segunda-feira, 23 de junho de 2025

São João, o festejo da libertação


 

Tomada pelo senso popular, a festa de São João é hoje muito mais que uma celebração católica.

Ela foi absorvida pela cultura nordestina e internalizada como um festejo de emancipação. Ela traz em seu ensejo a relação do povo com a fartura, com a autonomia traduzida pela colheita, um sentimento de libertação e grandeza que o final da quadra chuvosa propicia.

É como se isso desse ao homem do nordeste a força necessária para que ele rompesse com o ciclo de miséria e dependência. Essa quebra de paradigma, a inversão da miséria para a possibilidade da autossuficiência, funciona como se o homem do campo se apropriasse novamente da terra e da vida. 

Isso tudo vem de um processo meramente intuitivo, onde o indivíduo percebe essa força libertadora nas mãos, mas não sabe exatamente como canalizá-la proativamente. A questão seria encontrar a forma de unir essa força da tradição com a força do conhecimento e oferecer a esse mesmo ser humano a condição de se emancipar real e definitivamente.

Imagine a diferença que a luz do conhecimento, aliado a essa cultura que faz arraigar no peito o orgulho de ser nordestino, pode fazer. Esse orgulho é o que evidência um senso de pertencimento e que pode amplificar a capacidade de lutar a favor das atitudes mais realizadoras e estruturantes para a região como um todo.

Um conhecimento capaz de promover a capacidade interpretativa dessas populações. O caminho para que todos possam delinear a construção de uma estrada capaz de solidificar as bases de prosperidade.

Sem muitas celeumas e sem a necessidade de generalizar, logicamente, mas seria como tomar posse do um senso de cobrança, por uma política com propósitos relevantes. É a força desse esclarecimento que pode provocar a compreensão do que é meramente discurso e do que é a prática.

Enfatizo o pertencimento, porque acredito que ele é o fator preponderante para o enfrentamento de todas as dificuldades e a lente que é capaz de perceber as distorções. Isso sim é o desenvolvimento de um patriotismo real, comprometido com a terra, aliado aos bons propósitos, e que nos leva ao desenvolvimento do bem comum.


 

Aélio Jalles (Lelo)





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quinta-feira, 12 de junho de 2025

Acho que enfim eu me encontrei.....


Até que enfim me parece, que agora eu me encontrei  

Pode até ser pela experiencia, do tanto que já errei

Ou dá compensação, por tudo aquilo que já passei  

É que essa é uma estrada nova, que junto a ti eu busquei  

 

Agarrado a uma nova chance, o caminho eu floreei

Que por sorte ou desatino, o teu destino eu cruzei

De um para o outro, são sorrisos e alegrias que ofertei

Pois que é a energia da felicidade o que hoje irradiei

 

É o recomeço da vida, a nova chance que agora conquistei 

Pois como todo enamorado, a esperança eu renovei  

Um com outro e de mãos dadas, é junto a ti que caminhei  

Foi por esse encontro de vida, que eu tanto esperei  

 

Como anjo de uma asa, a ti me abracei e voei  

Somos belos namorados, esse é destino que eu tracei  

Em a cada dia e em cada passo, contigo eu comemorei  

Que por tudo e toda graça, foi por ti que eu me apaixonei

 


 

 

Aélio Jalles (Lelo)

 

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terça-feira, 3 de junho de 2025

A polissemia da cultura brasileira


Temos, na base histórica do colonialismo brasileiro, um processo diferenciado de povoamento e isso acabou provocando um verdadeiro enxerto de culturas dos mais diversos tipos. Fomos reconhecidos pela ONU, como sendo o país com maior diversidade genética no mundo e eu acredito que uma coisa está ligada a outra.

Além da própria diversidade cultural dos nossos povos originários, tivemos o enxerto da cultura dos europeus colonizadores, imigrantes e dos negros escravizados. Trato enxerto porque todas essas culturas foram sendo arraigadas sob condições e influências de tudo o que já existia por aqui.

