quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Filhos, o registro mais doce da existência



Eu tenho a convicção de que meus filhos me foram enviados pelo universo como dádivas. De alguma forma essa ligação de vida faz parte de uma trama maior, uma trama do processo de desenvolvimento espiritual, uma trama que se faz expressar em meio ao turbilhão que é a vida.

Não é uma relação de perfeição, isso é um fato. Nos vemos, percebemo-nos e nos questionamos durante toda essa trama da vida. Como pai, sei que cada um de nós procura acertar na forma e na medida de tudo aquilo que é feito.

É engraçado perceber que os ciclos da vida vão se repetindo e nos apresentando as curiosidades. Fui tão questionado quanto as atitudes, do que eu cobrava e exigia desses filhos, do que eu determinava, e hoje vejo a repetição do ciclo.  

A mesma questão da alimentação, por exemplo, do que eu obrigava e direcionava para comer, vejo repetido com a mesma ênfase nas minhas netas. São outras verdades é claro, são outras as informações disponíveis e é outra a aplicação, mas a conduta e a determinação se seguem na mesma valia.  

Também critiquei meus pais, também jurei não cometer os mesmos erros, mas o fato é que acabei cometendo, além de alguns dos mesmos, outros. Experimentei de sentimentos como a arrogância das minhas certezas, ao oposto, a insegurança apontada em situações que fugiram das minhas mãos.

E entre uma coisa e outra, tem a vida que não para um só instante, que não nos deixa repensar e que muito menos aceita rasuras. Hoje eu entendo que não existe uma coisa única que faça a vida valer, que ela se faz por um conjunto de muitas situações e acasos.

O fato é que os filhos são os registros mais gratificantes da nossa existência.  Eu queria encontrar a forma certa de dizer isso a eles, de poder descrever com as ênfases necessárias, que eles são os frutos mais representativos da grandeza da minha vida.

Quando um dia eu fechar todos os meus capítulos, quando não tiver mais a chance de escrever, quero ter deixado destacado esse capítulo, o dos meus filhos. De alguma forma, quero ser merecedor de um reconhecimento carinhoso, de ter sido capaz de deixar algumas boas marcas nos corações deles.     

Meu sentimento é que essas marcas ecoariam como o registro mais doce da minha existência.

 

 

 

Aélio Jalles (Lelo)




 

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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

A comemoração do "vitalício"



Diante das comemorações do natalício de tantos amigos e agora do meu, percebo a importância de ter conseguido chegar até aqui e cheio de amigos. E como bem disse um desses, um amigo e irmão, um desses de tantas etapas de vida: “o importante é comemorar a vida enquanto nós estamos vivos”.

Tomando então como base essa nossa durabilidade, me dou ao direito de usar o termo como licença poética e dizer que estou comemorando mais um “vitalício”. É a ideia de ressaltar essa capacidade de ter driblado tantas conjecturas e de ter sobrevivido em meio ao que foi necessário viver.

Orgulhosamente eu posso dizer que faço parte de uma geração de sobreviventes. Uma geração que soube se adaptar as mudanças, superar seus percalços, e sempre que pode pôr o pescoço de fora, sorriu, brindou e soube se fazer feliz.

Então diante dessa exposição, deixo claro a necessidade que temos de agradecer aos que durante essa nossa existência, de alguma forma se fez presente ao nosso lado. Mesmo entendendo que as amizades não são eternas, tenho certeza de que as sementes por elas plantadas são.

Todas as energias que foram trocadas, todo amor que foi dado e recebido, toda disponibilidade que foi ofertada, deixou suas marcas em cada um de nós e para toda a eternidade. Hoje cada uma dessas marcas que se apresentam nos nossos rostos, estão eternizadas nos nossos corações.   

Cada um dos nossos amigos, em algum momento, nos empurrou, nos chacoalhou, nos acalentou, ou nos estendeu a mão. Foram essas pessoas que nos ajudaram a desenhar o caminho que percorremos e tenho certeza de que para alguns deles, nós deveríamos dedicar mais de um capítulo dessa nossa história de vida.  

