sexta-feira, 29 de julho de 2022

Os sabores da vida!




 

Quantos sabores podem ser traduzidos em uma boa relação de parceria, de cumplicidade, de amor e amizade. Do encantamento que brinda o cruzamento entre os olhares apaixonados a um beijo com o sabor de cereja, ou tudo aquilo que simplesmente é capaz de rechear uma relação.

Tenho meus bons momentos comigo mesmo, mas nunca gostei muito da solidão, até acho que sei conviver com ela, mas nunca consegui gostar dessa coisa de isolamento demasiado. Acho que isso leva a uma exclusão da vida, como se de propósito você se deixasse fora do contagio das alegrias.

Eu pessoalmente vivo hoje uma mistura de sentimentos, acredito até que não seja o único, que não seja só comigo, mas nessa ilustração dos sabores, sinto a falta de um sabor em especial, um sabor que seja um pouco desse todo da vida. A mistura perfeita que leva do companheirismo ao sentimento de pertencimento, da cumplicidade ao amor e porque não; sexo!

Certamente eu devo ter meus pecados. No decorrer da vida devo ter deixado passar um alguém capaz de me oferecer isso tudo que busco hoje de forma tão intensa. Posso ter deixado de abraçar alguém que eu devesse, ou mesmo ter deixado de dar a atenção devida e ter permitido escapar esse alguém que seria tão especial hoje na minha vida.

Não faltam flores no meu caminho! Isso me faz pensar que plantei muita coisa boa pela estrada da vida. Eu também sei que tenho um coração cheio de amor, um coração capaz de distribuir carinho e às vezes sinto que me falta só à competência para que isso chegue à pessoa certa.

Esse é o detalhe que preciso trabalhar melhor, o detalhe da competência. Espero que esse pouco de maturidade a mais, adquirida no caminho que trilhei até aqui, possa me ajuda a corrigir e me dar essa assertividade!  

 

Aélio Jalles


quinta-feira, 28 de julho de 2022

Os amigos são anjos que se encarregam da nossa felicidade!

  

 

     

    

 

 As mudanças do cotidiano de vida dessa pandemia mexeram muito com os fatores psicológicos de muita gente, inclusive comigo. O tempo, o momento de vida e as condições, que a pandemia vem impondo, estão me ensinado a conviver melhor comigo mesmo. Acredito que esses fatores estão me preparando para um novo momento de vida, mas tenho sentido muito a falta dos meus amigos.

 

Eu sempre gostei de convívio, de casa cheia, de me sentir parte e de integrar os ciclos sociais, com os quais a vida me presenteou. Tais grupos se derivaram das rodas de trabalho, da família, dos amigos do bairro, da caminhada da praça, do condomínio e de tantos outros momentos. Amigos das mais diversas fontes que se somaram à minha vida. 

 

Com alguns, pela proximidade e afinidade, tive a possibilidade de viver momentos inesquecíveis. Aventuras, desventuras, travessuras e alegrias, que foram ficando gravadas na memória. Hoje, as histórias fazem parte das minhas mais belas recordações. Muitas situações serão lembradas, e relembradas, nas rodas de conversa. 


São pensamentos que ganham um colorido novo a cada vez que me dou ao deleite de falar sobre eles. Por fim, tornam-se várias versões, dentro do que a criatividade que o bom floreado possibilita. Eles enchem de cor e graça, esse meu cotidiano.

 

Uma vez, um amigo me disse que eu era muito dependente das pessoas, que eu tinha muito medo da solidão. Pois bem, a cada dia que eu passo, neste plano espiritual, tenho cada vez mais convicção de que não se trata de medo algum. Os amigos, para mim, representam o lado mais bonito da vida. Eles são importantes sim e, talvez, o meu maior património. 

 

Eu sei que a amizade é dinâmica, e que os amigos nem sempre permanecem tão próximos: não da mesma forma; não com a mesma intensidade; não tão presentes quanto foram um dia. Esse é um fato e uma lição que aprendi a duras penas. Mesmo assim, nada apaga o valor que cada uma dessas pessoas, que passaram pela minha estrada, tem.

 

A vida te apresenta amigos por diversos meios. Essas amizades devem ser vividas de forma plena. Viva! Beba intensamente cada gole, cada momento dessa relação para que, se um dia ela se desviar do teu caminho de vida, ela deixe boas lembranças. A saudade dos bons momentos e as histórias de vida, você vai poder contar para tantas outras pessoas que podem cruzar esse mesmo roteiro da estrada.  