Acabamos nos transformando em uma nação de uma identidade multifacetada. Podemos ser nordestinos comedores de rapadura, manauaras, cariocas da gema, sulistas mateadores e mais um milhão de outras coisas que todos esses brasis que existem podem oferecer.

A questão é que essa polissemia, por todo o seu contexto e perspectiva, precisa de um cuidado gigantesco. Essa mesma diversidade de significados e interpretações que podem promover a nossa riqueza cultural, tem a necessidade de encontrar equidade, para que nenhuma cultura se sobreponha a outra.

Precisamos acabar com esse “complexo de vira lata” ilustrado pelo Nelson Rodrigues. Ele acabou absorvido pelo imaginário popular, tipificando o brasileiro de derrotado. Isso acaba oferendo as ferramentas mais adequadas a manutenção de um poder corrupto, sem a necessidade de prestar contas pelos mal feitos.  

O que lembra dessa nossa mesma cultura, o personagem de Mário de Andrade, o Macunaíma, que carrega a formação de uma identidade sem caráter moral, de quem busca somente o proveito próprio, uma boa caricatura desse mesmo poder político. Um ser humano que não se ressente do que faz, como se simplesmente, todas as suas atitudes tivessem motivações alheias, que ele não precisaria ser responsabilizado por elas. 

Por isso não podemos mais dizer que é só uma questão de inclusão. Para dignificar o fato de ser brasileiro, nós precisamos de pertencimento. Precisamos conhecer essa nossa riqueza, nos apropriar, tomar posse dela, nos reconhecer como parte e aprender a respeitar todas essas diferenças existentes, nesse mesmo Brasil.       

No processo de educação desse país, é preciso identificar todas as nossas peculiaridades e oferecer os caminhos naturais para o reconhecimento e o desenvolvimento desse potencial. Um potencial de conhecimento que está a mão e se estende por toda a nossa vivência.

Com a mais absoluta convicção, eu afirmo que: esse é o caminho para um patriotismo objetivo, decente e de valores reais. Esse é o caminho da construção de um Brasil para encher de orgulho a todos nós brasileiros.  

 

Aélio Jalles (Lelo)

Texto orientado pelo Professor Lourenço Ocuni Cá



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quinta-feira, 22 de maio de 2025

A dialética de uma verdade


Um dos maiores entraves de qualquer relação, seja de amor, ou de amizade, é a falta da capacidade de ouvir e pensar juntos. Quando nos relacionamos, e a outra pessoa se nega ao direito de perceber a nossa opinião, de ponderar sobre ela, é hora de parar e repensar a relação.

Quando alguém tem que gritar para impor a sua verdade, é porque ela enterrou o bom senso e passou a acreditar que a sua opinião é a única válida. Você vai perceber que a outra pessoa, e isso cabe aos dois, tenta colocar a sua verdade como absoluta.

Essa é a hora de pensar e perceber que essa energia negativa não lhe cabe, é melhor não receber o peso dessa carga e não se colocar nesse mesmo patamar. É preciso romper o ciclo de energia ruim que se formou e se colocar de lado, nem que seja momentaneamente, para que você possa se reposicionar adequadamente.       

O relacionamento humano é e deve ser sempre dialético. Todos devem se manter aberto, sempre, para poder ouvir e se manter na condição de aprendiz. É dessa forma que se mantem uma evolução cognitiva, é dessa maneira que a capacidade de raciocinar vai se aprimorando.

Um dos interlocutores apresenta o que seria uma tese, o outro pode conectar com uma nova linha de raciocínio e abre uma antítese, e os dois juntos devem buscar, da melhor forma possível, uma síntese. Em uma troca de opiniões, um oferece, não impõe, ao outro o que tem de conhecimento.

Com a condição de estar aberto a chegada de mais informação, essas verdades vão se mantendo em estágio de formação e de evolução permanentes.  É muito importante entender que nenhum dos dois tem o domínio da verdade absoluta e que as verdades são dinâmicas.

Em uma relação proativa, e com a utilização do princípio da dialética, as duas pessoas crescem. Elas sempre vão sair de qualquer que seja o embate, maiores, melhores e cada vez mais aprimoradas.   