Você não tem como entender como é realmente visto pelos amigos. Bem ou mal, independentemente de como cada um possa nos enxergar de verdade, nos perceber, eu diria que o fato de ter estado presente, já vale dedicar a existência deles, a nossa gratidão.  

Parafraseando o Jorge Vercílio, eu diria que: a vida nos conduz de mão em mão, de amigo a amigo, e nos oferece a oportunidade de viver momentos mágicos. 

Olhe em volta de você mesmo e perceba que: a energia que esses amigos emanam é capaz de ressaltar as felicidades vividas, em cada um dos ciclos, desses nossos “vitalícios”.

 

Aélio Jalles (Lelo)




 

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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

A cultura hierárquica do ter


No conceito “Aristocrata” da educação a que todos nós brasileiros fomos sujeitos, o trabalho é para escravos, ou no máximo, para os subservientes. Na cabeça dessa sociedade, esses são seres humanos, os ditos trabalhadores, que vieram ao mundo somente para servir aos caprichos dos detentores do poder e do dinheiro.

Dar valor econômico ao conhecimento intrínseco de quem sabe fazer as coisas, em uma sociedade que não sabe dar valor ao trabalho, é muito difícil. Fazemos parte de uma sociedade que não sabe reconhecer o valor econômico do saber fazer, da competência, de uma forma mais generalizada.

A nossa formação social vem de uma cultura hierárquica do ter, sem dar muita importância ao que você realmente é, ou representa. O ato de possuir bens, não importando de onde vem essa posse, oferece ao detentor um status, uma posição social, também não importando o esforço, muito menos a legitimidade dessa posse.

Em um conceito muito bem apresentado pela Marilena Chauí, somos uma sociedade comandada pelos herdeiros. Pessoas que já nasceram em “berço de ouro”, sem a necessidade de batalhar pela vida e que muito pouco conhecem dos valores do trabalho e da meritocracia. Com todo respeito as exceções, é claro!

Para comprovar isso, basta que sejam analisadas as linhagens dos nossos congressistas. Temos um congresso repleto de filhos, netos, genros e apadrinhados das famílias que se dizem nobres, e que estão lá para representar somente interesses particulares dessas famílias, sem jamais representar os reais interesses do povo. Mais uma vez quero deixar claro o meu respeito as exceções.

Esses mesmos excelentíssimos senhores, esquecem que o que acontece com o povo pesa sobre a vida deles. Quanto melhor e mais saudável for a sociedade, quanto mais bem desenvolvida, mais vamos ter uma adequação cotidiana, com bem menos violência e muito mais serviços de qualidade, por exemplo.  

O investimento em cultura provoca mudança, uma mudança que promove a qualidade dos contextos e isso implica nas condições de vida, inclusive desses herdeiros. É o que faz o entorno da vida de todo mundo ser muito mais saudável e é exatamente o que se ouve falar dos países com uma maior evolução social.

A cidadania cultural é a transformação da maneira de enxergar, de querer fazer com que o país dê certo. É importante a compreensão de que o engrandecimento do todo, traz benefícios diretos, inclusive, aos interesses pessoais e privados desses mesmos herdeiros.  

 

Aélio Jalles (Lelo)




 

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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Uma vírgula antes do fim


Existem passagens na vida que nos afligem de tal forma, que até parece que o mundo nos virou as costas e a vida se transformou em um erro irreparável. Até parece que não existe uma saída provável, ou uma lógica qualquer que permita a existência de uma alternativa plausível.

Nesse momento, existe dentro de cada um de nós, uma vontade muito latente de acabar com tudo, como se isso realmente fosse capaz de resolver o problema.  Tudo como se esse instante final, fosse capaz de nos devolver a paz.    

Ninguém quer, de sã consciência, desistir da vida, na verdade essa pessoa só quer eliminar a dor que está lhe corroendo. É necessário entender que o desatino da interrupção da vida, acaba levando junto parte, pedaços das pessoas que rodeiam essa mesma vida.

Ela fere e profundamente, exatamente os mais chegados, os mais queridos. Sem falar que ainda fica a herança maldita que foi deixada para vida dessas mesmas pessoas. Quem mais conviveu, quem foi mais próximo, vai carregar nos ombros o peso dos resquícios dessa conta.   