 

Os “Encontros e Despedidas”, muito bem descritos na música do Milton Nascimento, podem ser dolorosos. Embora a vida imponha suas agruras, é importante entender que a vivência de cada uma dessas amizades, somadas, sedimentaram os caminhos da tua existência. Foram elas que se tornaram os símbolos que constroem a tua história de vida.

 

Essa, mais do que nunca, é a hora de abraçar todos esses amigos. Se nem todos estão por perto, abrace aos que você pode. Abrace aqueles que estão ao alcance do seu braço. Mais do que nunca, esse é um momento em que os abraços fazem a diferença.

 

Eu sempre gostei de gente. Isso me faz sentir, mais ainda, que eu gosto dos meus amigos. São com eles que quero dividir todo o resto dos meus dias, as minhas alegrias, a minha vida!

 

 

 

Aélio Jalles 

 

 


Herdei um cachorro!

 





Eu, na brincadeira da vida, herdei um cachorro!

Falo sobre a brincadeira da vida, porque fui atender a um pedido insistente e por demais recorrente, da minha filha, hoje uma mocinha de 14 anos de idade. A insistência dela era natural, coisa da idade, eu já estava disposto a “levar com a barriga” esse pedido até que ela chagasse a conclusão de que isso não era interessante.

Ai entra em cena uma amiga, com uma cadela que eu imaginava jamais pegar cria. Ela tem a cachorra como se fosse a princesinha da mamãe, uma verdadeira “dondoquinha”, e sob esse julgo eu tinha a mais nítida certeza que esse filhote jamais chagaria a minha casa. Esse foi o motivo pelo qual eu assumi o compromisso!

Na prática, essa brincadeira da vida, me colocou nas mãos o Amendoim! De forma bem específica, definimos que ele deveria ficar sob os cuidados da dita Mãe adotiva, a minha filha. Uma ilusão que não demorou muito cair por terra, ou melhor, a cair no meu colo. Acabei eu com a responsabilidade de criar e cuidar do cachorro. Como diria meu primo, curta e diretamente: Eu quero é que você se lasque!

Esses animais são encantadores e de uma forma bem gostosa estão sempre disponíveis, prontos para oferecer carinho, um carinho que esta sempre ali, gratuitamente. Lógico que a gente se apega, começa a querer bem, a gostar da companhia e desse carinho que eles oferecem toda vez que você chega. Apesar de toda a mão de obra, trabalho e responsabilidade que eles geram não se pode evitar o apego!

Pois é! Eu estou caidinho por esse amor. Cheguei a sentir ciúmes porque minha filha levou o cachorro para passar uns dias na casa da mãe dela. Uma saudade aliviada é certo, mas não tenho como negar que essa pontinha de ciúmes apareceu. É que o cachorro virou meu companheiro, só falta aprender a beber para virar meu chapa!

Todos os dias ele me acompanha na caminha da praça. São de 07 a 08 km todos os dias, a partir das 05:30 da manhã, uma hora e meia de caminhada. Ele já é conhecido de todo mundo que transita na praça nesse horário. Os estudantes, a turma da parada de ônibus, sem falar que ele já virou meio que o xodó da minha turma amigos da praça, o grupo que caminha junto nesse horário.

Ele é bem disciplinado, todos os dias perto das 05 da manha, ele senta na porta do meu quarto e começa a me chamar. Sabe aquele chorinho, aquele gemidinho que senão for atendido vai aumentado. As 05 da manha ele está ali, prontinho para ir para a praça. 

O problema que eu estou vivendo é que ele não sabe o que é final de semana. Ele não entende que sábado pela manhã, nesse horário, a ressaca pede uns minutinhos a mais de descanso. Não posso dar cerveja a ele, é lógico, mas espero encontrar outra maneira de ensina-lo que sábados, domingo e feriado, o passeio da praça fica para mais tarde e é sempre mais curto.      

Pois é, sobrou para mim. Eu herdei um cachorro!


Aélio Jalles


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Sonhei contigo!



 


Por um minuto, vi a vida passar assim, totalmente sem pressa. Eu nem queria que ela passasse. Aquele era um momento para se degustar com calma, deixando-o se esvair aos poucos, como em uma névoa tênue que simplesmente não se pode segurar nas mãos. 
 
Me vi “engraçadamente" risonho. Era um sorriso que brotava do nada, e do nada se fazia ficar, me deixando com uma cara de bobo. Do encanto do sonho, eu sentia a felicidade, mesmo que eu nem compreendesse todo o significado dele, nem o porquê de ele ter sido tão pouco. Bem que podia até ser eterno!
 
