No conceito “Aristocrata” da educação a que todos nós brasileiros fomos
sujeitos, o trabalho é para escravos, ou no máximo, para os subservientes. Na
cabeça dessa sociedade, esses são seres humanos, os ditos trabalhadores, que
vieram ao mundo somente para servir aos caprichos dos detentores do poder e do
dinheiro.
Dar valor econômico ao conhecimento intrínseco de quem sabe fazer as
coisas, em uma sociedade que não sabe dar valor ao trabalho, é muito difícil.
Fazemos parte de uma sociedade que não sabe reconhecer o valor econômico do
saber fazer, da competência, de uma forma mais generalizada.
A nossa formação social vem de uma cultura hierárquica do ter, sem dar
muita importância ao que você realmente é, ou representa. O ato de possuir
bens, não importando de onde vem essa posse, oferece ao detentor um status, uma
posição social, também não importando o esforço, muito menos a legitimidade
dessa posse.
Em um conceito muito bem apresentado pela Marilena Chauí, somos uma sociedade
comandada pelos herdeiros. Pessoas que já nasceram em “berço de ouro”, sem a
necessidade de batalhar pela vida e que muito pouco conhecem dos valores do
trabalho e da meritocracia. Com todo respeito as exceções, é claro!
Para comprovar isso, basta que sejam analisadas as linhagens dos nossos
congressistas. Temos um congresso repleto de filhos, netos, genros e
apadrinhados das famílias que se dizem nobres, e que estão lá para representar somente
interesses particulares dessas famílias, sem jamais representar os reais interesses
do povo. Mais uma vez quero deixar claro o meu respeito as exceções.
Esses mesmos excelentíssimos senhores, esquecem que o que acontece com o
povo pesa sobre a vida deles. Quanto melhor e mais saudável for a sociedade,
quanto mais bem desenvolvida, mais vamos ter uma adequação cotidiana, com bem
menos violência e muito mais serviços de qualidade, por exemplo.
O investimento em cultura provoca mudança, uma mudança que promove a
qualidade dos contextos e isso implica nas condições de vida, inclusive desses
herdeiros. É o que faz o entorno da vida de todo mundo ser muito mais saudável
e é exatamente o que se ouve falar dos países com uma maior evolução social.
A cidadania cultural é a transformação da maneira de enxergar, de querer
fazer com que o país dê certo. É importante a compreensão de que o engrandecimento
do todo, traz benefícios diretos, inclusive, aos interesses pessoais e privados
desses mesmos herdeiros.
Aélio Jalles (Lelo)
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diria mais, além de investimento em cultura (e, talvez, especialmente descentralização da cultura), investimento em educação, mas não educação só de colégio, uma reestruturação do sistema educacional pra incentivar à cooperação ao invés da competição
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