Eli e Luíde estavam vivendo um lindo momento das suas vidas. Eles estavam vivenciando uma relação equilibrada e cheia de tudo o que é bom. Uma relação, por assim dizer, do bem e isso faz bem ao corpo e à alma. Uma energia que irradia até mesmo na forma de falar.
A Eli se deixava levar pelos ensinamentos do
pai e buscava trazer, para a relação deles, aquelas verdades. Ela partia da
experiência de vida dos pais, mas, por ter uma personalidade bem formada, ela
era capaz de recriar e adequar a realidade desses ensinamentos para ela. Para
que fique ainda mais claro, a Eli buscava sempre uma coerência no que ela
assumia como sendo o melhor para a condução da vida deles.
Eles tinham a vantagem de saber conversar, de
trocar ideias sem que nenhum dos dois fosse obrigado a engolir a vontade do
outro. Essa paridade do casal foi se tornando uma das vigas-mestras do
relacionamento. Os dois trocavam ideias e encontravam as medidas adequadas para
que fosse possível desenhar um caminho a ser seguido, criando uma consciência para o casal.
O tempo que eles tinham, ao lado um do outro,
era sempre muito proveitoso. Isso ficava latente pela cumplicidade das
atitudes, na forma que um tratava o outro, na atenção e na reverberação das
falas. Eles caminhavam de mãos dadas, mesmo quando existia entre eles uma
distância física. A separação dos corpos não era um problema, a afinidade do
casal ultrapassava essa barreira.
Sabe aquela situação em que, em uma festa, no
meio de um mar de gente, os olhares se buscam? Não, isso não é como quem tem a
necessidade de controlar o outro, isso é só a necessidade de se ver e de dizer
um ao outro: “olha eu estou aqui bem ao seu lado, fica tranquilo”. Isso é
quando um simples olhar se traduz em um eu amo você.
A energia que envolvia a relação deles dois
era mesmo mágica. A gente pode perceber quando um casal vive feliz só pela
atração que eles provocam. De uma forma bem simples, um casal feliz ilumina a
vida dos amigos e se torna naturalmente a referência do grupo. Isso atrai vida,
atrai gente. Isso se torna uma árvore frondosa, da qual todo mundo quer
aproveitar a sombra.
As novas cores do arco-íris fazem referência
exatamente a essa energia que envolvia a relação, uma alusão ao tratamento de
paridade e pertencimento que existia entre eles. Onde até o sexo deixava de ser
um ato, como uma peça em que o desempenho poderia se destacar, para virar uma
conexão, onde simplesmente a união dos corpos se transforma no ponto máximo.
Quando você se conecta a alguém, a performance
deixa de ser uma prerrogativa. Em uma troca de energia, as coisas simplesmente
vão acontecendo, e a sucessão de sons, de gritos, de gemidos, passa a se
enquadrar em uma sinfonia, orquestrada pelo delírio que esse prazer provoca.
Na verdade, uma sintonia que se origina no
compasso da batida dos corações e que é regido pelo prazer de se estar junto e
intermitentemente ligados. Esse é o momento em que a pessoa se encontra no
melhor lugar do mundo, no melhor momento do mundo e a vida não precisaria ser
mais do que o aqui e o agora.
Nesse momento não existe dominado nem
dominante. A imensidão do desejo se funde e se confunde, ultrapassando as raias
do que é lógico, e se fazendo somente um “ardente delírio”. Aqui não se precisa
pensar em paridade, pois nesse momento os dois seres se findam na “infinitude”
da paz do prazer. Aqui eles são “UNO”!
A descoberta da sexualidade feminina deu às
pessoas a oportunidade dessa nova versão. Quando a mulher é capaz de se
reconhecer, de se permitir, de romper com os conceitos deturpados da sociedade,
conceitos que vulgarizam a sexualidade, ela se eleva e traz consigo a
possibilidade de vivenciar isso como uma conexão.
Temos que entender que somos seres
complementares, onde muito além de qualquer necessidade, temos a possibilidade
de ser muito mais juntos. Que basta ser capaz de oferecer o que você tem de
melhor e receber, simplesmente receber, o que o outro pode lhe oferecer “de mão
beijada”, para ser feliz.
Aélio Jalles (Lelo)
Livro: Era Uma Vez Meu Coração
Capitulo 01: E Ai K dê meu ovo?
Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/e-ai-k-de-meu-ovo.html
Capitulo 02: O Desabrochar da Sexualidade
Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/o-desabrochar-da-sexualidade.html
Capitulo 03: A primeira vez
Link https://aeliojalles.blogspot.com/2023/05/a-primeira-vez.html
Capitulo 04: Sexo a Conexão das Almas
Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/05/sexo-conexao-das-almas.html
Capitulo 05: O Abraço da Confiança
Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/07/o-abraco-da-confinca.html
Capitulo
06: As novas cores do Arco-Íris
Link
do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/08/as-novas-cores-do-arco-iris.html
Capitulo
07: A Liberdade da Libido
Link do
Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/08/as-novas-cores-do-arco-iris.html

Maravilha. Belo texto, parabéns
ResponderExcluirUma relação bem construída é gostosa de se ver. O companheirismo, o respeito e a entrega vem deste pilar e quanto mais firme este pilar, mas sólidos vem os outros. Adorando o desenrolar dessa linda história de amor, já na expectativa do próximo capítulo. Parabéns ao meu escritor preferido!
ResponderExcluirTexto lindo e inspirador!
ResponderExcluirMuito lindo o texto. Vivemos em mundo que precisamos somente ser amados!!! Sem que haja trocas...
ResponderExcluirO respeito, compreensão, companheirismo e fidelidade é a fórmula de uma boa convivência. Parabéns.
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