Mesmo acordado, não me contive. Dentro do meu coração, a súplica da vontade de continuar sonhando gritava. Era o pedido para que eu novamente adormecesse e deixasse mais uma vez que aquele sonho tomasse conta da minha mente. Ah! Como eu queria retomar aquele encanto. 
 
Tão pouco te tive ao meu lado. Pequenos foram os espaços de tempo que eu pude brindar-me da tua companhia. Mas mesmo sendo tão breve, o tempo que usufrui da tua presença, menos ainda foi o tempo em que tive a oportunidade de chamar a tua atenção. Declaro que me marcaste de forma contundente e profunda. 
 
Não que isso seja de forma nenhuma ruim, eu acordei com isso, e acordei feliz. De fato não me faria mal algum acordar novamente assim, encantado com a esperança dos novos sentimentos, e mais ainda esperançoso de um capítulo ainda mais encantador no livro da minha vida. 
 
Pois aqui estou eu a sonhar contigo!
 
Aélio Jalles (Lelo)




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Geração nova chance!




 

A geração que se deu direito a uma nova chance!

 

Eu me sinto parte de uma geração que vem se reinventando, tanto na forma de viver, quanto no trabalho, nas condições de vida e, principalmente, nas relações. Nem todos nós conseguimos levar em frente o compromisso do primeiro casamento. Pessoalmente, vivo a frustração de não ter conseguido levar em frente, ou de não ter tido a competência para solidificar as minhas relações. 

 

Não pelo fato de que deveria, a ferro e fogo, ser eterno, ou de uma imposição do “até que a morte os separe”. O que eu penso é que quando assumimos uma relação, quer queira ou não, provocamos mudanças na vida da outra pessoa, e isso nos imputa certa responsabilidade. Quando nos unimos a alguém, assumimos um compromisso, como em uma sociedade, a qual tem como objetivo mínimo a promoção da felicidade um do outro. Não teria sentido pensar em menos do que isso!

 

E é pensando dessa forma que, por vezes me pego observando as relações à minha volta, ou as frustrações da busca pela ruptura da solidão. Olho até para o desfecho dos meus dois casamentos, ou a condição da minha solidão. Essa noção de uma nova chance ganhou um colorido todo especial por eu ter sido testemunha da união de dois amigos. Eles, na verdade, renovaram a relação com a realização de uma cerimônia de casamento depois de mais de 20 anos de convivência. 

 

Eles já tinham uma vida construída, juntos! Mesmo assim, todo o contexto foi realizado como se eles fossem um casal de nubentes. A preparação da noiva, o cronograma do cerimonial, o ar bucólico de uma cerimônia realizada ao ar livre, sobre a grama, com o colorido brilhante da luz de um sol de verão. Mesmo assim, nada foi tão reluzente quanto a felicidade da noiva!

 

Ficou claro a importância que tudo aquilo estava tendo, e que ali estava sendo realizada muito mais que uma renovação de votos. Vendo de fora, me posicionando simplesmente como observador, digo que fui testemunha de uma realização de vida. Eu vi acontecer a celebração da plenitude e, mesmo me posicionando como um sujeito durão, não posso negar que deixei rolar uma lagrimazinha. 

 

Embora nada pudesse ser maior e mais marcante que a felicidade da noiva, eu também fui fortemente tocado pelas palavras da celebrante. Vi minhas emoções mergulhadas na descrição de tudo que deveria ser esse compromisso, o compromisso que assumimos quando nos dispomos a entrar na vida de alguém, e também nos propósitos que deveriam ser levados em conta.

 

Também fiquei muito impressionado com a relação ainda viva entre os pais da noiva. Dois senhores, ele aos 91 anos de idade, ela aos 88. Mesmo com sei-lá-quantos anos de casados, ainda transmitem uma energia positiva de vida, de atenção e de carinho entre eles. Imagino que o caminho não tenha sido de flores o tempo todo. Não tem como avaliar o preço pago por eles para estarem juntos, mas por tudo que eles demonstraram, eu acho que valeu a pena.

 

Nessa onda, quero dizer: valeu a pena conhecer as pessoas, valeu a pena vivenciar a amizade desses dias; valeu a pena conhecer o Thor e a Dna. Teresa; valeu a pena tudo. No entanto, credito um valor ainda maior à energia da esperança pela renovação do amor. Como disse uma amiga, “joga para o universo”! Pois que essa energia positiva de amor seja capaz de encher o universo e inundar as nossas vidas!

