Tomada pelo senso popular, a festa de São João é
hoje muito mais que uma celebração católica.
Ela foi absorvida pela cultura nordestina e internalizada como um festejo de emancipação. Ela traz em seu ensejo a relação do povo com a fartura, com a autonomia traduzida pela colheita, um sentimento de libertação e grandeza que o final da quadra chuvosa propicia.
É como se isso desse ao homem do nordeste a força necessária para que ele rompesse com o ciclo de miséria e dependência. Essa quebra de paradigma, a inversão da miséria para a possibilidade da autossuficiência, funciona como se o homem do campo se apropriasse novamente da terra e da vida.
Isso tudo vem de um processo meramente intuitivo, onde o indivíduo percebe essa força libertadora nas mãos, mas não sabe exatamente como canalizá-la proativamente. A questão seria encontrar a forma de unir essa força da tradição com a força do conhecimento e oferecer a esse mesmo ser humano a condição de se emancipar real e definitivamente.
Imagine a diferença que a luz do conhecimento, aliado a essa cultura que faz arraigar no peito o orgulho de ser nordestino, pode fazer. Esse orgulho é o que evidência um senso de pertencimento e que pode amplificar a capacidade de lutar a favor das atitudes mais realizadoras e estruturantes para a região como um todo.
Um conhecimento capaz de promover a capacidade interpretativa dessas populações. O caminho para que todos possam delinear a construção de uma estrada capaz de solidificar as bases de prosperidade.
Sem muitas celeumas e sem a necessidade de generalizar, logicamente, mas seria como tomar posse do um senso de cobrança, por uma política com propósitos relevantes. É a força desse esclarecimento que pode provocar a compreensão do que é meramente discurso e do que é a prática.
Enfatizo o pertencimento, porque acredito que ele é o fator preponderante para o enfrentamento de todas as dificuldades e a lente que é capaz de perceber as distorções. Isso sim é o desenvolvimento de um patriotismo real, comprometido com a terra, aliado aos bons propósitos, e que nos leva ao desenvolvimento do bem comum.
Aélio Jalles (Lelo)
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Essa celebração é um exemplo de como a cultura popular pode se apropriar de uma tradição e transformá-la em uma expressão de comunidade e identidade.
ResponderExcluirO nosso Nordeste tem muita cultura, diversidade, artesanato e culinária.
Texto rico de propriedade.