O amor
não é banal,
Não é
uma coisa casual.
Não se
expressa assim do nada,
Como
passe de uma fada,
Nem vem
com manual.
Eu sei que é difícil trilhar os caminhos do amor. A mim, parece que ele
é feito somente para quem sabe o que quer e tem a condição de controlar as
emoções, o suficiente para não se permitir cair nas armadilhas do cotidiano.
Como unir pessoas diferentes, criadas sob condições familiares das mais
diversas? Por vezes, as condições de vida são tão divergentes que nem
consideramos aceitáveis ou compreensíveis a forma de vida do outro.
Nessa ótica, unir pessoas, unir os universos parece até loucura. Dar a
alguém a condição de olhar para a vida do outro sem julgamentos, sem a
necessidade de fazer prescrição ou de tentar dar soluções para os problemas que
se enxergam, deve fazer parte da sabedoria do amor.
É por isso que se diz: “o
amor é difícil para os indecisos, é assustador para os medrosos, é pesado
demais para os fracos. O amor é uma construção necessariamente inteligente,
onde a decisão de estar juntos deve superar as diferenças”. Eu acredito que o
amor é para quem sabe tomar a decisão de ser feliz.
A questão é que, sob a
tutela do amor, nós nos tornamos possessivos. Não é exatamente mandar, mas de
certa forma pelo menos conduzir, levar a outra pessoa para o caminho que
queremos. Sem querer, estamos o tempo todo tentando impor as nossas condições.
É muito fácil querer que o outro se adeque às nossas condições. Quase
sempre damos como insensatez o oposto, sermos nós a nos adequarmos às condições
do outro. É que nem dá para entender
como é que a outra pessoa é capaz de viver ou fazer as coisas da forma e do jeito
que faz.
Nós
estamos sempre querendo que o outro seja capaz de entender o nosso raciocínio.
Tudo passa pela vontade de fazer com que o outro entre no nosso mundo, do nosso
jeito. Tudo bem, desde que essa busca não se torne alucinada, impositiva, que
ela não perca a linha do bom senso. Dentro do bom senso, esse é um sentimento
que representa o amor e a vontade de acertar.
É muito importante entender
que a decisão de caminhar juntos cobra da gente uma ampliação da nossa
flexibilidade e da nossa resiliência. Para sonhar um sonho a dois se faz
necessário trilhar um caminho que não é só seu.
Lições
do livro: Sem jamais deixar de se amar
Aélio Jalles ( Lelo)

Excelente texto! Amor é mesmo para os inteligentes e o amor que dura é sempre fruto das decisões sábias e do profundo respeito pelas individualidades do ser amado.
ResponderExcluirConcordo. Um texto real, onde a partilhar deve ser presente e vivida.
ResponderExcluirTexto bastante reflexivo e que acontece diariamente nas relações, pois mesmo que indiretamente, temos o hábito de conduzir as situações através da nossa ótica. Enxergar a visão do outro, ter compreensão, aceitação, sabedoria e companheirismo é fundamental para que seja possível o caminhar juntos. Como o autor já citou; o amor é uma construção diária; onde se aprende, caminha e partilha juntos. Não é se anular para viver a vida do outro, e sim, fazer da vida a dois, uma só vida. "Sem jamais deixar de caminhar juntos". Este é o segredo da felicidade e sucesso.
ResponderExcluirParabéns, texto muito bem escrito. Eu acho a coisa mais difícil hoje, é o amor, depois do Whatsapp fica muito complicado uma amizade, quem dirá o amor.
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