 

Aélio Jalles 

 


Uma Carta de Amor!

 



E foi assim mesmo, sem eu esperar, sem eu saber de onde veio, que te vi entrar na minha vida e me fazer saborear mais uma vez esse lado lindo do amor..............

Esse na verdade era o sonho do de ter nas mãos mais uma vez a possibilidade de amar, de viver o deleite de dividir os espaços, de pisotear as chinelas, de encontrar a alegria quando as panelas se batem no desenrolar de um almoço feito a quatro mãos.

A felicidade de um momento como esse, simples, singelo, que se passa meio assim como um mero detalhe de vida, só pode ser vivido, ou melhor, só pode ser sentido ao lado de quem se ama, só pode sentido, curtido, estabelecido, quando se ama. Sem o tempero do amor, pode ter certeza, isso tudo não passa de um mero cotidiano, um cotidiano sem cor e sem graça. 

Como posso não sonhar em ter nas mãos esse amor que fantasia a vida, que põe flores no caminho, que ilumina e torna mais fácil a estrada que todos nós, como seres humanos, temos a obrigação de percorrer. Esse amor, não só faz mais leve o fardo, como cura as dores e feridas, amenizando todas as pedras da caminhada que a vida nos obriga a pisar.  

Não sei onde está esse meu amor, mas não quero desistir de procura-lo. Às vezes penso que esses encontros e desencontros da vida, essas vidas que se cruzam com as nossas, destinos que se cruzam e que por um motivo qualquer não conseguem se encaixar, são como provas da nossa obstinação, da nossa determinação de seguir em frente.

A esse meu amor, deixo claro que lhe quero, que ainda lhe espero, que carrego comigo a certeza de que, por menor que seja o tempo que vamos poder estar juntos,  vai valer a pena!

 

 

Aélio Jalles 

 


Anjos e Demônios de uma vida!



O Ser humano busca a felicidade! 

 

Todos nós ansiamos pela paz, pelas alegrias, pela boa convivência, pelo conforto, pela boa companhia e pelo amor, isso é fato. Só que, da mesma forma, também estamos sujeitos às adversidades, às iras e, até mesmo, ao acaso. Essa é a condição por que assim é a vida! 

 

Embora os detalhes sejam diferentes e específicos para cada uma das existências, as alegrias e felicidades vão se apresentar entremeadas a acontecimentos, testes, provações inesperadas, e até às tragédias. Pode sempre existir um momento em que sua alma se sinta ferida. 

 

As feridas da vida não são exclusivas aos ricos ou aos pobres, a uma cultura, uma nação ou uma geração. Elas vêm a todos de alguma forma. Isso faz parte do cotidiano, e pode ser chamado de aprendizado, na medida em que compõe o crescimento pessoal e espiritual de cada pessoa. 

 

Entre as luzes das alegrias e os nebulosos corredores das tristezas do cotidiano, entrelaçam-se as teias da vida nos cobrando a capacidade de escrever a nossa história, e nos desafiando a transformar situações e, só assim, saber promover o que vamos ser capazes de chamar de felicidade.  

 

Filosoficamente, costumamos dizer que essas batalhas são os nossos maiores mestres. É fato que cada dificuldade promove o nosso engrandecimento e que, conseguir transpor uma barreira, nos faz mais fortes, mais competentes, mais confiantes de que podemos fazer mais e ir mais longe. 

 

Essas provações e desafios podem vir de um desastre natural, de um incidente qualquer, de um infeliz acidente, aquele negócio que aconteceu pela mágica coincidência de você estar na hora errada, no canto errado, e só isso!  

 

Essas situações também podem ser causadas por uma atitude alheia, com ou sem intenção de machucar. Também podem ser causadas pela sua atitude pessoal, ou como já explicitado, de alguma coincidência qualquer. Existem fatos que podem virar a sua vida de cabeça para baixo e impor condições que você jamais imaginou ter que viver. 

 

Eduardo Geannini, em seu livro a Ilusão da Alma, faz uma citação antológica às crenças religiosas dizendo: “Não podemos nos olhar somente como filhos de um Deus benevolente, se faz necessário lembrar que, da mesma forma, somos enteados de uma natureza fria e cruel”. 

 

Dentro dessa ótica, saiba: é justamente essa madrasta vil que vai impor as situações mais diversas, sem se importar se você tem ou não as condições necessárias para suportar. Para ela, não importa se você vai ou não ter chance diante do desafio imposto, ou, até mesmo, de saber se você vai conseguir compreender ao que está sendo submetido.  

