Você já reparou como, de repente, as
apostas viraram febre, todo mundo está apostando em tudo?
O que antes era visto como ilegal, hoje é
apresentado como "entretenimento". Só que toda essa facilidade do
jogo, não está levando em conta as consequências e um mundo de complicações
implícitas a essa prática.
Não sou um especialista, mas é fácil entender que
essa conta está sendo paga com a alma das pessoas mais vulneráveis. É que do outro lado da tela, existe gente,
gente de carne e osso, gente que já vive no limite do emocional, do financeiro
e principalmente à beira de um colapso existencial.
Meu avô dizia que: “só se deve apostar o
dinheiro que não faz falta. Quando passa disso, o jogo lhe rouba o chão. A
pessoa passa a enxergar o jogo como a chance da vida, sem entender que a banca
é quem ganha, sempre”.
O mais perverso disso tudo é que esse
ciclo viciante, faz com que a pessoa continue jogando, mesmo quando já perdeu
tudo. É a sensação de quase vitória, as recompensas intermitentes emolduradas
em prêmios que reabrem na mente possibilidade de um ganho que nunca vai
acontecer.
As apostas acertam não só no bolso, elas
roubam o discernimento, em um processo muito parecido com o vício das drogas. O
apostador não consegue realmente entender que esse é um sistema que foi feito
para tirar infinitamente mais do que devolver.
E onde está o Estado nisso? Da direita à
esquerda, a maioria dos parlamentares aprovou a liberação das chamadas
"bets", ignorando esses impactos sociais e as consequências devastadoras
que elas estão causando.
Eles legalizaram o vício sem oferecer
acolhimento, prevenção, educação ou suporte psicológico. Literalmente eles
transformaram o desespero popular em um produto tributável. Autorizaram,
incentivaram e estão lucrando com isso.
Quantas vidas ainda serão destruídas antes que
a política perceba o suicídio econômico que é essa legalização do vício está
provocando. Jogo não é solução para a fome, para as angústias, para a solidão e
muito menos para a economia.
A promessa de ganho rápido, normalmente é
vendida por quem está ganhando, e ganhando muito, com isso. Não se pode tratar
como medida econômica, o que na prática
é, a exploração emocional e financeira.
Essa institucionalização do vício, na verdade
é a institucionalização da negligência, do abandono de um povo a sua própria falta
de sorte!
Aélio Jalles (Lelo)
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É um tema relevante e complexo, que foi muito bem abordado no texto.
ResponderExcluirNa verdade as Best’s são viciantes e afetam a saúde mental e financeira.
As apostas são projetadas para favorecer as casas de apostas e não os jogadores. As pessoas precisam estar cientes dos riscos e os sinais de vício.
Num mundo que exige cada vez mais performance, cada vez mais dinheiro, cada vez mais tudo, todo mundo tá procurando seus lugares de fuga pra esquecer um pouco a vida real. O problema é quando essa fuga é uma ilusão e vira um vício que só te empurra mais ainda pra onde você tá tentando fugir: a realidade crua e cruel. Muito bom o texto, aborda o problema e o que deveria ser uma solução: Estado presente e defendendo a vida do seu povo, em vez de vendido a carteis e ignorando-o.
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