sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Carnavalizando a vida


A vida, mesmo cheia de obrigações e contas, abre espaço, por um curto espaço de tempo, para o confete e a serpentina do carnaval. Um espaço que, muito mais que uma fuga da realidade, ou um momento de alienação, serve como um respiro das pressões do cotidiano.

 

Eu mesmo vejo a festa como uma forma de fazer valer os excessos. É o momento de escancarar as portas e extravasar todas as questões sociais que são oprimidas no dia a dia. É a oportunidade de romper a censura prévia da sociedade, sem grandes danos morais.

 

É que, se for bem observado, pode-se ver nesse instante de tempo toda a subversão apresentada nas estereotipias. São as formas que os desejos mais sórdidos, enclausurados no âmago dos corações, se apresentam ganham forma e força através das fantasias e das performances.

 

“Já sei namorar, já sei beijar de língua”, a questão então era a permissão para sonhar e soltar o verbo. Pois o momento é agora, é carnaval e é a hora de você dizer quem é você de fato. Nada de censura, pois muito além de uma suposta alienação, esse é o momento de reconhecer a sociedade que nós vivemos.

 

Esse é o momento de tomar consciência e de perceber aonde o sapato vem apertando. Esse é o momento em que os padrões e os conceitos são postos à prova e o tempo certo para se perceber as mudanças, os ajustes sociais mais necessários que devem ser feitos.

 

É a hora de entender os novos comportamentos e tomar nota de tudo. É hora de nortear as ações, tomando por base os principais pontos do comportamento, e melhorar as relações humanas seguindo a direção que a própria sociedade aponta.

 

Faz-se necessário o respeito a todos os comportamentos. Não existe mais esse momento onde ninguém é de ninguém. Hoje uma paquera mais insistente é assédio. São readaptações sociais necessárias, mas que ainda não se tem uma total assertividade.  

 

Então, carnavalizando a vida, é importante entender que até a subversão, tão característica do carnaval, tem o seu limite. Existe uma prerrogativa básica de respeito, do qual se precisa ter consciência, mesmo que ninguém saiba exatamente como se aplica.

 

   

Aélio Jalles (Lelo)

 

 

 



 

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4 comentários:

  1. Excelente texto. Bem atual, vamos fazer valer a lei e respeitar a todos sempre. Acredito que essas mudanças fazem parte da evolução dos valores sociais.

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  2. Texto muito bem contextualizado. Para celebrar o carnaval de forma saudável e prazerosa é fundamental respeitar as escolhas e os limites pessoais, garantir que todas as interações sejam consensuais e respeitosas. Feliz Carnaval!!

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  3. Bom dia meu amigo e parabéns.

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  4. Belo texto. Parabéns.

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