Ser mãe, em meio a uma devastação social de humanidade,
tem ficado cada vez mais difícil. E de uma forma qualquer, a existência dos seres
humanos, a nossa existência, está associado à capacidade de uma mulher em ser
mãe.
As novas
gerações, de uma forma muito latente, têm repensado muito essa condição, a
decisão de gerar filhos. Isso tem sido tratado, na cabeça desses novos seres
humanos, como uma decisão que divide a vida, que cria uma lacuna entre as
liberdades e as responsabilidades.
Na verdade, a
maternidade tem trilhado caminhos muito menos evidentes que antes, diante
dessas novas condições do que é a vida. É como se não existisse mais a
necessidade de procriação, ou pelo menos, não como um compromisso, mas como uma
opção e uma opção cada vez mais pessoal.
Estamos
vivenciando uma sociedade cada vez mais individualizada, onde os laços,
principalmente dos casais, estão fáceis de desatar. A ideia é que; ninguém se
prende mais a ninguém, ama-se a quem estiver mais disponível, e somente
enquanto for viável.
E nessas
relações sem laços fortes, mais determinados, é difícil assumir
responsabilidades, como a de um filho, que deve ser para a vida toda. É quando
a gente começa a repensar que a ideia do “até que morte os separe”, tem um
certo sentido.
É que essa
ideia do: cada um tome conta do que é seu, torna difícil formar laços de amor e
afeto, laços que não se desatam por qualquer coisa. Só que; a ausência desses
cordões, os que nos ligam uns aos outros, que a princípio podem parecer
amarras, também são cordões que norteiam a vida e nos oferecem segurança.
São ligações
que nos levam a relações nem sempre muito sensatas, de um dar e receber nem
sempre muito justo ou obvio, mas que no fundo são extremamente compensadoras. Essas
são ligações que estendem os braços, que nos tornam parte de alguma coisa
grande, como no caso da maternidade.
Penso eu que: o
maior valor de tudo o que fazemos, o que nos faz maior do que um ser,
individualmente, está ligado a esse veio de sentimentos e valores intangíveis. São
esses valores, os que vem do coração, que podem ajudar na decisão de ser mãe.
Tornando claro
o obvio, são esses os sentimentos que dão sentido à vida!
Aélio Jalles (Lelo)
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Muito bacana, mostra muito da realidade de hoje, texto reflexivo e coeso 👏👏
ResponderExcluir👏👏👏
ResponderExcluirTeríamos que incluir nessa equação também o fato de que a decisão de ser mãe vai muito além de um sentimento ou romantização, porque na prática do dia a dia, muito (mas muito) poucos são os pais que seguram a onda lado a lado, então toda a carga da maternidade fica sobre a mulher. Nesse cenário, não tem amor maior que resista e que justifique uma decisão assim, muito menos se vier da opinião ou desejo de um homem, que já nasce com privilégios e jamais sentiria na pele o que é ser mulher e mãe. Além do mais, uma mulher pode ser feliz e completa sem ter um filho (às vezes até mais), já que a sociedade está configurada de uma forma que prejudica as mulheres que são mães em várias instâncias. Os dados e relatos não mentem.
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ResponderExcluirAntes, ter filho era parte do fluxo natural. Hoje é escolha ativa. E escolha dói. Você tem que abrir mão conscientemente de tempo, dinheiro, sono, espontaneidade. A lacuna entre liberdade e responsabilidade ficou mais escancarada porque agora a gente calcula tudo.
Muita gente dessa geração que escolhe ter filhos fala de um tipo de liberdade diferente: liberdade de amar sem medida, de ver sentido, de criar legado. Só que agora é uma decisão com muito mais peso, menos "acidente de percurso" e mais projeto.
No fim, o que mudou foi o contrato social. Não ter filho deixou de ser tabu e virou opção racional. E ter filho deixou de ser destino e virou aposta alta.
Belas palavras e um belo resumo da sociedade em qe vivemos 👏👏👏👏
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