 

Aélio Jalles (Lelo)



 

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quinta-feira, 8 de maio de 2025

Mãe, sou só um filho......


Mãe, queria eu poder te entender melhor e te oferecer mais, não só atenção, mas efetivamente, te oferecer um cuidado adequado. Por vezes me culpo por nem sempre ter a paciência, o equilíbrio e as condições necessárias.

Apesar de te ver em boas condições, até me orgulho por isso, não posso deixar de absolver a culpa de não ter como provocar mais vezes o teu sorriso. Seria de muito bom grado poder te proporcionar mais conforto, te levar de um lado para outro, mesmo lutando contra todas as tuas negativas.  

Te tirar de casa, mesmo com todas as limitações e independentemente de ser para os mesmos lugares, acabaria te oferecendo novos ares. Também sinto por não ter como te levar a todos os médicos, os que tu gostarias de ir, todos que imaginas a precisão, nem que fosse só para suprir teus caprichos.

No nosso dia a dia, por vezes me pergunto se era melhor tomar a frente e fazer algumas atividades que ainda deixo por tua conta em casa. Te impedir de realizar as tarefas mais básicas, no meu modo de ver, seria te jogar ao ostracismo e a invalidez mais rapidamente. 

Nessa nossa relação, te manter com essas responsabilidades me parece muito mais honesto. Acredito que te privar de algumas dessas atividades, das responsabilidades que ainda podes assumir, seria muito mais cruel do que ter que refazer algumas delas. 

Olho para a tua forma de viver e inevitavelmente, espelho os teus sentimentos.   Tua maneira de se comportar, de externar as sensações da vida, em uma boa maioria das vezes, acaba potencializando a culpa pelo que eu não consigo realizar. Eu acho que nem tenho como, e na verdade, nem devo me responsabilizar por isso.

Mãe, eu não tenho como lutar contra os monstros da tua alma. Eu sei que nunca vou ser capaz de suprir tua solidão e não vou conseguir preencher os vazios que esses monstros ainda te obrigam a enfrentar.

Como todas as pessoas do mundo tenho minhas limitações e minhas falhas, não tenho como ser, nesse caso, maior que isso. Sou só um filho que, de uma forma qualquer, sente orgulho de poder te oferecer certo amparo. 

Aélio Jalles (Lelo)



 

 

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segunda-feira, 28 de abril de 2025

A recompensa não e material


Durante a nossa existência temos a chance de espalhar uma diversidade de sementes pelo mundo e muitas delas, aparentemente, nem são frutíferas.

No jardim da vida, mesmo que involuntariamente, plantamos de um tudo, e aquilo que nem plantamos, mas que de alguma forma usufruiu do nosso cuidado e carinho, também acaba florescendo.

Cada uma das nossas atitudes vai gerando seus efeitos e apesar dos percalços, a maior parte delas, segue dentro do que fomos estruturando para as nossas vidas. No entanto, nem toda recompensa vem de forma assim tão tangível, de forma palpável.   

Muita coisa lhe é devolvida pela vida na forma de um sentimento, ou até mesmo com gestos que enchem a nossa existência de sentido e que no fundo, nos oferecem a sensação grandiosa de ter valido a pena.

A devolução de um ato de gratidão, em um momento oportuno, chega a parecer um milagre. Um sentimento profundo de agradecimento, entre pessoas que enfrentaram condições adversas de vida.

Uma senhorinha, uma moça velha, por assim dizer, tomou conta do final de vida da vizinha. Uma mãe que tinha sido abandonada pelo marido, uma pessoa carente, com uma doença irreversível e com um filho ainda pequeno.   

Anos depois, mais de 10 anos depois, esse filho volta em busca dessa senhorinha. Ela, ainda em uma vida cheia de restrições, passando as mesmas necessidades, mas que, na época, mesmo não conseguindo salvar a vida da sua mãe, tinha se desdobrado e de uma certa forma, salvo a vida dele, o filho.    

