Mãe, queria eu poder te
entender melhor e te oferecer mais, não só atenção, mas efetivamente, te
oferecer um cuidado adequado. Por vezes me culpo por nem sempre ter a paciência,
o equilíbrio e as condições necessárias.
Apesar de te ver em boas
condições, até me orgulho por isso, não posso deixar de absolver a culpa de não
ter como provocar mais vezes o teu sorriso. Seria de muito bom grado poder te
proporcionar mais conforto, te levar de um lado para outro, mesmo lutando
contra todas as tuas negativas.
Te tirar de casa, mesmo com
todas as limitações e independentemente de ser para os mesmos lugares, acabaria
te oferecendo novos ares. Também sinto por não ter como te levar a todos os médicos,
os que tu gostarias de ir, todos que imaginas a precisão, nem que fosse só para
suprir teus caprichos.
No nosso dia a dia, por vezes
me pergunto se era melhor tomar a frente e fazer algumas atividades que ainda
deixo por tua conta em casa. Te impedir de realizar as tarefas mais básicas, no
meu modo de ver, seria te jogar ao ostracismo e a invalidez mais
rapidamente.
Nessa nossa relação, te manter
com essas responsabilidades me parece muito mais honesto. Acredito que te
privar de algumas dessas atividades, das responsabilidades que ainda podes
assumir, seria muito mais cruel do que ter que refazer algumas delas.
Olho para a tua forma de viver
e inevitavelmente, espelho os teus sentimentos. Tua maneira de se comportar, de externar as
sensações da vida, em uma boa maioria das vezes, acaba potencializando a culpa
pelo que eu não consigo realizar. Eu acho que nem tenho como, e na verdade, nem
devo me responsabilizar por isso.
Mãe, eu não tenho como lutar contra
os monstros da tua alma. Eu sei que nunca vou ser capaz de suprir tua solidão e
não vou conseguir preencher os vazios que esses monstros ainda te obrigam a
enfrentar.
Como todas as pessoas do mundo
tenho minhas limitações e minhas falhas, não tenho como ser, nesse caso, maior
que isso. Sou só um filho que, de uma forma qualquer, sente orgulho de poder te
oferecer certo amparo.
Aélio Jalles (Lelo)
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