Nós vivemos em sociedade,
e, de uma forma qualquer, dependemos um dos outros. Isso independe da concepção
individual de alguns que se acham melhores, maiores ou até mesmo se imaginam
independentes da humanidade. No meu modo de ver, por ignorância ou mera estupidez.
Na minha boa fé, eu penso:
foi exatamente essa associatividade dos seres humanos que nos fez tão fortes e
duradouros diante do mundo. Foi por conta dessa associatividade que vencemos,
em parte, a capacidade da natureza de se renovar. Nós, seres humanos,
inventamos a velhice.
Saímos de qualquer linha
estabelecida e fomos parar no topo da cadeia alimentar. Agora estamos
vivenciando o desafio da convivência, no estabelecimento das relações, na
construção do que se pode chamar de dinâmica da consciência coletiva.
Então, entendo que essa
consciência social é dinâmica pela necessidade de se renovar constantemente, de
se moldar aos conceitos e preceitos de cada época. A evolução das relações gera
a necessidade da evolução do entendimento acerca da convivência em sociedade.
O conceito de civilidade
difere do conceito do “Politicamente Correto”. Dentro da minha compreensão, a
civilidade está muito mais ligada à ética, à conduta do que se faz simplesmente
pelo bem-estar geral, porque e assim que deve ser feito.
Ética, em
uma definição simplória, é tudo aquilo que se faz porque é bom, porque é justo
e porque coloca o respeito ao que é coletivo acima dos interesses individuais.
Ética ou, como aqui eu estou querendo traduzir, “civilidade” é a obediência ao
que não é obrigatório.
Isto não
se aprende com teorias. Isso se aprende nos exemplos, nos processos de vida.
Trata-se de uma coisa cultural que vem com a educação, com a conscientização do
papel social que cada indivíduo deve exercer para fazer a diferença na
construção de uma sociedade mais justa, livre e solidária.
Somos indivíduos inseridos
em uma rede de relações. Pertencemos aos mais diversos grupos (família, amigos,
vizinhos etc.), e deles extraímos as condições necessárias para a nossa sobrevivência.
Como integrante desses grupos, somos responsáveis pelo bom funcionamento de
todos os processos dessa coletividade.
Todos, sem uma única
exceção, devem dar a sua contribuição ao contexto de vida e bem estar comum. No
meu modo de ver, a “civilidade” se encontra nos detalhes mais cotidianos. Em
reciclar o lixo, no observar o posicionamento adequado do carro na vaga, na
utilização devida dos bens comuns e coisas do gênero.
A “civilidade” é expressa
por um conjunto de atitudes que possibilitam a atuação de cada um de nós, como
responsáveis, como atores protagonistas de um mundo melhor.
Aélio
Jalles (Lelo)
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A civilidade é essencial para a convivência em grupo. Devemos exercitar os valores relativos ao respeito, tolerância, calma, coragem, amabilidade, responsabilidade, ética, respeito à natureza, cooperação, solidariedade, justiça, entre outros que alimentam o nosso caráter e guiam a nossa conduta. Excelente texto que nos faz repensar nossa conduta diante da sociedade e deverem em comum. Bem a calhar essa reflexão tão bem desenvolvida na semana da Independência do Brasil. Show!!
ResponderExcluirConcordo, mas infelizmente o senso de responsabilidade de muitos de nós está cada vez menor. As pessoas acham que podem fazer o que quiserem sem ter que arcar com as consequências de seus atos.
ResponderExcluirMuito bom. Parabéns pelo texto
ResponderExcluirBarbara Tula
ExcluirA consciência de Civilidade na sociedade está cada vez mais rara, antes de tudo o respeito: pelas pessoas, animais e ambiente. Estamos vazios por dentro, sem amor ao próximo. Um abraço e parabéns.
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