Esse menino, hoje homem e com condições de vida já equilibrada, buscou encontra-la e, com toda a gratidão que lhe cabia, disse: estou de volta. Agora eu lhe retribuir e lhe oferecer condições adequadas de vida.

Ele a abraçou e adotou a senhorinha como mãe. Ele a ofereceu muito mais que condições materiais, ele ofereceu a ela o amor e carinho que ele gostaria de ter dado a própria mãe.  

É o bem que retornando a quem o fez, faz o mundo ser melhor. É a energia do amor que foi plantada, dando suas voltas e oferecendo os frutos devidos!

 

Aélio Jalles (Lelo)

 


 

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segunda-feira, 21 de abril de 2025

O Papa Chico

 


"Deixemo-nos contagiar pelo bem.”

                     Papa Francisco


De uma forma bem peculiar, o chamo aqui de Papa Chico, como forma de dizer que a simplicidade da sua conduta me marcou e me permitiu, com todo respeito, o desejo de conotar essa intimidade.

Muito além da religião, de todos os ensinamentos e acima de tudo que possa pregar o Cristianismo, esse foi o Papa que nos deu uma lição atrás da outra, do que é o amor. Esse foi o Papa que pode nos oferecer um certo resgate dos valores da humanidade, em cada uma das suas mensagens.

Ele apontou que o caminho para a construção de uma irmandade mundial, passa pela chamada: “Cultura do Encontro”. A cultura do ver, entender e respeitar uns aos outros, aprendendo a conviver com as diferenças.   

Acho que nunca as ideias de liberdade, igualdade e fraternidade, ideais pregados pela Revolução Francesa e pela Inconfidência Mineira, ganharam tanta voz.  Ideias que deveriam nortear todas as ações da raça que se diz humana.

Francisco foi a voz que pregou a união, a conciliação e o diálogo de uma forma simples e ao mesmo tempo enfática. Ele foi o testemunho vivo de uma nova dimensão para a espiritualidade, como um novo prólogo da significância do verbo: “amarás ao teu próximo”.

 

Aélio Jalles (Lelo)



 

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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Entre o viver e o existir


 

Em uma discussão entre dois adolescentes, falando da vida e de como ela deveria ser vivida, um perguntou ao outro:

“se hoje uma fada lhe oferecesse a oportunidade de escolher entre duas opções de vida”:

1º - a opção de viver, a partir desse momento, mais 20 anos, tendo como prémio a realização plena de todos os seus desejos.

2º - a opção de viver, a partir desse momento, mais 100 anos, só que todos os seus desejos seriam realizados pela metade”.

E aí, qual seria a sua opção?”

Na verdade, essa é uma luta constante, existencial, uma luta entre a razão e a emoção. Uma luta que permeia a existência de todos nós e que eu duvido tenha uma resposta que possa ser considerada totalmente correta.  

Reproduzindo o conceito dessas filosofias de vida, eu digo: a maior sabedoria é a que faz com que você percorra o caminho que vai da cabeça até o coração, indo e voltando o tempo todo, se utilizando dessa habilidade para a tomada de uma decisão.

A cabeça, como o exemplo de pensamento lógico, sensato, que toma por base as vertentes dos riscos e benefícios de uma atitude. Já o coração, esse evoca toda a alusão ao sentimento, aos valores intangíveis que envolve o impulso e a emoção de uma ação.   

Nesse sentido, a fada, nada mais é do que essa aptidão. Uma aptidão que pode nos conferir a capacidade de enxergar o mundo, na medida e do jeito certo. Parece até meio utópico já que, nós, meros mortais, somos limitados pelas imperfeições do desenvolvimento cognitivo.

De certo que a felicidade se encontra em movimento, por isso o viver requer coragem e ação. É preciso seguir em frente, trabalhando no seu desenvolvimento pessoal, e, entre os erros e acertos, conferir o saldo do que foi positivo.

Acredito que cada um de nós deva ser protagonista da própria história. Que entre o viver e o existir, cada um corra os riscos que forem necessários, para colher o melhor do que a vida tem para oferecer.

