terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

As inquietudes da Alma



Participei de um evento que me levou a uma experiência de imersão da vida. Foi um momento diante do espelho, um espelho que me fez vivenciar flashes da minha conduta e repensar alguns dos meus valores.

Foi algo que mexeu bem fundo e me propôs uma reavaliação da consciência. É como se eu tentasse encontrar respostas para perguntas que eu, até aqui, só direcionei a terceiros, como se eu ainda não tivesse percebido que vai sempre existir uma parcela que me cabe, que me é devida, em cada um desses eventos.  

O fato de me considerar uma pessoa leve, de fácil convivência, flexível, paciente e que valoriza muito os relacionamentos (avaliação pessoal), não me impediu de vivenciar alguns terríveis fracassos nesse campo. De alguma forma eu permiti que fossem desatados laços, laços que me eram caros e que eu jamais imaginava que pudessem ser desfeitos.

Dois casamentos acabados, a quebra de um pacto familiar e a ruptura de uma amizade, retomaram peso, nesse momento. Eles me puseram diante dos meus mais poderosos fantasmas e retorceram meu estômago. Eles ficaram pulsando entre a falta de explicação e a angústia de ver o fato consumado. 

Dentro da análise de um amigo em sua teoria dos princípios quânticos da vida, tudo passa por uma vibração desarmonizada com os meus anseios de vida. Eu, apesar de todos belos laços de amizade e companheirismo que me dou o direito de vivenciar, tenho uma falha, como se a frequência que eu emito, não fosse totalmente limpa.   

Eu sei que a vida não depende somente das minhas ações e que as relações se dão por pelo menos duas vibrações que se harmonizam e se complementam. A questão é que; quero alinhar essa minha vibração, quero elucidar a parte que me cabe, nesses desenlaces, para que eu possa caminhar limpo na direção de uma relação plena, quântica e divina.

Quero vibrar no sentido de congregar, de trazer para a minha vida mais da vida das pessoas que amo, dos meus filhos, dos meus amigos e ela. Ela, a quem eu me refiro, é o meu segundo elemento, é aquela que vai proporcionar o equilíbrio de uma sintonia vibracional, a que vai conseguir me ligar, me direcionar para o lado de tudo aquilo que eu sempre quis.

Não tenho como fugir da minha essência, por isso mesmo preciso que ela, esse meu segundo elemento, consiga se adequar a minha instabilidade e eu a dela. Que nós dois possamos nos encaixar nesse campo dinâmico de possibilidades e incertezas, um do outro, promovendo todas as transformações necessárias ao encanto que faz a vida divina.

Nada disso gira no sentido de acomodação, que fique bem claro. Mais uma vez parafraseando esse amigo quântico, reafirmo que: a certeza é ilusória e as instabilidades serão sempre o ponto a ser administrado.

Que esse encontro então, como deve, desperte a melhor versão de cada um de nós e traga a clarividência de todas as inquietudes já vividas pelas nossas almas.

 

Aélio Jalles (Lelo)

 


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4 comentários:

  1. Penso que quando você alinhar definitivamente a sua linha do tempo, consiga sentir o presente e vivê-lo plenamente e exclusivamente, sem obviamente esquecer, da importância que o passado teve, mas consciente de que ficou para trás, em uma época já vivida.
    Fechar portas e encerrar ciclos é fundamental, para que o presente e até mesmo o futuro possa fluir livremente. Abandone os fantasmas e seja feliz no agora.

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  2. Gostei muito da reflexão, todos nós temos nossos momentos de introspecção, onde temos a oportunidade de nos avaliarmos como seres multifacetados, um pouco aqui , um pouco ali, o importante é não desistir de viver a aventura da vida, alimentando o principal elemento: A Alma.

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  3. A vida é feita de ciclos e neles devemos tentar dar o nosso melhor, mesmo com falhas pois estamos aqui para espiar e evoluir, aos poucos vamos tentando ser melhor hj do que fomos ontem.

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