“A grosseria é muitas coisas,
e sempre uma arrogância......”
Encontrei essa frase no meio de textos perdidos. Não consegui encontrar um autor, mas achei o texto instigante à abertura de um bom raciocínio. Eu sei que todos nós dispomos de um “Gênio Implicante”. Uma alusão a esse limite que cada um tem para deixar fluir a raiva, a brutalidade, a grosseria.
Chamei de “Gênio Implicante” por ser um momento em que a capacidade de
raciocínio se apequena e a pessoa não consegue medir as consequências. Ela
simplesmente sai dando “patadas” sem a noção exata se a outra pessoa vai
suportar, de como elas serão absorvidas, ou até mesmo se elas não vão atingir
outras pessoas.
Isso sempre tem uma medida. Isso fere, magoa, fragiliza as relações e,
por mais resiliência que a outra pessoa possa ter, vai acabar acontecendo de,
em um momento, essa pessoa se magoar de forma mais profunda. De tantas
pancadas, uma delas pode bater em um lugar mais sensível.
Na verdade, ninguém merece ser saco de pancadas de ninguém.
Quando a pessoa permite que o seu “Gênio Implicante” tome conta do seu
raciocínio, naturalmente ela começa a agir sem pensar. Ruim para ela mesma.
Esse comportamento faz com que naturalmente as pessoas se afastem. Ninguém
gosta de espinhos!
Se essa situação, mesmo acontecendo esporadicamente, já
trás consequências ruins, imagine para quem tem esse gênio pesado à flor da
pele. Imagine para a pessoa que considera normal fazer uso dessa
irritabilidade. Algumas pessoas acreditam que se não for batendo nas outras não
conseguem nada.
Existem pessoas que acham que os seus problemas são maiores
que os das outras. Existem pessoas que
querem culpar o mundo pelas mazelas da vida, mesmo que essas mazelas sejam
construídas por elas mesmas. É como se elas não tivessem culpa de nada, que
sempre deve ter alguém ali para ser responsabilizado pelos seus erros.
No meu modo de ver, todas as formas de animosidade se
transformam em amarras que nos levam à solidão. São fatores que nos prendem em
uma vida pequena, que nos proporcionam um mundo sem muita cor e sem muita graça.
Mas esse é um fator que só nos damos conta para o final das nossas vidas.
Em uma ilustração bem lúdica, eu, conversando com o meu
cachorro, costumo dizer: se quer ficar solto, tem que ser bonzinho. Cachorro
valente normalmente fica na coleira, preso em um canto onde ele não pode morder
ninguém. Ou seja; quanto mais valente, quanto mais bravo você for, mais isolado
você vai ficar.
Aélio Jalles (Lelo)

Puras verdades!
ResponderExcluirVdd!!! Ninguém merece gritos ou violência, e muito menos a mulher. Mas o que vejo é homem batendo em mulher covardemente, não sei pq, isso passou ser rotina depois da Lei Maria da Penha, aliás, as leis no Brasil não funcionam. Belo texto. Um abraço.
ResponderExcluirInfelizmente a agressividade está latente em muitas pessoas, nos pequenos gestos, na fala e na forma de se expressar, muitas vezes não é nem percebida pela pessoa que agride, tão “natural” já se tornou a sua forma de se comunicar.
ResponderExcluirA cultura da boa educação, as boas maneiras, deixou de existir em muitos momentos e situações que presenciamos diariamente.
Creio que a cordialidade precisaria ser novamente ensinada e não apenas reforçada e incentivada, como antigamente. Precisamos ter mais amor ao próximo, esse sentimento é a base para melhorar e mudar a vida de muitas pessoas. Sem conseguir amar o próximo não é possível ter empatia.
Texto excelente para a reflexão de nossas atitudes e ações ao próximo.
Excluir"Cachorro valente normalmente fica na coleira, preso em um canto onde ele não pode morder ninguém. Ou seja; quanto mais valente, quanto mais bravo você for, mais isolado você vai ficar."
ResponderExcluirA melhor lição desta crônica é o exemplo do cachorro brabo... o homem sendo seu mair amigo...