segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Escravo da Paixão!


 

“Dá-me o homem que não é escravo da paixão que eu o tratarei.”

 De Hamlet a seu amigo Horatio

Willian Shakespeare

 

 

Ser escravo de um amor

Que jamais te enaltece,

Provoca no coração um ardor

Que maltrata e entorpece.

Deixa frágil a emoção

E por pura aflição

É a alma quem padece.

 

Pondo sempre tudo à prova,

Não importa a situação;

Tem sempre uma condição nova,

Vem de pronto a imposição...

Já não existe um ato,

Que na verdade e de fato,

Possa dar satisfação.

 

Sempre tem algo a impor,

Não te oferece um carinho,

Não tem tempo ao teu dispor,

Tu vai ficando assim sozinho.

Não existe um só momento

Onde pese o sentimento,

Que basta se estar juntinho.

 

O amor não é assim,

Com a entrega só de um lado,

Entre pessoas tem que haver troca,

Não pode ser tão pesado.

Reveja com atenção,

Nessa dura relação

Deve ter um algo errado.

 

Entenda de pronto uma regra:

Ninguém manda no amor,

Jamais se pode esperar a entrega

De um sentimento usurpador.

Como podes tu querer,

Em teus braços a arder,

Alguém que te causa dor?

 

Revigora a tua alma,

Olhar para frente novamente,

Sem muita espera e sem trauma,

Rompa o elo da corrente.

Se jogue de peito aberto,

Pois sempre o caminho certo

É mais leve e coerente.

 

Reposiciona as tuas velas,

Não tarde para acordar;

Refaça com tudo as tuas malas

Que a vida vem te buscar.

Tem sempre ali do lado

Um amor novo guardado,

Em um canto a te esperar.

 

Aos amigos vai de encontro,

Reabre a tua emoção,

                     O remédio é tempo e pranto

Para as feridas dessa paixão.

Retira a viola do saco,

Refaz as pazes com o Baco,

Liberta teu coração.

 


Aélio Jalles (Lelo)

 

 

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5 comentários:

  1. Valeu meu amigo. Vamos amar muito e soltar o coração 💕

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  2. Não assimilei o título do texto com o verso em si. Onde uma falta tremenda de amor próprio, misturada com entrega unilateral, regado ao sofrimento pode ser definido de paixão? A rima está perfeita em todos os versos, fato! Mas totalmente fora do contexto do título. Vejo nos versos uma pessoa que sofre por um amor não correspondido, entregue a autodepreciação, onde tem plena consciência da situação vivida, mas lhe falta coragem pra virar a página e encerrar um ciclo, onde coloca no outro a culpa do seu estado, sendo que ninguém é escravo de ninguém, a não ser de si mesmo, por não ter força e coragem pra dizer um basta a uma condição inaceitável e inviável. Eu indicaria como título: “Escravo da Covardia”, para definir esses versos.

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