A questão é que a vida não tem rascunho, não dá para apagar e reescrever o que já foi vivido. E mais; sempre existe um preço que, necessariamente tem que ser pago. Ninguém pode voltar no tempo, mas o desespero jamais vai ser um grande conselheiro. 

Olhe para o mundo e imagine as milhares de dores, os milhões de desesperados que circulam por aí. Em cada casa você pode encontrar, mesmo coberto pelas dores do mundo, sorrisos capazes de iluminar, abraços acolhedores, atitudes que são capazes de abafar essas dores e oferecer uma força surpreendente.

Não dá para pôr um ponto final na vida por conta própria. Por um acaso, como disse Augusto Cury, no Vendedor de Sonhos, cai muito melhor por uma vírgula, repensar, redirecionar as velas e buscar no fundo do coração os motivos para continuar escrevendo essa história.  

Uma das maiores lições de resiliência humana, que eu pessoalmente já vi, vem de um desenho animado infantil, Procurando Nemo, quando a Dory, a personagem perdida na imensidão dos mares e na sua própria falta de consciência diz: “mesmo quando a vida decepcionar, continue a nadar!”

Não se deixe abater, não se dê o direito de ter a opção de desistir. Jamais pense em por um ponto final na sua história, ponha sempre uma vírgula antes e “continue a nadar!”

 

 

Aélio Jalles (Lelo)



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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

A linha de um patriotismo real



Como ser patriota em uma nação que não consegue dar vazão a sua própria identidade?

Em uma opinião bem pessoal, o patriotismo só pode ser construído quando se cultiva o orgulho de uma identidade representativa da pátria. É fundamental o reconhecimento cultural, a exacerbação de um senso de pertencimento, sem o qual ninguém se apega a nada.

Na obra de Mário de Andrade, Macunaíma, o personagem questiona a formação da identidade brasileira, com uma base europeia se sobrepondo aos elementos indígenas e africanos.  A história, através das aventuras do "herói sem caráter", se reflete sobre o que é essa identidade, explorando o desapego do bem comum, pela busca dos benefícios pessoais. 

Uma referência dos motivos que levaram o brasileiro, de forma geral, a olhar para o patrimônio público, como não sendo de responsabilidade de ninguém. É como se esse desastre não caísse sobre os ombros de cada um de nós, como se o cidadão não devesse cobrar nada a ninguém por isso.    

Tem que existir uma mudança de chave que possa ressignificar esse sentimento sobre o que é patrimônio do povo, como sendo meu também. Cada um de nós deve ter parte dessa responsabilidade, e como sendo de todos, os que assumem o poder, tem e devem prestar contas disso.  

Tudo aquilo que é público tem o dever de ser acessível a todos. Não se pode e nem se deve permitir a apropriação indevida, o uso particularizado do que deve servir a todos. O patriotismo, é um sentimento de amor, de apego, e para que esse sentimento aflore devidamente, é necessário que cada um se sinta como parte integrante desse todo.   

O patriotismo nasce de uma combinação de inclusão e respeito. Só se cultiva um sentimento assim com orgulho, identificação e com responsabilidade, por isso mesmo, o cidadão patriota tem que ser altivo, com uma cobrança crítica, enfática e construtiva.

Precisamos acabar com esse “complexo de vira lata” ilustrado pelo Nelson Rodrigues. Nós temos uma cultura multifacetada sim, diversa e muito rica. Uma cultura que deve e tem que ser reconhecida pelo seu povo, para que todos possam se sentir empossados da razão e orgulhosos de ser brasileiro.

Reconhecer, amar, se sentir como parte, essa é a linha que tem que ser adotada para a construção de um patriotismo real.

 

Aélio Jalles (Lelo)







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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Crítico ou problemático


Segundo Mario Cortella, nós não nascemos prontos!

É como se tivéssemos sido tirados do forno antes da hora, com a necessidade de complementar o nosso processo de formação, principalmente o aprendizado de raciocínio, com a roda da vida girando. 