 

Aélio Jalles (Lelo)



 

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quinta-feira, 20 de março de 2025

Meu desejo mais maduro


 

Quero mais um dia preguiçoso nos seus braços..........

Quero o devaneio dos desejos mais devassos, os pensamentos que nos deixam mais ávidos, permeando o carma, o que vem do êxtase, deixando somente os dois corpos em pedaços........ 

Depois de tudo, quero mais me deixar repousar nos seus abraços, pelas premissas dos beijos dados, do carinho que enaltece o amor mesmo depois que findam todos, aqueles loucos amassos.......

O carinho, agora suave, das suas unhas que deixaram minha pele em farrapos, ou das minhas mãos, que antes firme, agarravam seus cachos, e que agora se deixam deslizar por entre os fios, delicadamente desfazendo os laços..........

Já nem mais penso, só vivo o êxtase de tudo o que se fez em cada um dos nossos atos, sabendo que foi a energia da troca que nos levou aos fatos, findando o todo, fica ainda a cadencia da caricia, no vai e vem dos nossos pés descalços.......


Aélio Jalles (Lelo) 

 

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terça-feira, 11 de março de 2025

Amigo irmão........


 

Na melhor conjugação da palavra, amigo é um anjo que a vida nos oferece para florir a estrada da vida. Uma concepção pessoal, mas que ganha ênfase quando eu consigo perceber a prática dessa relação e o bem que ela faz a vida um do outro.

 

Dentre alguns bons exemplos que eu gosto de observar, um em especial me despertou o sorriso desses dias. Foi uma demonstração da relação entre duas irmãs, onde uma fez, mais uma vez, o registro da incondicionalidade dessa ligação.     

 

Existe uma lenda chinesa que fala da ligação, da fortaleza da relação entre duas pessoas predestinadas. É como se uma fosse ligada a outra por um fio invisível, um fio que não se rompe e que faz com que elas permaneçam ligadas por toda uma existência.

 

Não estou me referindo a relação carnal, de casal de qualquer espécie. Nesse caso eu me refiro a ligação das vidas, uma ligação que independe de todo o resto, mas que faz com que essas duas pessoas tomem para si a responsabilidade, como se a felicidade de uma, fosse literalmente a prerrogativa da felicidade da outra.

 

Uma relação que faz de amigos verdadeiros irmãos e transforma irmãos em amigos inseparáveis. Mesmo com todas as diferenças comportamentais, essas pessoas se protegem, se ajudam, elas se tornam complementares, servindo de suporte, para a necessidade uma da outra.     

 

Essa é uma relação que transcende qualquer conotação de valor. Essa é o tipo de relação que não se compra, ela é construída por uma imensidão de detalhes e valores. Uma teia que se entrelaça por condições extremamente raras e por isso mesmo, é considerada tão valorosa.  

 

Nós vivemos em uma sociedade que estimula muito a competição, que provoca a disputa e que cria, de forma automática, a cultura destrutiva do embate. Uma cultura que defende o tal do “primeiro eu”, do egoísmo. Por isso mesmo esse sentimento que representa o todo do que é amizade, precisa ser sempre regado.

 

Essa mesma sociedade esquece que; o que nos trouxe até aqui foi o conjunto. O que nos fez mais fortes, diante dos desafios da natureza, foi exatamente a união de forças, a presunção da formação de uma sociedade. Uma sociedade que necessita da correlação de vidas para crescer e se proteger.  

 

Quem já teve a oportunidade e já experimentou, sabe o valor de uma relação assim, sem medos, sem necessidades previas. Uma relação de confiança plena, onde os dois se reconhecem, conhecem os defeitos e limites do outro. Uma relação que oferece a certeza do apoio, dessa força extra quando a necessidade aparece.

 

Como já dizia o poeta: “um mais um, é sempre mais que dois. É por isso mesmo que uma amizade agrega um valor imensurável, a vida da gente!       

 

 

 

Aélio Jalles (Lelo)

 


 

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A mentira de mil vezes

O efeito da chamada “Mentira Ilusória” já é de senso comum e os efeitos dela sobre a ação cognitiva do ser humano, também. Não, eu não sou p...