Findo o carnaval, é hora de retomar a vida. Em uma alusão à brincadeira
de carnaval, retornar à realidade. O carnaval é a festa dos excessos, o momento
de escancarar, e a oportunidade de deixar fluir os seus desejos mais íntimos, sórdidos,
e que, em outra época, é reprimido pela moralidade social.
De volta à vida de todas essas opressões, nos cabem os ensinamentos.
Sim, essa brincadeira toda deixa lições sérias, para que, em todo o resto do
ano, possamos analisar os comportamentos e reverberar, nas conversas e debates,
as novas linhas de um comportamento social mais adequado. Um processo de
adaptação natural de todas as sociedades.
O que me impressiona, de fato, é que, apesar da religiosidade do nosso
povo, nós ainda tenhamos que conviver com a acentuação das diferenças. Como é
que pessoas que pregam o amor podem amplificar as dissociações sociais, fazendo
questão de apontar as diferenças e criar conceitos indevidos para essa ou
aquela pessoa?
A maioria das religiões ocidentais tem por seu mentor o Cristo. Uma
referência do amor maior, da atitude de paz e da fraternidade. Ele tem em sua
essência o bem comum. É fato que as religiões têm suas falhas, seus pecados, porque,
como ecoa aos quatro cantos, são feitas por homens e homens são falhos.
De qualquer forma, toda a pregação feita, vem de encontro à construção
da dignidade humana, da comunhão entre as pessoas, da conversão do eu em nós e
da partilha do pão. Tudo o que propicia o direcionamento de uma comunhão de
fatores para uma vida mais justa para todos.
Se a maior pregação de todas é: “amai ao próximo como a ti mesmo”, nos
resta romper a insensata miopia social, e entender que teu próximo não é só
quem está ao alcance das tuas mãos. Na verdade, teu próximo é todo aquele que está
ao alcance da tua vista, é todo aquele que cruza o teu caminho e todo aquele
para quem tu podes fazer a diferença.
Vou aqui me fazer valer de um ensinamento, uma dessas lições de um filme
e reforçar a máxima de que: “quanto maior for o teu poder, maior deve ser a tua
responsabilidade”. Essa é uma máxima cruel demais para quem tentar se omitir de
tudo o que deve ser feito, e encontra o conforto de achar que: se faz a sua
parte, o resto do mundo que se lixe.
Aélio Jalles (Lelo)
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