Na nossa formação existem lacunas de pensamento que são complementados pela convivência com o outro. É a família, os professores, os amigos, o convívio com os nossos círculos sociais que ajudam na construção do nosso senso, da nossa forma de pensar e agir.   

Na sociedade moderna, nós estamos sempre sujeitos a informação que vem das mais diversas formas de comunicação e essa informação nem sempre é limpa. Boa parte dessa informação é direcionada a formação de uma consciência distorcida.

Tomemos por exemplo a mídia de consumo. Por meio dela você se sente menor por não ter uma roupa de marca, um telefone de última geração, ou seja, você se sente menor por não poder ter, sem a menor importância ao que você realmente é.   

Você chega a esquecer que ser bom deveria ser gentil, ser solidário, ser dinâmico, ser participativo. A questão é que essa mesma mídia destaca quem tem status, dinheiro, posição social, sem nenhum tipo de medida sobre o caráter.     

Esse é o condicionamento empregado pela mídia de consumo, estampada nas novelas e nas propagandas muito bem elaboradas. É através dessa informação distorcida, repetida dia a dia na cabeça das pessoas, que se formam valores também distorcidos de consciência.

São pessoas qualificadas, muita bem formadas, que empregam suas capacitações na formação dessa consciência distorcida. São psicólogos, antropólogos que esqueceram que; quanto maior forem as distorções sociais, quanto maior for o abismo entre as classes sociais, pior fica a vida como um todo.

Em uma sociedade que passa necessidade, mesmo quem tem condições sofre, paga o preço, por conta da violência que isso gera. Saudável é a sociedade que promove a vida, que estende a mão e proporciona condições dignas aos seus semelhantes.   

Por isso na formação pessoal, todos deveriam se questionar se estão sendo críticos, no melhor sentido dessa palavra. Todos deveriam se perguntar até onde estão absorvendo informações e agindo, sem o devido senso, somente tomando como verdade o que está sendo jogado nas redes sociais.   

A questão é saber se você é capaz de continuar aberto ao processo de aprendizado pela vida, ou se você começa a se entender pronto, cheio da sua própria verdade. Um ser crítico, que pensa, não é intolerante, é respeitoso, é aberto ao novo.

Um ser crítico não impõe, ele abre opções, ele negocia. Ser crítico, nesse caso, é pensar no todo, é promover e proporcionar condições favoráveis ao bem comum.   

 

 

Aélio Jalles (Lelo)




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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Não foi só a mamãe, o papai também me fez.......




 

Definitivamente não foi só a mamãe, o papai também me fez.....

 

Não me carregou na barriga,

mas sem puxar a intriga, me fez dançar nos seus pés.

 

Fez de tudo e um bocado,

de joelho e pé trocado, sem inverter os papeis....

 

Com o pai vem a bagunça,

que foge da segurança e rompe com a sensatez....

 

Ele te joga na vida,

sem se importar com as feridas, te joga mais uma vez.

       

É um grande amor de fato,

o sentimento mais nato, que mostra sua nudez  

 

Meu coração se derrete,

tenho um amor que não se mede, por esse cara que me fez.

 

 

 

 

 

         

 

Aélio Jalles (Lelo)

 

 

 

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quarta-feira, 23 de julho de 2025

A institucionalização do vício


 

Você já reparou como, de repente, as apostas viraram febre, todo mundo está apostando em tudo?

 

O que antes era visto como ilegal, hoje é apresentado como "entretenimento". Só que toda essa facilidade do jogo, não está levando em conta as consequências e um mundo de complicações implícitas a essa prática.   

 

Não sou um especialista, mas é fácil entender que essa conta está sendo paga com a alma das pessoas mais vulneráveis. É que do outro lado da tela, existe gente, gente de carne e osso, gente que já vive no limite do emocional, do financeiro e principalmente à beira de um colapso existencial.

 

Meu avô dizia que: “só se deve apostar o dinheiro que não faz falta. Quando passa disso, o jogo lhe rouba o chão. A pessoa passa a enxergar o jogo como a chance da vida, sem entender que a banca é quem ganha, sempre”.