 

É por isso que não importa a gravidade do seu infortúnio, é preciso entender que você só tem uma opção, encontrar uma saída, uma alternativa, lutar! Não dá para ver como opções: desistir, deixar de lado ou simplesmente parar de tentar. Nenhuma dessas opções é viável diante de uma vida que é única e que é a sua! 

 

Aélio Jalles 

 


Amigos!


 


E como é gostoso ter amigos!

 

Embora a pandemia tenha nos ensinado a viver de forma mais introspectiva, abraçar os amigos e ser abraçado por eles, para mim, é uma das mais gratas satisfações que a vida pode proporcionar. Fazer parte, integrar, viver as amizades dos círculos sociais que a vida nos oferece é a forma mais clara de ser feliz que eu conheço.  

 

Por isso mesmo agradeço a vida, a Deus, ao Universo, cada um desses amigos. Agradeço aos amigos da Praça pelo convívio diário e as conversar cheias de graça de todas as manhas. Cada um de vocês, sem duvida, são as melhores fontes de inspiração que eu poderia ter para começar o dia.

 

Agradeço a turma do Espaço, do nosso almoço, que eu apesar de só participar das quartas feiras, sou recebido e aceito como um amigo. Uma turma sempre de bem com vida, pronta para distribuir bons presságios, sorrisos largos e muito carinho.  

 

Agradeço aos amigos do prédio, meus vizinhos, sempre ali do lado (isso é a tentativa de um trocadilho), prontos para dividir uma cerveja, para inventar um tira gosto e mais que isso, sempre prontos para acolher ou para atender a uma necessidade. Amigos que brindam e socorrem com o mesmo sorriso.

 

Agradeço aos amigos do trabalho, amizades que afloram nas empresas que presto serviço. Agradeço ao fato de encontrar pessoas que me oferecem a oportunidade dessas boas relações.  

 

Agradeço aos amigos de estrada, das amizades que de forma fortuita e caprichosa vão cruzando o meu caminho e através deles, me oferecendo oportunidades, passagens de vida únicas, de alegria e felicidade. 

 

Agradeço a turma dos Anjinhos, amigos de vida, das aventuras, amigos que já proporcionaram um registro fabulosamente rico da minha existência. Vivemos e vivenciamos a vida uns dos outros. Durante muito tempo respiramos juntos e esse foi um tempo colorido e cheio de graça. Amigos que permanecerão na eternidade das minhas memórias e que eu considero dos maiores presente que a vida me deu.

 

Amigos da família, muito mais que filhos, afilhados e afilhadas, primos e primas, parentes e irmãos de fé, pessoas que oferecem braço, colo, ombro, pessoas sempre tão próximas e tão acolhedoras. Peço licença ao poeta para afirmar: impossível dividir vocês de mim!

 

A verdade é que amigos são anjos mandados por Deus para enfeitar a estradada vida, por isso nada pode apagar o valor que cada pessoa tem na sua vida, nem o que ela representa!

 

 

Aélio Jalles 

 


Angustias!





 Eu vi o amor se aproximar, bater em minha porta, pedir para entrar, mas eu não permiti!

 

Não sei nem mesmo explicar o porquê, mas não consegui abraçá-lo. Eu não consegui devolver o sentimento, mesmo percebendo o quanto ela era uma pessoa interessante. Mesmo sendo alguém com quem eu poderia dividir os meus momentos, eu não consegui retribuir o que ela me oferecia. Pelo menos não da mesma forma, nem com o mesmo conteúdo.

 

Recebi, como troco, a mesma moeda. Acabou que eu me interessei por outra pessoa. Alguém que, da mesma forma, não conseguiu ver em mim algo capaz de oferecer, pelo menos, o suficiente. Eu não obtive êxito para despertar o interesse dessa nova pessoa. Infelizmente, a vida tem seus desencontros, e eu acabei cruzando esse caminho espinhoso!

 

Não me vejo mais em condições de levar alguém a uma vã ilusão, assim como também não quero me sentir enganado. De verdade, não quero entrar em um relacionamento sem sentido. A idade, as angústias e a esperança que ainda reina no imaginário das minhas ilusões, só me permitem uma atitude franca e honesta, comigo mesmo inclusive!

 

Busco uma relação simples, mas honesta para a vida de ambos; um relacionamento capaz de oferecer cor para a vida dos dois. Procuro um alguém que possa me acompanhar em um copo de cerveja, que possa fazer de uma conversa algo agradável; uma companheira para a vida, uma amiga, uma amante. Alguém que me represente!

