A amizade é um
sentimento solto, onde não cabem muitas cobranças, onde não existe, ou pelo
menos não deveria existir, a sensação de posse, de controle, de domínio.
Mas será que você
pode me dizer tudo o que cabe em uma relação embolada pela ambiguidade dos sentimentos de amor e amizade? Até onde nos é permitido viver uma relação e
continuar sendo só amigo?
A gente brinca, sai
junto, se diverte, e isso tudo acaba gerando certa intimidade. De fato, na
condição de amigos, chegamos a participar da vida uns dos outros. Nós vamos
conversando, trocando confidências, dando e recebendo conselhos. A convivência
provoca essa intimidade.
Essa relação faz um bem
danado, deixa a vida mais colorida, mais alegre. Os amigos naturalmente causam
esse efeito!
Você vai vivenciando
os círculos de amizade que a vida lhe oferece, e vai, meio sem querer, buscando
as possibilidades de uma relação mais próxima. Você vai abrindo, aqui e acolá,
a possibilidade de uma ligação mais afetiva, rompendo a barreira da condição de
amizade.
Situações podem
propiciar um apego maior. Tais circunstâncias são gostosas de viver, bem
interessantes. Elas mexem um pouco mais com o coração. Na verdade, essas
situações dão brilho à amizade. Não é difícil acontecer!
A questão é que,
nesses casos, as paixões tornam a relação extremamente instável. Quando o
coração começa a falar mais alto, o apego acaba comprometendo a condição
anterior. Isso sendo bem definido entre os dois, uma coisa bem acordada, não
chega a ser um problema.
Uma boa e bela
amizade, um caso de amor, uma relação utilizada para colorir a vida, na
verdade, faz um bem gigantesco. Não estou aqui querendo fazer apologia ao amor
livre, sem compromisso. Não acho que a ausência de responsabilidade na relação
seja muito diferente de um encontro fortuito, onde um não se incomoda com o
outro.
Penso eu que, uma
relação, que parte de uma boa amizade, já não entra nessa premissa. Os amigos
se importam, se preocupam uns com os outros. Amigos de verdade promovem o bem
estar, ajudam quando necessário, empurram a gente para frente. A amizade naturalmente
já nos impõe alguma responsabilidade!
Em uma relação na
condição de amigo, os cotidianos devem ter suas afinidades, as conversas devem
ter uma boa relação, e as dinâmicas de vidas, obrigatoriamente, devem se
perceber harmônicas. Portanto, a “amizade colorida” se trata de uma relação
extremamente delicada, e é muito importante que exista uma clareza acerca dos
sentimentos dos dois.
Não se pode pensar
que uma relação como essa venha a ferir ninguém. Não se pode permitir brincar
com os sentimentos alheios, como se não existisse uma consequência.
De qualquer forma,
todo mundo busca uma relação que seja mais que amizade, uma relação mais
chegada e que possa proporcionar mais estabilidade sentimental. Uma relação
onde a troca de sentimentos seja mais direta e onde ambos assumam o compromisso
de parceria.
Só que, temos de
reconhecer, não é tão fácil conseguir encaixar outra pessoa no nosso cotidiano.
Embora estejamos cada dia mais carentes de companhia, a realidade prática nos
obriga a relativizar tal necessidade.
Por isso, eu acho que
todas as relações deveriam ter início através da condição de amigos. Só depois
de medir as afinidades, de apreciar as virtudes, de reconhecer os defeitos e
aprender a respeitar os limites é que se deveria tentar algo a mais.
E é por isso que eu
digo as minhas amigas: Tudo deve começar na condição de amigo!
Aélio Jalles (Lelo)
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