quinta-feira, 3 de agosto de 2023

As novas cores do Arco-Íris



Eli e Luíde estavam vivendo um lindo momento das suas vidas. Eles estavam vivenciando uma relação equilibrada e cheia de tudo o que é bom. Uma relação, por assim dizer, do bem e isso faz bem ao corpo e à alma. Uma energia que irradia até mesmo na forma de falar.

A Eli se deixava levar pelos ensinamentos do pai e buscava trazer, para a relação deles, aquelas verdades. Ela partia da experiência de vida dos pais, mas, por ter uma personalidade bem formada, ela era capaz de recriar e adequar a realidade desses ensinamentos para ela. Para que fique ainda mais claro, a Eli buscava sempre uma coerência no que ela assumia como sendo o melhor para a condução da vida deles. 

Eles tinham a vantagem de saber conversar, de trocar ideias sem que nenhum dos dois fosse obrigado a engolir a vontade do outro. Essa paridade do casal foi se tornando uma das vigas-mestras do relacionamento. Os dois trocavam ideias e encontravam as medidas adequadas para que fosse possível desenhar um caminho a ser seguido, criando uma consciência para  o casal.

O tempo que eles tinham, ao lado um do outro, era sempre muito proveitoso. Isso ficava latente pela cumplicidade das atitudes, na forma que um tratava o outro, na atenção e na reverberação das falas. Eles caminhavam de mãos dadas, mesmo quando existia entre eles uma distância física. A separação dos corpos não era um problema, a afinidade do casal ultrapassava essa barreira.

Sabe aquela situação em que, em uma festa, no meio de um mar de gente, os olhares se buscam? Não, isso não é como quem tem a necessidade de controlar o outro, isso é só a necessidade de se ver e de dizer um ao outro: “olha eu estou aqui bem ao seu lado, fica tranquilo”. Isso é quando um simples olhar se traduz em um eu amo você.

A energia que envolvia a relação deles dois era mesmo mágica. A gente pode perceber quando um casal vive feliz só pela atração que eles provocam. De uma forma bem simples, um casal feliz ilumina a vida dos amigos e se torna naturalmente a referência do grupo. Isso atrai vida, atrai gente. Isso se torna uma árvore frondosa, da qual todo mundo quer aproveitar a sombra.

As novas cores do arco-íris fazem referência exatamente a essa energia que envolvia a relação, uma alusão ao tratamento de paridade e pertencimento que existia entre eles. Onde até o sexo deixava de ser um ato, como uma peça em que o desempenho poderia se destacar, para virar uma conexão, onde simplesmente a união dos corpos se transforma no ponto máximo.

Quando você se conecta a alguém, a performance deixa de ser uma prerrogativa. Em uma troca de energia, as coisas simplesmente vão acontecendo, e a sucessão de sons, de gritos, de gemidos, passa a se enquadrar em uma sinfonia, orquestrada pelo delírio que esse prazer provoca.

Na verdade, uma sintonia que se origina no compasso da batida dos corações e que é regido pelo prazer de se estar junto e intermitentemente ligados. Esse é o momento em que a pessoa se encontra no melhor lugar do mundo, no melhor momento do mundo e a vida não precisaria ser mais do que o aqui e o agora. 

Nesse momento não existe dominado nem dominante. A imensidão do desejo se funde e se confunde, ultrapassando as raias do que é lógico, e se fazendo somente um “ardente delírio”. Aqui não se precisa pensar em paridade, pois nesse momento os dois seres se findam na “infinitude” da paz do prazer. Aqui eles são “UNO”! 

A descoberta da sexualidade feminina deu às pessoas a oportunidade dessa nova versão. Quando a mulher é capaz de se reconhecer, de se permitir, de romper com os conceitos deturpados da sociedade, conceitos que vulgarizam a sexualidade, ela se eleva e traz consigo a possibilidade de vivenciar isso como uma conexão.

Temos que entender que somos seres complementares, onde muito além de qualquer necessidade, temos a possibilidade de ser muito mais juntos. Que basta ser capaz de oferecer o que você tem de melhor e receber, simplesmente receber, o que o outro pode lhe oferecer “de mão beijada”, para ser feliz.

 

Aélio Jalles (Lelo)

 

Livro: Era Uma Vez Meu Coração

Capitulo 01: E Ai K dê meu ovo?

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/e-ai-k-de-meu-ovo.html

 

Capitulo 02: O Desabrochar da Sexualidade

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/04/o-desabrochar-da-sexualidade.html

 

Capitulo 03: A primeira vez

Link https://aeliojalles.blogspot.com/2023/05/a-primeira-vez.html


Capitulo 04: Sexo a Conexão das Almas

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/05/sexo-conexao-das-almas.html


Capitulo 05: O Abraço da Confiança

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/07/o-abraco-da-confinca.html

 

Capitulo 06: As novas cores do Arco-Íris

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/08/as-novas-cores-do-arco-iris.html


Capitulo 07:  A Liberdade da Libido 

Link do Texto: https://aeliojalles.blogspot.com/2023/08/as-novas-cores-do-arco-iris.html

 

 

5 comentários:

  1. Maravilha. Belo texto, parabéns

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  2. Uma relação bem construída é gostosa de se ver. O companheirismo, o respeito e a entrega vem deste pilar e quanto mais firme este pilar, mas sólidos vem os outros. Adorando o desenrolar dessa linda história de amor, já na expectativa do próximo capítulo. Parabéns ao meu escritor preferido!

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  3. Texto lindo e inspirador!

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  4. Muito lindo o texto. Vivemos em mundo que precisamos somente ser amados!!! Sem que haja trocas...

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  5. O respeito, compreensão, companheirismo e fidelidade é a fórmula de uma boa convivência. Parabéns.

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