhoso do seio, oferecia a contrapartida da mão firme que apoiava a cabeça para dar sustentabilidade ao beijo. De cada toque, dos beijos distribuídos pelo corpo, vinha a confirmação de que aquele era o momento onde tudo tinha o sentido único do prazer.

Desde o afago carinhoso das mãos percorrendo as curvas do corpo, aos beijos dados com a fome de quem não consegue saciar o desejo, tudo traduzia a ânsia do entregar e receber a energia prazerosa do amor. Eles se envolveram em uma aura de energia e a conexão obtida com a junção dos corpos foi radiante.

As unhas que carinhosamente riscavam as costas, só demonstravam o tamanho do prazer que o corpo estava exalando. Nem mesmo a incômoda dor da iniciação foi capaz de deter a explosão do delírio que o ato foi capaz de oferecer.

Foi uma relação plena, recheada com o carinho do mundo todo. Teve atenção, respeito e isso fez com que tudo fosse acontecendo da forma mais prazerosa possível. Eles conseguiram fazer com que o tempo de cada um fosse observado e respeitado.

Por isso mesmo, quando no final de tudo eles se olharam, o sorriso brotou no rosto como se um fosse espelho da felicidade do outro. A sensação de êxtase pairou no ar, paralisando o mundo e o cheiro do amor inundou o ambiente.




Aélio Jalles (Lelo)

 

 

 

 

Livro: Era Uma Vez Meu Coração

Capitulo 01: E Ai K dê meu ovo?

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/e-ai-k-de-meu-ovo.html


Capitulo 02: O Desabrochar da Sexualidade

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/o-desabrochar-da-sexualidade.html



 

7 comentários:

  1. São os segredos da vida, os amores e amigos que nós fazem os melhores momentos na nessa evolução

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  2. É verdade que o primeiro amor é vivido com intensidade e com uma magia especial.
    A primeira vez é um momento a dois que fica gravado na memória para sempre e espera-se pelas melhores razões.
    A primeira vez deve ser encarada como um momento bonito, fruto de uma decisão tomada com maturidade e consciência, sem precipitações ou pressões.
    Não há uma idade certa ou errada para iniciar a vida sexual. Tudo depende da maturidade e do desenvolvimento de cada adolescente.

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  3. Meu irmão, que coisa bem contada, muito bem descrito todo momento romântico e de prazer, vi os dois na cama kkkkkkkk, muito massa. Parabéns!

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  4. Muito delicada forma de descrever esse momento! 😍

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  5. Que lindeza... muito singelo diga-se de passagem! Demonstram a sensibilidade de quem escreve!👏👏👏

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