sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Amor proibido!



A esse amor digo agora: como fui tolo em te perder!

Como fui tolo em evitar a possibilidade de levar em frente esse amor. Como me sinto frustrado em não ter abraçado essa relação, e me permitido, pelo menos, tentar viver todo o colorido que a vida, ao teu lado, poderia me reservar. 

Eu bem sei que a vida nos exigiria um preço muito alto por essa relação. As inquisições sociais, além de toda a sorte de cobranças, já seriam demasiadamente pesadas, se resquícios dessa relação escapassem ao conhecimento público. Eu não suportaria te submeter a qualquer parte dessa cobrança.

O fato de ter se mantida anônima deu a essa relação a inexistência de qualquer sequela, e isso nos deixou o deleite do lado mais doce. Acho que exatamente por isso, o gosto do quero mais sempre inundou a minha cabeça. A lembrança do cheiro da pele, além da química que envolvia o contato do corpo, ainda me traz de volta o prazer de tudo o que representou estar contigo.     

Como eu posso fazer para te mostrar o tamanho do dilema que eu vivi, ao te negar o meu desejo? Eu até tinha na cabeça os motivos certos. Sabia de cor as razões que me proibiam levar em frente aquela possibilidade. Mas, abrir mão de te ter, de ultrapassar a linha lógica, que eu mesmo havia me imposto, retorceu-me o estomago, e me deixou um amargo na boca que dura até hoje.

Tu chegaste como um anjo, em um momento em que eu estava completamente desencontrado, sem muita convicção de nada. Tu me envolveste; tu me deste colo; tu me acalentaste. Teus afagos e teu carinho me mostraram que os horizontes da vida são diversos, e que basta nos permitir para descobrir a beleza dos caminhos que a vida pode oferecer.

Naquele momento em que te neguei, neguei a mim mesmo. Foi a partir dessa curta relação, que eu experimentei o que a vida nunca antes tinha me apresentado. Esses eram aqueles nítidos momentos em que se tenta esticar o relógio, lutando contra o fato de te deixar sair do alcance dos meus braços. 

Eu sempre aguardei ansioso o nosso próximo encontro, eu sempre acreditei que seria capaz de concertar meu desatino com isso. Só em pensar na possibilidade, eu já me deixava levar pelas mesmas sensações da adolescência, as quais a maturidade ainda me permite.

E assim sigo, ainda hoje, ansioso por um amor que vive, e o qual retomo na memória quando quero resgatar a felicidade!

 

Aélio Jalles (Lelo)

 


8 comentários:

  1. Quem não viveu um amor proibido

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  2. E a maturidade de hoje não seria capaz de ultrapassar as barreiras, e tornar palpável o que antes foi deixado escapar pelas mãos?

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  3. Nesse caso, não! Existe toda uma questão de princípios, de ética, que não merecem ser postos a porva desse jeito. Resistir foi muito duro, mas sei que foi necessário!

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  4. Assim como o texto, existem muitas pessoas que vivem a frustração de um amor não vivido 😔 triste, pessoas que se deixaram levar pelo orgulho, medo e até mesmo pelo q outras pessoas falaram.

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  5. Muito bom o texto parabéns pela criatividade.

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