Para um sujeito que nem se enxergava como pai, que achava que não tinha
a menor vocação para isso, beirar os 60 anos comemorando os 15 anos da filha
caçula, e junto aos outros quatro filhos, me parece ser um feito fantástico.
Na minha adolescência, eu nem me via como pai. Eu acreditava que seria
pai exclusivamente como uma forma de cumprir as determinações da sociedade. Uma
cobrança muito forte na época. Então, no meu planejamento de vida eu acabei
adotando a ideia de ser pai de uma menina.
Por volta dos meus 14 anos de vida, e por conta da gravidez da filha de
uma amiga da minha mãe, essa possível filha minha, ganhou um nome. Minha mãe
recitava, de um livro, todos os significados dos nomes para essa amiga.
Quando ouvi o nome e o significado: Verdadeira Rainha. Achei que isso
era tudo o que uma mulher gostaria de ser, e adotei para a minha pretensa
filha. Era um significado muito forte.
O lado lúdico da história é que, durante a minha vida, em dois
casamentos, eu tive cinco filhos. Sim, são 05 filhos, e sim, são meus filhos!
Antes que qualquer amigo possa dizer uma brincadeira indelicada, eu me adianto
e digo: pai é quem cria!
E nesse caso eu vou me dar ao direito de falar de cadeira. Eu vivi
intensamente a paternidade. Vivi da forma que eu pude, e que consegui, é claro.
Eu Troquei fraldas, acordei muitas vezes durante a noite, e até carrego no
corpo algumas boas marcas dessa trajetória.
Eu reconheço que, como pai, existe uma distância entre o que a gente
gostaria de ter sido e a realidade de tudo o que eu consegui ser efetivamente.
Graças a Deus, toda criação tem a sua dose de aleatoriedade. Também, e por
sorte, nessa história tem a mãe.
Mas eu me vi como pai! Eu gostei de ser pai! Eu acabei tomando gosto em
acompanhar a trajetória dos meus filhos, e viver com eles o meu mundo de
fantasias. De um lado, a importância que isso me dava, do outro, a oportunidade
das criancices. Um sentimento meio “duo” que mistura responsabilidade com
irreverência.
Acabou que a filha só veio como “fim de rama”, a caçulinha. Confesso
que, já depois dos 04 filhos, e o final do primeiro casamento, eu não queria
mais pensar em ser pai novamente. Eu não posso negar que acabei relutando muito
para assumir o compromisso de mais uma vida sob a minha responsabilidade.
Uma vida envolve muito mais do a questão financeira. Uma vida envolve o
tempo que se pode doar, envolve atenção. Relacionamento é sempre a maior
questão, e eu tinha muito medo de como seria a relação dessa criança com os
outros irmãos.
Digamos que por sorte, veio uma menina. Nem sei precisar até onde isso
influiu realmente, ou que peso isso teve. Mas o fato é que veio uma menina de
sorriso fácil, extremamente comunicativa e que exalava carinho.
Meus filhos abraçaram a irmã de uma forma que eu nem poderia imaginar.
Eu amo ver como cada um deles trata a irmã e se doa a essa relação. De uma
forma qualquer, eu acabo me sentindo abençoado por isso.
Eu, às vezes, chego a pensar que meus filhos se sentem responsáveis por
ela. Eu sei que isso é só uma forma de me compensar, de acreditar que dentro de
todas as circunstâncias da minha vida, ou mesmo por conta das minhas carências,
meus filhos absolveram parte dessa minha responsabilidade.
Essa é uma idealização de cumplicidade, mas que gera um sentimento de
grandeza no meu coração. Acho que essa grandeza nada mais é do que o orgulho
que um pai sente pela atitude dos filhos.
Aélio Jalles (Lelo)
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Muito boa sua crônica e parabéns pela filha.
ResponderExcluirAmigo, filhos são dádivas de Deus, que nós coloca como precioso tesouro para serem cuidados. Principalmente na lapidação, somos responsáveis por eles perante o pai celestial.
ResponderExcluirMaravilhoso texto! Você é um Paizão 10.
ResponderExcluirMariana e Célia Regina vieram no mesmo ano. Uma alegria para toda a família Lelo. Você é um Pai exemplar. Ama seus filhos como se fosse um. O AMOR é igual. Só quem tem filhos sabe desse AMOR. Beijos Lelo .
ExcluirTexto que expressa a verdadeira essência de um PAI. São muitas as qualidades que lhe são atribuídas; dedicado, amoroso, presente e participativo na vida de todos os seus filhos. Tenho certeza que eles tem muito orgulho de você. É que presente Célia Regina receber no dia dos seus 15 anos esse lindo texto, recheado de muito amor, cumplicidade e carinho.
ResponderExcluirParabéns Super Pai!!!
ResponderExcluirBacana demais, show, é desse jeito, ser pai é uma benção de Deus.
ResponderExcluirParabéns pra Célia Regina! ❤️
ResponderExcluirParabéns por ser esse paizão e pela filha maravilhosa!
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