 

O mais perverso disso tudo é que esse ciclo viciante, faz com que a pessoa continue jogando, mesmo quando já perdeu tudo. É a sensação de quase vitória, as recompensas intermitentes emolduradas em prêmios que reabrem na mente possibilidade de um ganho que nunca vai acontecer.

 

As apostas acertam não só no bolso, elas roubam o discernimento, em um processo muito parecido com o vício das drogas. O apostador não consegue realmente entender que esse é um sistema que foi feito para tirar infinitamente mais do que devolver.

 

E onde está o Estado nisso? Da direita à esquerda, a maioria dos parlamentares aprovou a liberação das chamadas "bets", ignorando esses impactos sociais e as consequências devastadoras que elas estão causando.

 

Eles legalizaram o vício sem oferecer acolhimento, prevenção, educação ou suporte psicológico. Literalmente eles transformaram o desespero popular em um produto tributável. Autorizaram, incentivaram e estão lucrando com isso.

 

Quantas vidas ainda serão destruídas antes que a política perceba o suicídio econômico que é essa legalização do vício está provocando. Jogo não é solução para a fome, para as angústias, para a solidão e muito menos para a economia.

 

A promessa de ganho rápido, normalmente é vendida por quem está ganhando, e ganhando muito, com isso. Não se pode tratar como medida econômica, o que na prática é, a exploração emocional e financeira.

 

Essa institucionalização do vício, na verdade é a institucionalização da negligência, do abandono de um povo a sua própria falta de sorte!

 

Aélio Jalles (Lelo)




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quinta-feira, 10 de julho de 2025

Os registros da nossa existencia



A vida nos apresenta aos amigos de uma diversidade de formas. As vidas que se aproximam pelos laços de família, pelo trabalho, pelas afinidades cotidianas e as outras mais diversas fontes e vias de pessoas que se chegam e se somam a vida da gente. Gente que enche de cor e graça a nossa estadia nesse plano astral.   

 

Eu gosto do convívio, de me sentir parte e integrar os círculos sociais com os quais a vida me presenteou. Um amigo chegou a me dizer que eu era dependente demais dessas amizades e que isso era uma carência, era o meu medo da solidão se exacerbando e ditando as regras da minha vida.

 

Com o amadurecimento posso até dizer que aprendi a conviver comigo mesmo. Mesmo assim considero que os amigos são muito importantes, são como um patrimônio. Eles representam o lado mais bonito da vida e por isso faz bem dar valor, adubar essas amizades, mesmo ciente de que elas não são eternas.

 

É ao lado dos amigos que nós vivemos os momentos mais inesquecíveis. São aventuras, travessuras e alegrias que ficam registradas na memória e que ganham um colorido novo, com novas versões e interpretações, sempre que nós nos oferecemos o deleite de rememorar as situações vividas.  

 

Essa é uma das razões pelas quais eu digo que devemos beber dessa fonte e tirar o melhor proveito possível dessas amizades. Essas amizades devem ser vividas de forma plena, intensa, para que possam ser transformadas em lembranças da melhor qualidade.

 

Eu posso dizer que aprendi a duras penas que; as amizades são dinâmicas, que nem todos os amigos permanecem tão próximos, quanto eu gostaria que fosse. Não da mesma forma; não com a mesma intensidade; não tão presentes quanto foram um dia. É que o tempo e o momento de vida de cada um, são preponderantes e alheios a nossa vontade.   

 

Esses “Encontros e Despedidas”, tão bem descritos na música do Milton Nascimento, se transformam no registro da nossa existência. Nada pode apagar o valor que cada uma dessas pessoas que passaram pela vida da gente, deixa registrado. São essas lembranças que nutrem a eternidade das nossas memórias.

 

Por isso, hoje mais do que nunca, quero abraçar a cada um dos meus amigos, os que ainda posso. Acredito que esses registros vão reverberar o amor da nossa existência, por toda uma eternidade.

 

 

Aélio Jalles (Lelo)

 

 



 

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A mentira de mil vezes

O efeito da chamada “Mentira Ilusória” já é de senso comum e os efeitos dela sobre a ação cognitiva do ser humano, também. Não, eu não sou p...