“Dá-me o homem que não é escravo da
paixão que eu o tratarei.”
De Hamlet a seu amigo Horatio
Willian Shakespeare
Ser
escravo de um amor
Que
jamais te enaltece,
Provoca
no coração um ardor
Que
maltrata e entorpece.
Deixa
frágil a emoção
E
por pura aflição
É
a alma quem padece.
Pondo
sempre tudo à prova,
Não
importa a situação;
Tem
sempre uma condição nova,
Vem
de pronto a imposição...
Já
não existe um ato,
Que
na verdade e de fato,
Possa
dar satisfação.
Sempre
tem algo a impor,
Não
te oferece um carinho,
Não
tem tempo ao teu dispor,
Tu
vai ficando assim sozinho.
Não
existe um só momento
Onde
pese o sentimento,
Que
basta se estar juntinho.
O
amor não é assim,
Com
a entrega só de um lado,
Entre
pessoas tem que haver troca,
Não
pode ser tão pesado.
Reveja
com atenção,
Nessa
dura relação
Deve
ter um algo errado.
Entenda
de pronto uma regra:
Ninguém
manda no amor,
Jamais
se pode esperar a entrega
De
um sentimento usurpador.
Como
podes tu querer,
Em
teus braços a arder,
Alguém
que te causa dor?
Revigora
a tua alma,
Olhar
para frente novamente,
Sem
muita espera e sem trauma,
Rompa
o elo da corrente.
Se
jogue de peito aberto,
Pois
sempre o caminho certo
É
mais leve e coerente.
Reposiciona
as tuas velas,
Não
tarde para acordar;
Refaça
com tudo as tuas malas
Que
a vida vem te buscar.
Tem
sempre ali do lado
Um
amor novo guardado,
Em
um canto a te esperar.
Aos
amigos vai de encontro,
Reabre
a tua emoção,
O remédio é tempo e pranto
Para
as feridas dessa paixão.
Retira
a viola do saco,
Refaz as pazes com o Baco,
Liberta teu coração.
Aélio Jalles (Lelo)
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Valeu meu amigo. Vamos amar muito e soltar o coração 💕
ResponderExcluirMuito bom!!
ResponderExcluirGostei
ResponderExcluirAdorei a rima!
ResponderExcluirNão assimilei o título do texto com o verso em si. Onde uma falta tremenda de amor próprio, misturada com entrega unilateral, regado ao sofrimento pode ser definido de paixão? A rima está perfeita em todos os versos, fato! Mas totalmente fora do contexto do título. Vejo nos versos uma pessoa que sofre por um amor não correspondido, entregue a autodepreciação, onde tem plena consciência da situação vivida, mas lhe falta coragem pra virar a página e encerrar um ciclo, onde coloca no outro a culpa do seu estado, sendo que ninguém é escravo de ninguém, a não ser de si mesmo, por não ter força e coragem pra dizer um basta a uma condição inaceitável e inviável. Eu indicaria como título: “Escravo da Covardia”, para definir esses versos.
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