Temos, na base histórica do colonialismo
brasileiro, um processo diferenciado de povoamento e isso acabou provocando um
verdadeiro enxerto de culturas dos mais diversos tipos. Fomos reconhecidos pela
ONU, como sendo o país com maior diversidade genética no mundo e eu acredito
que uma coisa está ligada a outra.
Além da própria diversidade cultural dos nossos povos originários, tivemos o enxerto da cultura dos europeus colonizadores, imigrantes e dos negros escravizados. Trato enxerto porque todas essas culturas foram sendo arraigadas sob condições e influências de tudo o que já existia por aqui.
Acabamos nos transformando em uma nação de uma identidade multifacetada. Podemos ser nordestinos comedores de rapadura, manauaras, cariocas da gema, sulistas mateadores e mais um milhão de outras coisas que todos esses brasis que existem podem oferecer.
A questão é que essa polissemia, por todo o seu contexto e perspectiva, precisa de um cuidado gigantesco. Essa mesma diversidade de significados e interpretações que podem promover a nossa riqueza cultural, tem a necessidade de encontrar equidade, para que nenhuma cultura se sobreponha a outra.
Precisamos acabar com esse “complexo de vira lata” ilustrado pelo Nelson Rodrigues. Ele acabou absorvido pelo imaginário popular, tipificando o brasileiro de derrotado. Isso acaba oferendo as ferramentas mais adequadas a manutenção de um poder corrupto, sem a necessidade de prestar contas pelos mal feitos.
O que lembra dessa nossa mesma cultura, o personagem de Mário de Andrade, o Macunaíma, que carrega a formação de uma identidade sem caráter moral, de quem busca somente o proveito próprio, uma boa caricatura desse mesmo poder político. Um ser humano que não se ressente do que faz, como se simplesmente, todas as suas atitudes tivessem motivações alheias, que ele não precisaria ser responsabilizado por elas.
Por isso não podemos mais dizer que é só uma questão de inclusão. Para dignificar o fato de ser brasileiro, nós precisamos de pertencimento. Precisamos conhecer essa nossa riqueza, nos apropriar, tomar posse dela, nos reconhecer como parte e aprender a respeitar todas essas diferenças existentes, nesse mesmo Brasil.
No processo de educação desse país, é preciso identificar todas as nossas peculiaridades e oferecer os caminhos naturais para o reconhecimento e o desenvolvimento desse potencial. Um potencial de conhecimento que está a mão e se estende por toda a nossa vivência.
Com a mais absoluta convicção, eu afirmo que: esse é o caminho para um patriotismo objetivo, decente e de valores reais. Esse é o caminho da construção de um Brasil para encher de orgulho a todos nós brasileiros.
Aélio Jalles (Lelo)
Texto orientado pelo Professor Lourenço Ocuni Cá
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Lelo, concordo em parte, não só é a classe politica, os ricos também tem certeza da impunidade, porque podem pagar advogados, matam, roubam nada acontece com eles.
ResponderExcluirÉ importante que a educação, valorize e reconheça as peculiaridades e potenciais locais, aproveitando a riqueza cultural e a diversidade de experiências, mas infelizmente a nossa realidade é outra, os recursos são limitados, existe as desigualdades, burocracia, política e “N” fatores que não “colaboram”, para que seja aplicado.
ResponderExcluirMas como o texto mesmo expressa, existe a vontade e a coragem de muitos que queiram mudar esse nosso sistema e oferecer um futuro mais igualitário para todos.
Parabéns, meu amor! Excelente tema para debate!!