De uma forma qualquer, a
música está muito ligada à dor de cotovelo, ao sofrimento da perda, à solidão e
coisas do gênero. Como bem disse Vinícius de Moraes: “pra fazer um samba com beleza, é
preciso um bocado de tristeza”.
É a velha “sofrência”, tão
bem descrita nos mais diversos estilos de música e, digamos de passagem, com as
interpretações mais encantadoras possíveis. É a música ligada ao estado de
espírito emocionalmente mais frágil. Talvez exatamente por isso, mais marcante.
De qualquer forma, quero
deixar aqui o meu contraponto e ressaltar as músicas que falam do amor vivo. É
que o encontro das “almas gêmeas”, essa conexão mágica de relações que a vida
pode proporcionar, também tem sua boa representação musical.
Uma sintonia que chega,
dentro do que eu mesmo pude perceber, quando o estado de espírito se volta para
o outro lado, digamos que, mais positivo. É só uma mudança de chave, é só a
apreciação do sentimento em plena vigência da relação, do aqui e agora.
No caso, eu estou só
instigando que se possa puxar a sintonia para esse lado, que eu pessoalmente
acho, mais bonito. Que se perceba toda a beleza gerada na expectativa cantada
pelo Jorge Vercilo, em Monalisa, quando ele diz “E
a vida, tão generosa comigo, veio de amigo a amigo, me apresentar a você”.
Dá para imaginar a
maturidade de um amor que chega já quando nem se espera mais, quando os sonhos
já se desencantaram. Ele foi cantado na voz da Marisa Monte assim “ainda bem, que agora encontrei você,
eu realmente não sei, o que eu fiz pra merecer, você”.
Não tem como deixar de
enaltecer a incrível descrição da saudade de quem está logo ali, a saudade de
quem eu estou prestes a encontrar. Poucas pessoas têm a genialidade do
Dominguinhos para dizer
“tô com saudades de tu meu desejo, tô com saudades do beijo e do mel, do teu
olhar carinhoso, do teu abraço gostoso, de passear no teu céu”
Passaria horas
descrevendo todas as músicas que falam desse amor em plena vigência, e de todas
as formas que ele já foi descrito. Mais ainda, se eu for falar de quanto tempo
eu demorei em acordar e perceber essa sintonia tão gostosa.
Um casal cheio de amor é, na
minha visão, a melhor representação de toda a musicalidade que a vida pode
oferecer. Nesse estágio, quando a paixão transborda pelos poros, é que se
irradia a felicidade de se estar junto.
Um faz a vida do outro, sem
o menor esforço, cheia de graça. Afinal, o mesmo Vinícius de Moraes, disse que “É melhor ser alegre que ser triste, alegria
é a melhor coisa que existe, é assim como luz no coração”.
Aélio Jalles (Lelo)

A música está presente de uma maneira muito especial em nossas vidas. Se existe uma ponte entre corpo, alma e emoções, essa ponte se chama Música.
ResponderExcluirE a representatividade do estilo “vivo”, como é citado no texto: Um casal cheio de amor é a melhor representação de toda a musicalidade que a vida pode oferecer, me faz acreditar que esse sentimento é capaz de mudar a nossa essência e nos tornar um amante da vida.
E nos, meu amor temos uma “coletânea” de músicas viva, que nos representa na mais pura essência do que é o verdadeiro amor.
“Quem diria que você viria sem dizer que vinha?
Porque nunca é tarde
Para apaixonar-se”
Não sei o que seria de mim sem o meu instrumento, a música faz parte da minha vida, do amor, da paixão, o amor está junto com a música. Se as pessoas tocassem um instrumento o mundo seria bem melhor. Música acalma, viaja, transcende os sentimentos. Parabéns.
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