Cada um de nós carrega as cicatrizes da vida. Essas são marcas do que cada um já teve oportunidade de viver, o registro das decisões e das atitudes que tomou. São essas cicatrizes que contam a nossa história de vida.
A experiência,
essas marcas que registram no corpo e na mente o percurso da vida, nos serve de
métrica para o julgamento das novas atitudes e de tudo o que ainda vamos
enfrentar. Diz-se que nós trocamos os nossos anos de vida pela a experiência.
Segundo a Rita Lee,
as cicatrizes são as tatuagens da vida, elas servem para nos lembrar que nós
fomos mais fortes do que aquilo que nos feriu. Por isso mesmo, eu digo que elas
nos valem de lições, e são lições caras demais para não serem bem aproveitadas.
Neste momento em
que nós estamos vivendo o efeito pós-pandemia, uma dessas lições pesadas,
caras, muita gente ainda não conseguiu se encontrar. Muita gente ainda está
tentando absolver o conteúdo e definir o uso desse ensinamento.
Muita gente ainda
continua a travessia do seu deserto pessoal, na busca do que podemos chamar de
nova dimensão de vida. É como se ainda estivesse preso ao casulo. Como se,
embora já tenha a visão do novo mundo, não conseguiu romper com a casca que lhe
serviu de proteção.
O “Efeito
Borboleta” é um termo que nasceu da teoria do caos. Ele foi usado como forma de
explicar a impossibilidade de previsão. Ele prega que uma atitude, mesmo que de
pequenas dimensões imediatas, pode desencadear um processo e provocar grandes
consequências. Consequências que podem ser positivas e/ou negativas.
Já é hora de nos tornarmos maiores e melhores. Quem sobreviveu a esse
turbilhão deve encontrar os novos horizontes, deve encontrar a motivação para
passar pelo desafio que esse casulo impõe e ser capaz de abrir as suas asas.
Faz-se necessário rever os conceitos e pôr, na cara, as lentes que
possam clarificar objetivos de vida mais concretos e virtuosos. É preciso voar
por esse novo mundo de oportunidade que a vida voltou a oferecer.
Aélio Jalles (Lelo)

A pandemia trouxe um novo propósito de vida para muitas pessoas, principalmente para aquelas que perderam entes queridos; como foi o meu caso.
ResponderExcluirEu me propus a doar o melhor que vive em mim, procurando ser a cada dia um ser melhor, estudar diariamente para entender o propósito da vida, ser melhor como mãe, irmã, namorada, amiga, profissional. Trabalhar todas as minhas potencialidades em busca de um mundo mais humano, igualitária, servil, compreensível e amoroso com o próximo. E estou gradativamente transformando o meu interior. Ser melhor a cada dia. Grandes lições e grandes transformações, nos trouxe a pandemia. Parabéns! Muito bom mesmo, esse texto reflexível.
Igualitário*
ExcluirVdd, mesmo depois dessa pandemia, tem muita gente que não está aproveitando a segunda chance para melhorar sua conduta com as pessoas e familiares. Parabéns.
ResponderExcluirExcelente reflexão. !!!
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