 

Representar, nesse caso, tem uma conotação bem pessoal, com o significado de fazer parte. Falo de algo como uma ligação simples e gratuita, onde nossas vidas possam se complementar. O prazer, de estar junto, transforma o desejo de felicidade em presença, em apego. 

 

Com muito pouco, acabei descobrindo que tal representação só é possível, lícita e sinceramente, quando a relação é recheada pelo bem-estar de ambos. Quando a presença do outro provoca esse tipo de prazer, não existem palavras para descrever esse encanto. Uma troca de olhares, aparentemente simples e fortuita, faz brotar um sorriso largo e terno.

 

Não estou falando do calor das paixões, estou descrevendo uma representação que nasce do bom senso, da amizade. Me refiro aqui a uma relação que tem como principal ingrediente a leveza, e que, por isso, pode ganhar mais espaço, e se estabelecer em dois corações. Afinal de contas, é a vontade de estar perto que provoca a felicidade pela presença de um na vida do outro.

 

Somente consigo me imaginar em uma relação assim. Não tenho como me sentir confortável percebendo estar fora de tais condições. Não vejo mais graça no fato de me divertir com as “pessoas erradas”. Não tem a ver com a idade, mas sim com o vazio do coração nas relações fortuitas.

 

O tempo tem me ensinado a conviver com a minha solidão, e, acredito, tem também me preparado para esse novo momento da vida!

 

 

Aélio Jalles 

 


quarta-feira, 27 de julho de 2022

Um coração de Motociclista!

 




Ninguém é um motociclista só porque anda de moto!

 

Ser motociclista é muito mais que ter uma moto, dirigir uma delas ou ficar admirando a máquina. Ser motociclista é viver uma energia diferente. Essa energia traz liberdade, espontaneidade e vibração. Viver a vida fora da caixa tem seus risos e riscos, além de um conjunto de coisas que ninguém conseguiu definir por completo ainda.

 

Quem vê de fora sente! Quando se vê um bando de motociclistas reunidos, mesmo sem entender o contexto, sente-se a grandiosidade da energia que emana do grupo. Uma energia carregada de amor, solidariedade e companheirismo: uma verdadeira salada de bons sentimentos. Mesmo parecendo um bando de homens maus, pelos trajes e pelo comportamento rude, o motociclista é um cara cheio de amor para dar.

 

Até hoje, eu não consigo entender essa necessidade de parecer mau. Afinal, em geral, são pessoas grandiosamente boas, companheiros de fé e de jornada que não se abandonam. Essas pessoas têm o coração carregado por uma paixão sem fim, têm corações grandiosos que transbordam de bons sentimentos.  

 

Ser motociclista vai muito além do ato de andar de moto. Para quem quer que deseje ser assim, é preciso sentir na pele o apelo de fazer parte, de andar por aí. É necessário vestir a ideia da liberdade, de sair da casinha, de jogar fora a zona de conforto e, assim, cair na vida. Qualquer pessoa tem que se vestir da emoção e, mesmo sem saber entender, tem que saber puxar a vida que bate dentro do peito e, então, a deixar fluir livremente. Isso só se compara ao efeito de uma paixão carnal!

 

Sim, agente perde a noção do perigo. Às vezes, a gente perde a noção do que é lógica, porque a vida passa a ter um colorido tão brilhante que todo o resto fica ofuscado. Ser motociclista vai além da razão. E quer saber? Esse sentimento aflora de maneira tão natural que, pode-se chamar de paixão. Nesse caso, a paixão pela vida, pela beleza do universo e de tudo aquilo que o mundo nos brinda.

 

Quando se sai por aí pilotando uma moto, com ou sem destino, não é só o vento que bate nas roupas e no capacete. Na verdade, parece mais que é a própria vida que entra pelas frechas. A gente olha para as roupas cheias de vento, e vê que elas estão cheias de vida. É por isso que, nós nos sentimos mais vivos e mais bonitos, muito mais sexys. É bem verdade que ficamos muito mais dispostos e, assim, acabamos por distribuir muito mais amor.

 

Em geral, quem pilota se sente é mais vivo e muito mais feliz!

 

 

Aélio Jalles 

 

A mentira de mil vezes

O efeito da chamada “Mentira Ilusória” já é de senso comum e os efeitos dela sobre a ação cognitiva do ser humano, também. Não, eu não sou p...